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5 desafios do setor financeiro no combate às fraudes eletrônicas

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Compartilhamento de experiências, velocidade de resposta e conscientização dos clientes estão entre as ferramentas sugeridas pela empresa de inteligência de dados Quod para reagir a fraudes eletrônicas. Os pontos foram levantados em um encontro neste mês em São Paulo, com representantes de organizações como Itaú, Bradesco, Polícia Federal, Ame Digital, Picpay, Super Digital e Visa.

Segundo Raphael Salmi, diretor de Novos Negócios da Quod, é preciso expandir mecanismos de defesa para enfrentar o cenário desafiador. “O compartilhamento de casos confirmados de fraudes entre as instituições financeiras se torna uma ferramenta vital para dar maior proteção aos seus negócios e também aos consumidores”, alertou. Veja abaixo outras dicas do executivo e de outros especialistas presentes no evento.

Compartilhar casos de fraudes entre empresas

A base de dados compartilhada é vista no mercado como crucial para melhorar a segurança sem piorar a experiência do público. “Por meio da análise dos dados disponibilizados, é possível fornecer um score de confiança e outros sinais de segurança que mostram às empresas o risco de efetuar uma operação”, disse Salmi. “Quanto mais instituições aderirem, maior será a cobertura desta base e precisão dos scores fornecidos”, complementou.

Suprir a escassez de profissionais qualificados

Problema antigo do mercado de segurança cibernética, a escassez de profissionais com boa formação cresceu com a pandemia de covid. Por outro lado, a adoção massiva do trabalho remoto abriu o leque de opções de vagas para outros estados e países. Segundo Cassius Schymura, CEO da Quod, esse é um dos principais desafios do setor. “É preciso investir na formação e retenção dos profissionais”, afirmou.

Base de dados compartilhada é vista como crucial para evitar fraudes sem piorar experiência do público (Imagem: Reprodução/poungsaed_ecoa (Envato))
Base de dados compartilhada é vista como crucial para evitar fraudes sem piorar experiência do público (Imagem: Reprodução/poungsaed_ecoa (Envato))

Reduzir a velocidade de resposta e repressão

Para Erik Siqueira, chefe do Núcleo de Repressão a Fraudes Bancárias da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, a transação financeira de um golpe ou fraude ocorre em velocidade infinitamente maior à da investigação dos golpes. Muitas vezes isso é fruto das dificuldades burocráticas ou não compartilhamento de dados entre as regiões do país. Portanto, reduzir o tempo de resposta aos casos é iminente.

Conscientizar consumidores

Investimentos em tecnologia, profissionais qualificados e soluções avançadas de biometria são necessários, mas de nada adiantam se o consumidor não se conscientizar. Para se ter uma ideia, 80% das fraudes são determinadas por engenharia social; ou seja, o criminoso descobre informações sobre a vítima e ela mesma facilita o trabalho do fraudador.

Investir mais na análise de dados

É necessário focar cada vez mais em dados, análise e tecnologia preditiva. Tais elementos são essenciais porque há uma grande carência de indicadores, e a qualidade da repressão a fraudes depende de medir, analisar e investir nas soluções adequadas.

Fonte: Canaltech

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