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5 vezes em que a política do Brasil fez o dólar disparar

Flutuante desde 1999, o valor do Real brasileiro em relação ao Dólar dos Estados Unidos costuma refletir uma série de questões políticas e econômicas internas e externas.

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De guerras comerciais entre países a instabilidades variadas em Brasília, o que quer que faça mais pessoas quererem comprar dólares de uma vez acaba jogando o valor da moeda para o alto.

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Relembre cinco momentos em que a política brasileira fez o valor da moeda estrangeira disparar:

1999, máxima de R$ 2,16

Em 1999, após a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, o governo deixou de controlar o câmbio e desvalorizou o real. Livre, o dólar deixou de ser parelho à moeda brasileira e chegou a R$ 2,16 em março. Duro golpe para a importação, a inflação e as lojas de R$ 1,99, que viram o valor médio de seus produtos mais do que dobrarem em pouco tempo.

2002, máxima de R$ 4,01

O ano começou com cotação do dólar a R$ 2,60. Em outubro, mês das eleições presidenciais, a venda do dólar chegou a R$ 4 pela primeira vez - mais alta cotação nos então 20 anos do Plano Real, criado em 1994. Motivo: o favoritismo de Lula, candidato do PT à sucessão de FHC, que gerava pavor no mercado e grande busca por moeda estrangeira.

2015, máxima de R$ 4,24

O dólar começou 2015 abaixo dos R$ 3 e, ao longo do ano, foram seis vezes acima dos R$ 4. Era o auge da crise do governo de Dilma Rousseff, e o mercado temia que a presidente deixasse de lado o compromisso com o ajuste fiscal diante da pressão de um eventual processo de impeachment.

2018, máxima de R$ 4,21

Novamente em período de eleições, os investidores começaram a comprar dólares em resposta às pesquisas que mostravam as intenções de voto mais baixas para candidatos considerados mais pró-mercado. Menos comprometidos com reformas econômicas, na avaliação do mercado à época, Jair Bolsonaro, candidato do PSL, já se mostrava como favorito, enquanto Fernando Haddad, do PT se colocava no segundo turno.

2020, máxima de R$ 5,99

O valor do dólar quase atingiu a marca dos R$ 6 no começo de maio, em meio aos dias de tensão política em Brasília causados pelo vídeo da reunião que o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros fizeram no dia 22 de abril. A gravação foi entregue às autoridades após as denúncias do ex-ministro da justiça Sérgio Moro de que o presidente estava tentando interferir politicamente na Polícia Federal.

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