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5 transtornos mentais mais comuns e seus sintomas

Natalie Rosa
·6 minuto de leitura

Condições que envolvem o cérebro e, consequentemente o comportamento humano, assim como as doenças físicas, precisam receber atenção para o diagnóstico e tratamento adequado. Esses transtornos mentais têm seus nomes popularizados, mas algumas vezes são usados de forma pejorativa, fazendo com que algumas pessoas sintam vergonha de admitir que sofrem de alguns deles, estigmatizando o problema.

Os sintomas dos transtornos mentais são os mais diversos e, algumas vezes, podem ser confundidos com coisas mais simples. Entre eles está o pensamento confuso, problemas em se relacionar, alterações no comportamento, deficiência cognitiva, entre outros, que precisam ser monitorados constantemente e com bastante cuidado para um diagnóstico seguro.

Abaixo, listamos os mais comuns.

<em>Imagem: Reprodução/jcomp/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/jcomp/Freepik

1. Depressão

A depressão é um transtorno que, infelizmente, é bastante comum, sendo uma condição que precisa ser levada com muita seriedade para que não se agrave com o tempo. Quando em estado depressivo, o paciente sente uma alteração na forma de pensar e agir, apresentando ainda sentimentos de perda de interesse em coisas que já gostou, tristeza constante, pensamentos suicidas, em casos mais graves, além de dificuldade de concentração, entre outros sintomas.

É importante ressaltar que a depressão não significa, exatamente, estar triste, pois o sentimento da tristeza é algo que pode acontecer com todos, em diferentes níveis. Então, a depressão é uma condição médica que precisa de tratamento e que geralmente é causada por uma alteração na química do cérebro, além de fatores genéticos, personalidade e outros fatores correlacionados.

O tratamento, assim como o diagnóstico, deve ser feito com a ajuda de profissionais qualificados da psiquiatria que irão receitar medicamentos que sejam eficientes de acordo com casa caso, além de psicoterapia. Pode ser que o tratamento inicial não seja tão eficiente, então a troca de remédios é algo comum, sendo feita até que haja a adaptação por completo.

2. Ansiedade

O termo ansiedade é usado como uma resposta do organismo ao estresse e pela antecipação de algo que ainda vai acontecer. No entanto, ele também é usado para caracterizar um transtorno que, assim como a depressão, precisa do diagnóstico e tratamento efetivo. Pessoas que sofrem da condição vivenciam esse sentimento o tempo todo, o que acaba interferindo em suas vidas pessoais e profissionais, e até em coisas simples do dia a dia.

O transtorno de ansiedade pode ser classificado em alguns tipos, como em ataques de pânico, que podem acontecer a qualquer momento, em fobia, quando se sente um medo exagerado de alguma coisa, além de ansiedade social, medo de ser julgado, estresse pós-traumático, entre outras situações que precisam ser avaliadas com um profissional adequado e que descobra a melhor solução na hora de se tratar.

<em>Imagem: Reprodução/pressfoto/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/pressfoto/Freepik

Uma pessoa que sofre de transtorno de ansiedade sente sintomas físicos, como respiração rápida ou ofegante, aumento dos batimentos cardíacos, problemas de concentração, dificuldade em conseguir pegar no sono ou ainda em dormir tranquilamente. Em momentos de crise, o paciente pode sentir suor excessivo, boca seca, tontura, falta de ar, entre outros sintomas.

O tratamento da doença também envolve o uso de medicamentos antidepressivos e, claro, a terapia. Alguns profissionais recomendam ainda a prática de exercícios, meditação, evitar o consumo de produtos com cafeína ou álcool e a adaptação para uma dieta saudável, por exemplo. Porém, não deve ser feito o autodiagnóstico e automedicação, é preciso buscar o tratamento com um psiquiatra.

3. TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo

Outra condição que costuma ter o nome banalizado é o Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido também pela abreviação TOC. Muitas pessoas costumam falar que tem TOC devido a algumas manias, mas o que este termo significa vai muito mais além. Pacientes diagnosticados têm comportamentos que costumam durar mais de uma hora, geralmente, atrapalhando bastante a rotina do dia a dia.

