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Mulheres tendem a subestimar seu trabalho e sua capacidade: 6 dicas para aumentar a confiança

Cristiane Capuchinho
·6 minutos de leitura
Estudo mostra como mulheres se sabotam (Foto: Getty Images)
Estudo mostra como mulheres se sabotam (Foto: Getty Images)

Qual mulher nunca quis ter a autoestima do homem hétero? A expressão usada de maneira irônica nas redes sociais resume uma importante questão social: as mulheres tendem a subestimar suas capacidades, apresentam menos suas ideias em discussões de trabalho e têm mais dificuldades em negociar o salário ou uma promoção.

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Um estudo apresentado em junho no National Bureau of Economic Research (centro norte-americano de pesquisa econômica) mostra que mesmo quando homens e mulheres têm os mesmos resultados em uma tarefa, as mulheres avaliam seu desempenho de forma menos favorável que seus colegas do sexo masculino.

Para chegar a essa conclusão, as pesquisadoras Christine Exley, da Universidade de Harvard, e Judd Kessler, da Universidade de Pensilvânia, fizeram experimentos com 4.000 participantes. Cada pessoa deveria fazer uma prova e depois avaliar seu desempenho. Em um grupo com resultado similar no exame, homens disseram, em média, ter feito 61 de 100 pontos, enquanto mulheres se autoatribuíram 46 de 100 pontos.

O grupo feminino se autoatribuiu uma nota média menor que a dos homens mesmo quando era avisados de que sua autoavaliação teria impactos em seu salário ou em uma promoção. “Essa diferença entre gêneros pode contribuir para a persistência da desigualdade em ambientes educacionais e de mercado de trabalho”, indicam as pesquisadoras.

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Esse recente achado faz parte de uma longa tradição de estudos de gênero no mercado de trabalho que apontam que a diferenciação no tratamento dado a meninos e meninas tem impactos econômicos e sociais negativos. A falta de confiança em si mesmas e os estigmas de gênero levam muitas mulheres a apresentarem menos suas ideias, sobretudo diante de figuras de poder, como um chefe.

Um outro estudo da pesquisadora Katherine Coffman, professora da escola de administração de Harvard, mostra que as mulheres tendem a ter menos confiança em si mesmas quando estão em áreas consideradas de domínio masculino e, mais do que isso, fazem menos intervenções em discussões de grupo para apresentar ideias.

Profecia autorrealizável

As barreiras de gênero afetam até mesmo resultados em provas ou concursos que, em teoria, são feitos para escolher pelo desempenho e não por características como gênero ou raça.

Por conta da pandemia da Covid-19, o concurso para ingressar em uma das universidades de maior prestígio da Europa não aplicou seus tradicionais exames orais, mantendo apenas as provas escritas. A École Normale Supérieure registrou um importante aumento no número de mulheres aprovadas este ano, passando de 54% dos alunos aceitos nos últimos cinco anos para 67% em 2020.

A razão para que os homens se saíam melhor em testes orais, para a socióloga francesa Alice Olivier, está no tratamento diferente dado a meninos e meninas desde a infância. “Provas orais exigem capacidades que são mais encorajadas nos meninos, em especial a confiança em si mesmo, a capacidade de falar em público, a facilidade em se expressar, e o espírito de competição”, explica a pesquisadora da Universidade de Lille.

Como fugir então da profecia autorrealizável de que as mulheres ganham menos, ficam para trás na hora de se impor no trabalho ou para progredir em certas carreiras?

1. Conhece-te a ti mesmo

O primeiro passo é o autoconhecimento, afirma a psicóloga Daniela D’Incao Marrone, que pesquisou no seu doutorado a relação entre autoestima e motivação no ambiente universitário.

“É preciso fazer um movimento para entender porque naquele lugar é tão difícil se expressar, por que você não consegue fazer aquilo que imaginou”, explica. “Tem que entender qual é a barreira específica para depois poder trabalhar este ponto, saber o que é que está na raiz da falta de confiança.”

O objetivo é passar do “eu não consigo” para uma análise de quais são as dificuldades e, com isso em mãos, criar um plano de ação para superá-las.

2. Sublinhe suas habilidades

Para ter confiança em si mesmo é preciso reconhecer suas habilidades. “No geral, a pessoa com dificuldades de autoestima não consegue trabalhar o potencial dela porque ela não vem em si capacidade. Ela põe ênfase no que ela não consegue fazer”, descreve Marrone.

Ter clareza sobre no que você é boa é uma maneira de ganhar segurança, mas também de pensar caminhos para aproveitar suas capacidades e chegar em seus objetivos. É difícil perceber no que você é boa? Pergunte para sua família, seus amigos ou colegas, com certeza eles terão algo a dizer.

3. Aumente suas chances mudando de perspectiva

As mulheres costumam ter mais dificuldades que os homens para negociar salários ou ganhos para si mesmas. No entanto, quando as mulheres estão negociando no lugar de outra pessoa, a diferença nos resultados desaparece. Isso é o que aponta uma pesquisa de Emily Amanatullah, da Universidade do Texas, em Austin.

Mudar de perspectiva ajuda a ser realista sobre o objetivo e não abrir mão dele quando é possível.

4. Pense menos, e aja

Sem ter certeza se consegue ou não, se sabe ou não, as mulheres costumam não tentar, não responder, não arriscar. “Na dúvida, faça” é o conselho das jornalistas Claire Shipman e Katty Kay, autoras do livro “A Arte da Autoconfiança - Os segredos que toda mulher precisa conhecer para agir com convicção” (Ed. Benvirá).

Se pensar antes de agir é uma boa coisa, a tendência a ruminar muito sobre as dificuldades e sobre suas fraquezas pode impedir a ação. “Pensar mais e mais não vai resolver nossos problemas, e não vai fazer com que tenhamos mais confiança”, destacam.

5. Cometa erros e permita-se não ter sucesso sempre

A sensação de falta de capacidade é agravada quanto mais altos são os patamares de cobrança, lembra a psicóloga Daniela D’Incao Marrone, que exemplifica com o efeito negativo das capas de revista feminina sobre a autoestima das mulheres.

No Vale do Silício (EUA), em que o objetivo dos empreendedores é “apenas” o de criar a próxima Apple ou o novo Facebook, o conselho é “comece a errar logo”. A ideia é que todos cometerão erros e terão frustrações pela frente, e quanto antes derem início a esse processo, menor será o peso de cada erro e maior será o aprendizado, até mesmo para fazer planos realistas.

A mesma estratégia pode ser adaptada a quem precisa desenvolver confiança em si mesmo. Permitir-se cometer erros é reduzir a pressão, aprender com os pequenos erros, antes de se colocar à provas mais importantes.

6. Procure um profissional

Se nada disso adianta. Os problemas parecem difíceis demais para terem solução. E a falta de confiança lhe causa sofrimento. Busque a ajuda de um profissional. Pedir ajuda já é um movimento de quem sabe que tem valor.