Os 5 mitos sobre os primeiros cem dias dos CEOs

SÃO PAULO - Por tradição, os CEOs americanos (Chief Executive Officer) têm 100 dias para tomar posse de um novo cargo. A chamada “lua de mel” corporativa tem o propósito de identificar os desafios futuros e elaborar um cronograma de trabalho, segundo uma pesquisa publicada no BCG (The Boston Consulting Group).

O estudo também revela os cinco mitos sobre os 100 primeiros dias dos diretores executivos e os desmitifica. Veja quais são eles:

1. Novos CEOs devem se atentar para a concorrência e estudar a maneira antiga de procedimentos
Muitos líderes novatos gastam todas suas energias para estudar a empresa e seus concorrentes e tentar identificar o que funciona ou não. Acima de todos esses pontos, eles tentam compreender rapidamente os fatores externos.

Mas, ao contrário deste mito, os especialistas do estudo afirmam que os novos CEOs devem olhar para dentro, bem como olha a parte exterior da organização. “Quando novos executivos desenvolvem seus planos, um dos primeiros passos é verificar e confirmar suas próprias preferências e motivações”, disse a publicação. “Os recém-chegados precisam se aclimatar antes de fazer qualquer inspeção externa”.

2. Novos CEOs devem provar seu valor por meio da realização de ações ousadas imediatas
Alguns novatos sentem o dever de trazer um impacto notável com sua chegada. Resultados é o que conta para eles e gostam de atingi-los o mais rápido possível. Mesmo que, às vezes, eles façam isso sem prestar a devida atenção ao contexto empresarial e considerar a cultura da empresa.

Na realidade, os diretores devem garantir sua compreensão sobre a empresa antes de agir. “Aja com ousadia, mas primeiro precisa ver claramente”, sugere o site. Essa abordagem não é para desencorajar a ação rápida e ousada do executivo, mas é um aviso para cautela, a fim de evitar consequências indesejadas.

3. Novos CEOs devem estabelecer uma equipe, buscando os melhores talentos
Para alguns, selecionar uma equipe eficaz é uma questão simples de identificar e recrutar os mais capazes. De acordo com a sabedoria convencional, eles só querem uma equipe dos melhores e mais brilhantes. Então eles partem para encontrar os indivíduos mais qualificados para os cargos importantes.

Isso é outro mito, segundo o estudo. “Construir uma equipe de profissionais competentes é mais do que a soma dos melhores, tem que ter um equilíbrio na equipe”. A equipe ideal é aquela em que os membros complementam suas habilidades e inspiram uns aos outros.

4. Novos CEOs devem imediatamente definir padrões rígidos
Se a moral dos funcionários ou o compromisso diminuir sob os novos comandos, o CEO pode ter problemas de gestão no futuro. Assim, alguns novos líderes utilizam uma estratégia ousada: projetam uma imagem de durão. Antes de começar uma sensação boa para a empresa, eles montam as expectativas que esperam de seus subordinados, com métricas de desempenho e calendários rigorosos.

Mas essa abordagem pode ter vários efeitos colaterais - e é preciso tomar muito cuidado para não exagerar na dose. Muitos profissionais podem se sentir desestimulados e pressionados com a nova gestão. Com isso, a empresa pode perder muitos talentos que, não necessariamente, são ruins por terem se acostumado com a cultura antiga da empresa.

5. Novos CEOs devem ser os mais inteligentes da empresa
Com base no item anterior, alguns novos líderes pensam que devem justificar o que fazem por apenas mostrar sua autoridade. Eles tentam dominar todos os aspectos de um problema, a fim de dar a resposta definitiva o mais rápido possível - sem voltar atrás em qualquer hipótese.

Esse é o último mito mencionado pelo estudo, pois dar liberdade e valorizar seus profissionais deixa qualquer ambiente corporativo mais saudável, além de dar a oportunidade de ideias realmente boas darem certo. Talvez, algum funcionário saiba mais sobre um determinado assunto que o executivo não domine. Não perca a chance dele acertar na decisão.

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