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6 empreendedores refugiados que reconstruíram sua vida no Brasil

·4 minuto de leitura
Renée Ross-Londja e Lambert, Guiana Inglesa e República Democrática do Congo. Foto: Camila Rodrigues da SIlva.
Renée Ross-Londja e Lambert, Guiana Inglesa e República Democrática do Congo. Foto: Camila Rodrigues da SIlva.

De acordo com o relatório “Refugiado em Números”, elaborado pelo Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), no ano de 2020 o Comitê analisou 63.790 solicitações de refúgio e reconheceu 26.577 pessoas como refugiadas. O maior contingente de refugiados são venezuelanos, sírios e congoleses.

Essas pessoas saem ou são expulsas de seus países por sofrerem graves violações de direitos humanos, por perseguições relacionadas a raça, religião, opinião política ou por pertencerem a determinados grupos sociais. Ao deixarem seus países, os refugiados encontram muitas dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho no país em que se refugiam, mesmo que tenham um extenso currículo e experiência. A solução muitas vezes acaba sendo apostar no empreendedorismo e criar o próprio negócio.

Destacamos 7 empreendedores refugiados que conseguiram se restabelecer no país, confira:

  1. Talal Atinaw, Síria

  2. Benediction Kipuni, República Democrática do Congo

  3. Renée Ross-Londja e Lambert, Guiana Inglesa e República Democrática do Congo

  4. Daniella Torres, Venezuela

  5. Jessica Ruth Ebaku, Uganda

  6. Franck, Costa do Marfim

Talal Atinaw, Síria

Até 2011, quando a guerra civil estourou na Síria, Talal Atinaw tinha uma vida confortável como engenheiro mecânico. Talal resolveu migrar para o Brasil por ser um país que aceitava refugiados sem maiores dificuldades, ao menos à época, Conseguiu um emprego na sua área de formação, mas ganhava 2 mil reais, o que não era suficiente para sustentar sua família. Através de uma vaquinha online, conseguiu arrecadar R$ 72 mil para empreender e fundar a Talai Culinária Síria, restaurante localizado em São Paulo.

Benediction Kipuni, República Democrática do Congo

Benediction Kipuni chegou ao Brasil em busca de ampliar novos horizontes no ramo de moda e estética. Alguns amigos da família já moravam no país, em Belo Horizonte (MG) e a convidaram para morar com eles. Por aqui, estudou um ano de maquiagem e com seu conhecimento sobre costura, começou a vender roupas étnicas e a oferecer serviços de maquiagens para festas e eventos. Seu trabalho de maquiagem é voltado para pessoas negras. A estilista e maquiadora também atua vendendo seus produtos nas redes sociais.

Renée Ross-Londja e Lambert, Guiana Inglesa e República Democrática do Congo

O casal Renée Ross Londja e Lambert se conheceram online e viveram um romance à distância por cerca de 9 anos, até que decidiram viver juntos. Renée é da Guiana Inglesa que não aceita refugiados e Lambert da República Democrática do Congo, país que vive assolado pelos confrontos armados por conta das disputas por minério. A solução? Se refugiar no Brasil. Começaram a vida por aqui em Manaus. Lá, Renée começou a fazer artesanato e Lambert dava aulas de idiomas. Depois se mudaram para São Paulo. Na capital paulista, Renée trabalha na produção de bonecas de pano e já participou de eventos e oficinas no Sesc-SP, além de já ter viajado para outros Estados com seu trabalho de artesanato. Lambert segue dando aulas particulares de inglês e francês.

Daniella Torres, Venezuela

A venezuelana Daniella Torres está em São Paulo desde 2019. Ao chegar no país, Daniella não sabia falar português, mas foi acolhida na casa da mãe de seu namorado brasileiro que conheceu na Venezuela. A partir daí, começou a investir na carreira de confeitaria profissional. Antes de engatar na carreira de confeiteira, a venezuelana trabalhou como cuidadora de idosos e trabalhou em uma fábrica de estampar chinelos. Daniella é historiadora por formação e agregou esse conhecimento a sua nova profissão estudando a história dos ingredientes típicos brasileiros. Para um futuro próximo, a confeiteira planeja abrir uma confeitaria junto a um sócio-investidor.

Jessica Ruth Ebaku, Uganda

Jéssica Ruth Ebaku chegou ao Brasil em 2009, fugindo de um caso de violência doméstica que sofreu em Uganda. Trabalhou como auxiliar de limpeza e cabeleireira. Antes da pandemia, Jessica começou a fazer pratos típicos de seu país e a vender em feiras gastronômicas. Porém, com as medidas restritivas proibindo eventos, ela precisou parar por um tempo a produção. Mas não foi por muito tempo, pois diversos clientes que já a conheciam e apreciavam seu trabalho, começaram a pedir por encomenda os pratos típicos produzidos por Jessica.

Franck, Costa do Marfim

Franck é estilista e está no Brasil há cerca de 4 anos. Antes de vir para o Brasil, ele viveu durante alguns anos no Senegal, de onde saiu por causa de violações de direitos humanos presentes no país. Ao chegar aqui, começou a trabalhar em um ateliê que produzia uniformes para a Marinha. Quando ficou mais estabilizado no país, Franck abriu sua própria loja na capital federal, mas precisou fechá-la no período das restrições mais duras da pandemia. Com o afrouxamento do isolamento, Franck abriu uma nova loja de roupas, a Zolé, onde vende itens de pronta entrega além de receber clientes que desejam encomendar peças exclusivas.

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