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5 grandes farsas na história do Vale do Silício

O Vale do Silício é berço de algumas das empresas mais inovadoras do mundo. Startups que apostam no futuro da tecnologia e até os maiores pensadores da revolução digital que vivemos hoje fizeram história neste canto dos Estados Unidos ao longo dos anos.

Mas talvez menos famosos sejam os fracassos do Vale do Silício: as histórias de startups que arrecadaram milhões em investimentos, chamaram a atenção da imprensa e do mundo, mas acabaram falindo por não conseguir realizar suas promessas.

Confira a seguir algumas das ideias geradas no berço da inovação dos Estados Unidos, mas que acabaram se mostrando fraudes.

  • Theranos e o revolucionário exame de sangue que não existia

Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos. Foto: AP/Jeff Chiu

A Theranos surgiu com uma promessa de revolucionar o setor da saúde. A empresa dizia ter desenvolvido um sensor capaz de detectar qualquer alteração no sangue de um paciente com apenas uma amostra bem menor do que qualquer exame comum de sangue: uma simples gota.

Após receber mais de US$ 1 bilhão em investimentos mentindo a respeito da capacidade do seu produto, falsificando testes clínicos e prometendo o impossível para investidores e jornalistas, a Theranos perdeu tudo após uma investigação da Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos.

  • Juicero e a máquina de fazer sucos que não servia de nada

A máquina de fazer sucos da Juicero. Foto: Michael Kovac/Getty

A Juicero não tinha pretensão de revolucionar o mercado, mas apenas a vontade de vender uma máquina de sucos conectada à internet. O dispositivo exigia pacotes de frutas picadas vendidos pela mesma empresa, que eram pressionados pela máquina e, assim, produziam as bebidas naturais.

Cerca de um ano após o lançamento da Juicero, a imprensa norte-americana descobriu que os pacotes poderiam ser pressionados com as mãos para produzir o suco, de modo que a máquina de US$ 700 não tinha qualquer utilidade. A notícia foi desastrosa para a imagem da startup, que acabou fechando as portas meses depois.

  • Honest Company, a empresa que não era tão honesta assim

Jessica Alba e os produtos da Honest Company. Foto: AP

Mesmo com o "atrevido" nome de Honest Company ("empresa honesta" ou "empresa sincera" em tradução livre), tudo o que esta startup não foi com seus clientes e investidores foi honesta. A empresa foi fundada pela atriz Jessica Alba em 2011 com a proposta de vender produtos domésticos com ingredientes naturais.

Mas testes feito por laboratórios independentes mostraram que, ao contrário do que diziam na embalagem, muitos produtos da Honest Company possuíam, sim, químicos sintéticos. A empresa negou todas as acusações, mas concordou em pagar US$ 7,3 milhões para encerrar um processo movido por clientes que se sentiram enganados.

  • Virgin Hyperloop One e o transporte do futuro que descarrilou

Campo de testes da Virgin Hyperloop One próximo de Las Vegas, nos EUA. Foto: Getty

Quando Elon Musk tornou pública sua ideia futurista de um sistema de transporte por tubos, várias empresas resolveram comercializar o projeto. Uma delas é a Virgin Hyperloop One, que chegou a levantar mais de US$ 472 milhões em financiamento antes de ficar mal vista no mercado.

O que houve foi que ex-funcionários e até o ox-CEO da empresa abriram uma série de processos contra a startup, relatando episódios de abuso moral e sexual e infrações a leis trabalhistas. Além disso, um dos executivos do alto escalão da empresa foi preso na Rússia por um esquema de corrupção sem ligação com a Hyperloop, mas que manchou a imagem da empresa assim mesmo.

  • Pixelon, o 'pré-YouTube' que não conseguia exibir vídeos

Pixelon

Muito antes da era dos aplicativos, o movimento que chacoalhou o Vale do Silício no início do século 21 foi o das "ponto-cons" - empresas baseadas em serviços online que formaram uma bolha de investimentos nos anos 2000. Uma das startups atingidas pelo estouro da bolha foi o Pixelon.

Antes mesmo da criação do YouTube, o Pixelon prometia ser uma plataforma de vídeo online e transmissões ao vivo. Mas a tecnologia do site não ficou pronta e nenhuma transmissão foi feita pelo serviço. Além disso, o fundador da empresa foi preso por ter enganado idosos quando usava outro nome.