Mercado abrirá em 2 h 26 min

Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta segunda-feira

SÃO PAULO - Após uma semana de forte queda do Ibovespa, que voltou para o patamar de 84 mil pontos, com o mercado em compasso de espera por novidades sobre o governo de Jair Bolsonaro, os próximos dias prometem manter o ritmo, com atenção ainda para feriados aqui e no exterior.

Nesta segunda-feira (12), a bolsa dos Estados Unidos ficará fechada devido ao feriado local, reduzindo a liquidez do mercado brasileiros. A política continua no foco de atenção dos investidores, aguardando novidades sobre possíveis medidas econômicas, um possível andamento da reforma da Previdência este ano, além dos anúncios de novos ministros e membros da equipe de Bolsonaro para 2019.

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (12):

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta em meio às preocupações com os riscos globais, que incluem a tensão comercial entre China e Estados Unidos, as perspectivas de desaceleração do crescimento e os preços do petróleo. 

A commodity tem alta de mais de 1% após a Arábia Saudita anunciar um corte de oferta em dezembro. A medida busca deter a queda no preço do petróleo, que chega a 20% desde o início de outubro. 

As bolsas europeias operam sem direção definida à espera de notícias vindas da Ásia, onde o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participará da Cúpula EUA-Asean.

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h53 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,02%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,14%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,16%

*DAX (Alemanha) -0,87%

*FTSE (Reino Unido) +0,35%

*CAC-40 (França) -0,27%

*FTSE MIB (Itália) -0,45%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,12% (fechado)

*Xangai (China) +1,22% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,09% (fechado)

*Petróleo WTI +0,96%, a US$ 60,77 o barril

*Petróleo brent +1,33%, a US$ 71,11 o barril

*Bitcoin US$ 6.382,92 +0,03%
R$ 24.140 -0,58% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,76%, a 520,00 iuanes (nas últimas 24 horas)

2. Agenda do dia

Os próximos dias marcarão o fim da temporada de resultados corporativos. Entre os destaques estão a Anima (ANIM3), Braskem (BRKM5), Eletrobras (ELET3), BR Malls (BRML3). No total, serão cerca de 40 balanços.

Entre os indicadores, o principal destaque no Brasil fica para o IBC-Br (Indicador de Atividade Econômica do Banco Central), que segundo projeção da GO Associados deve ter queda de 0,80%. Com isso, o dado, considerado uma prévia do PIB, chegará a 2,30% no acumulado de 12 meses.

No exterior, a agenda é mais tranquila também. Na quarta-feira (14), serão publicados os dados da inflação de outubro, enquanto no dia seguinte saem os números do comércio e os índices de preços dos bens exportados e importados. Já na sexta- feria (16), sai a produção industrial de outubro.

Além disso, atenção também para os discursos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta e na quinta-feira. Sua fala ocorre após sinal do Fomc desta semana, de que segue em seu curso para elevar a taxa de juros em dezembro.

Na China, os investidores ficarão atentos aos números relativos ao crédito e produção industrial, aos investimentos e às vendas do comércio, todos de outubro. A semana terá ainda os números do investimento direto, que serão publicados na quarta-feira (14).

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

3. Reforma da Previdência

A primeira semana de trabalho da equipe econômica de transição definiu as prioridades do governo de Jair Bolsonaro. Na lista estão a reforma da Previdência, as privatizações, medidas de ajuste fiscal, a autonomia do Banco Central e a confirmação do nome que irá comandar a instituição.

Por determinação de Bolsonaro, a reforma da Previdência deve priorizar, no Congresso Nacional, as propostas infraconsticionais, aquelas que não alteram a Constituição nem impedem a continuidade da intervenção federal na segurança no estado do Rio de Janeiro.

Durante transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite de sexta-feira (9), Bolsonaro que querem colocar “na minha conta” decisões sobre a Previdência que não foram tomadas. “O que recebi em Brasília foram projetos”, destacou, afirmando que não fechou ainda nenhuma proposta de reforma e que "pouca coisa pode ser aproveitada para o ano que vem".

Ele voltou a negar a ideia de aumentar de 11% para 22% a alíquota do INSS e também fixação mínima de 40 anos para concessão de aposentadoria integral. Bolsonaro ressaltou que a Previdência do funcionalismo público é a mais deficitária e precisa ser revista. Mais uma vez, ele disse que não quer ver o Brasil “transformado” em uma Grécia - onde os contribuintes tiveram que aumentar o pagamento do desconto linear para 30%, segundo Bolsonaro.

4. Noticiário político

Novos nomes para compor o governo de Jair Bolsonaro (PSL) continuam ser ventilados na imprensa. Ivan Monteiro deve continuar na presidência da Petrobras e Joaquim Levy, que está no Banco Mundial, deve ser o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), segundo a colunista Cristiana Lôbo, do G1. 

Ainda segundo a jornalista, Mansueto Almeida pode continuar na Secretaria do Tesouro ou ser o Secretário de Fazenda - cargo que corresponderia ao de ministro da Fazenda , mas que, com a nova estrutura administrativa, perde o status de ministro para ficar abaixo do ministro da Economia, que será de Paulo Guedes.

Preocupados com a nova gestão, um grupo de 106 economistas prepararam uma carta endereçada a Bolsonaro com propostas de reformas econômicas, políticas sociais e de defesa do ambiente. Entre os economistas que assinam a “Carta Brasil” estão Bernard Appy (que ficou conhecido por sua proposta de reforma tributária), Cláudio Frischtak (sócio da consultoria Inter.B), Alexandre Schwartsman (consultor e ex-diretor do Banco Central), Márcio Holland (ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo Dilma Rousseff e pesquisador da FGV), Octavio de Barros (ex-economista chefe do Bradesco), Naercio Menezes (Insper) e Elena Landau (ex-diretora do BNDES)

5. Noticiário corporativo

A Cemig teve seu rating elevado para B+ pela Fitch, com perspectiva positivo. Os acionistas da MRV e da Log votarão cisão parcial em 12 de dezembro. A Eletrobras prorrogou o prazo para plano de demissão até 14 de novembro e a Biosev assinou a venda da Usina Giasa por R$ 70 milhões. 

(Com Agência Brasil)