Esses comportamentos, ou obsessões, são pensamentos e impulsos que aparecem com frequência e que geram compulsões, como o medo de ser contaminado por germes, fazer movimentos repetitivos de conferir pertences, organizar objetos, falar palavras em voz alta, entre outros sintomas que precisam ser avaliados por um profissional.

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, muitas vezes, é diagnosticado junto a outros transtornos, como a Síndrome de Tourette, depressão, compulsão alimentar, fobia social, déficit de atenção, entre outros. Apenas um profissional adequado vai conseguir identificar o que está acontecendo e oferecer o tratamento adequado com medicamentos e psicoterapia.

4. Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental mais raro e também mais grave, responsável por alterar o comportamento do paciente, trazendo sintomas como dificuldades de aprendizado, apatia, indiferença, mania de perseguição e alteração nos sentidos, o que pode trazer também a sensação de ter vozes na cabeça.

Existem diferentes tipos de esquizofrenia, que vão desde a mais simples, com mudança de personalidade e redução do convívio social, até a paranoia, que traz problemas na fala, falta de emoção e sensação de perseguição. Há ainda a catatônica, com um forte quadro de apatia que deixa a pessoa na mesma posição por horas; a residual, que altera emoções e convívio social; e a indiferenciada, que não atua em apenas um tipo específico.

<em>Imagem: Reprodução/Nik Shuliahin/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Nik Shuliahin/Unsplash

Pessoas esquizofrênicas sentem alucinações, delírios, pensamentos desordenados e distúrbios do movimento, sentem menos afeto e prazer nas tarefas do dia a dia, dificuldade em se manter em uma atividade, redução na capacidade intelectual, entre outros sintomas. O diagnóstico é feito através da observação de comportamento, podendo ainda ser considerado o fator genético ou consequências do desequilíbrio nas reações químicas do cérebro.

O transtorno, infelizmente, não tem cura, mas pacientes que se tratam de forma adequada conseguem viver bem com a condição. É recomendado o uso de medicamentos psicoativos e psicoterapia para o tratamento eficaz.

5. Bipolaridade

A bipolaridade também é um termo bastante usado de forma pejorativa, mas se trata de uma doença bastante séria. Pessoas com o transtorno sofrem graves alterações de humor, com muita impulsividade, euforia, energia e excitação, o que é chamado de hipomania, sendo esses sintomas intercalados com episódios extremamente depressivos, com tristeza profunda, sentimento de falta de esperança, perda rápida de energia, períodos de pouco ou muito sono, perda do interesse em atividades que antes traziam prazer e, em casos mais sérios, pensamentos suicidas.

São três os tipos principais de transtorno bipolar:

Bipolaridade tipo 1 - O paciente passa por um período de mania curto e, logo após, um período longo de depressão, com episódios de maior depressão ou hipomania antes ou depois;

Bipolaridade tipo 2 - A pessoa passa por um grande período depressivo que dura, pelo menos, duas semanas, e pelo menos um episódio de hipomania que dura cerca de quatro dias;

Transtorno ciclomítico - Representa o quadro mais leve do transtorno bipolar, que se apresenta com oscilações crônicas do humor, inclusive podendo aparecer no mesmo dia. Os sintomas de hipomania e depressão leve são alternados constantemente.

A bipolaridade pode ser diagnosticada na infância, adolescência ou na idade adulta, e a causa pode ser genética, por anormalidades na função cerebral ou ainda por fatores externos, como estresse, experiências traumáticas ou doenças físicas. O diagnóstico é complicado e é preciso analisar os episódios e a frequência em que ocorrem, com tratamento acontecendo com medicamentos, psicoterapia, entre outros tipos de cuidados terapêuticos.

Com informações de: APA, Healthline, Vittude, Drauzio Varella

Fonte: Canaltech

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