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5 experimentos que os astronautas da missão Crew-1 farão na ISS

Patrícia Gnipper
·4 minuto de leitura

A missão Crew-1 é a primeira verdadeiramente operacional como fruto da parceria da NASA com a SpaceX. Com ela, quatro astronautas serão lançados à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave Crew Dragon — a mesma que levou dois astronautas para lá em maio, na missão de testes Demo-2 —, o que deve acontecer no próximo sábado (14).

"Verdadeiramente operacional" significa que, enquanto a dupla da Demo-2 fez a viagem tripulada inaugural da Crew Dragon apenas para garantir que a nave seria mesmo capaz de "dar conta do recado", agora a tripulação da Crew-1 terá responsabilidades científicas. Eles permanecerão por seis meses na ISS e, lá, terão uma série de experimentos para realizar.

Confira, abaixo, cinco dessas atividades:

Fazenda espacial

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Os astronautas se tornarão "fazendeiros espaciais", porque deverão cuidar de um projeto de jardinagem em microgravidade que fica na instalação chamada Advanced Plant Habitat (APH). Eles investigarão como rabanetes são capazes de prosperar em cultivos fora da Terra, como parte do experimento Plant Habitat-02, na tentativa de descobrir se o vegetal pode ser um candidato para compor o menu de alimentos de astronautas em viagens de longa duração.

A NASA explica que, como rabanetes têm alto conteúdo nutricional e taxas rápidas de crescimento, eles podem ser uma opção valiosa para futuros "agricultores espaciais" em missões na Lua ou Marte. A instalação do projeto é totalmente automatizada e já vem sendo usada em pesquisas de biociências na ISS. Trata-se de uma câmara grande, fechada e ambientalmente controlada, projetada justamente para pesquisas de como plantas se comportam por pelo menos um ano no espaço.

Mineração microbiana

A tripulação também vai trabalhar no projeto BioAsteroid, que investiga a capacidade de bactérias quebrarem rochas — ou seja, atuarem como mineiros microbianos. Esse processo pode auxiliar futuros exploradores espaciais para extrair elementos valiosos de superfícies planetárias, refinando o regolito para transformá-lo em compostos utilizáveis.

Nesta investigação, os astronautas acompanharão como a gravidade afeta a interação entre os micróbios e as rochas em um meio líquido. Os resultados podem proporcionar aplicações futuras interessantes, abrindo as portas para uma biomineração espacial, bem como para sistemas de suporte à vida envolvendo componentes microbianos.

Trajes espaciais aprimorados

Os trajes espaciais usados para caminhadas no espaço, do lado de fora da ISS (ou xEMU, sigla para Exploration Extravehicular Mobility Unit), estão ganhando melhorias — e os novos astronautas da ISS testarão tais trajes da próxima geração, que têm uma nova aparência e também são ainda melhores no controle da temperatura corporal dos usuários.

O experimento Spacesuit Evaporation Rejection Flight Experiment (SERFE) será, na verdade, uma demonstração das novas tecnologias empregadas no traje, tudo para que se observe a eficiência de seus novos componentes. Tais novas tecnologias usam evaporação de água para o resfriamento, e a investigação vai determinar se a microgravidade afeta esse desempenho, além de avaliar o efeito do novo método na contaminação e na corrosão do material que compõe o traje espacial.

Órgãos em chip

A Crew-1 também trabalhará no projeto Tissue Chips, iniciativa patrocinada pelo National Institutes of Health, com o objetivo de estudar construções similares a órgãos impressos em 3D, mas em dispositivos pequenos e compactos (como chips) na microgravidade.

A ideia é que sejam feitos avanços no estudo de potenciais tratamentos de saúde, com os astronautas investigando o uso de tais chips em questões envolvendo coisas como perda muscular, função pulmonar e barreira hematoencefálica — estrutura de permeabilidade que protege o Sistema Nervoso Central.

Esses pequenos dispositivos contêm células humanas em uma matriz 3D, e não têm tamanhos maiores do que o de um pendrive. A tecnologia pode, ainda, permitir que futuros astronautas levem ao espaço chips personalizados, que podem ser usados para monitorar mudanças em seus organismos, além de testar possíveis contramedidas e terapias individuais — o que pode representar um enorme salto para manter viajantes espaciais devidamente saudáveis em missões no espaço profundo.

"Relógio interno" do ritmo biológico

Por fim, os astronautas também trabalharão no experimento Genes in Space-7, que levará moscas Drosophila melanogaster (conhecidas como mosca-das-frutas) para que seu material genético seja estudado, a fim de descobrir como a microgravidade influencia o ritmo circadiano — ou seja, o "relógio interno" que regula o ritmo biológico. Esse estudo pode render bons insights sobre processos relevantes na função cerebral de astronautas.

Esse ciclo é regulado por sinais luminosos, que acabam sendo interrompidos em viagens espaciais, causando muitas mudanças cognitivas. Com este estudo, a ideia é estabelecer uma maneira de monitorar tais mudanças durante viagens espaciais de longa duração — só que nessas moscas, consideradas "organismos modelo" para estudos científicos.

Fonte: Canaltech

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