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45% dos jovens não votará em Bolsonaro por causa da inflação alta, diz pesquisa

·2 min de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - OCTOBER 02: Protesters gather against President Bolsonaro, at Paulista avenue in Sao Paulo, Brazil on October 2, 2021. Called by leftist groups and popular movements, protesters displayed banners and posters calling for Bolsonaro's impeachment. (Photo by Paulo Lopes/Anadolu Agency via Getty Images)
SAO PAULO, BRAZIL - OCTOBER 02: Protesters gather against President Bolsonaro, at Paulista avenue in Sao Paulo, Brazil on October 2, 2021. Called by leftist groups and popular movements, protesters displayed banners and posters calling for Bolsonaro's impeachment. (Photo by Paulo Lopes/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Motivos são a inflação alta e a dificuldade em conseguir um emprego;

  • A fração de eleitores de Bolsonaro na faixa etária pesquisada não passa de 24%;

  • Número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos diminuiu de 2,3 milhões, em 2016.

Segundo pesquisa do IPEC, 45% dos eleitores entre 16 e 34 anos não devem votar em Jair Bolsonaro para governar o país em 2022. Os motivos: a inflação alta e a dificuldade em conseguir um emprego. Os jovens afirmam que preferem votar em qualquer outro candidato. Segundo o Ipec, a fração de eleitores de Bolsonaro na faixa etária pesquisada não passa de 24%.

O cientista político Marcio Black avalia que a escolha se deve por preocupações dos jovens em relação ao futuro. “A inflação e o desemprego são problemas que interrompem um ciclo de desenvolvimento. No caso dos jovens mais carentes, a pandemia ainda os tirou da escola e os deixou mais atrasados”, ressaltou o coordenador do Programa de Democracia e Cidadania Ativa da Fundação Tide Setubal.

A desesperança ajuda a explicar ainda a falta de interesse dos jovens no processo eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos diminuiu de 2,3 milhões, em 2016, para pouco mais de 1 milhão nas eleições municipais de 2020.

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O locutor Felipe Tellis, de 29 anos, sente as mesmas dificuldades de Gisele. A percepção de menor poder de compra, refeições que não têm mais carne e o espanto de ver famílias inteiras morando nas ruas. “É impossível que haja um candidato que me represente menos”, afirmou.

“Antes do governo Bolsonaro, nunca precisei deixar de comer alguma coisa pelo preço. Nunca vi os alimentos tão caros”, disse a analista de transportes Gisele Caires, de 31 anos, ao explicar por que se arrependeu do voto em 2018.

28% dos jovens que escolheram Bolsonaro nas últimas eleições se disseram arrependidos. E a inflação é o motivo para quase um terço deles.

Tellis também citou declarações consideradas machistas, racistas e homofóbicas de Bolsonaro, além de sua postura na pandemia, como fatores para optar por qualquer outro nome em eventual segundo turno em 2022. “Ele me fez achar o (João) Doria um bom gestor.”

O momento também faz com que uma parcela dos jovens já cogite voto em branco ou nulo. O estudante João Pedro Branquinho, de 19 anos, está nesse grupo. Para ele, anular o voto é uma forma de simbolizar sua frustração com o sistema político. “Não acredito mais que votar em um candidato, mesmo que tenha um viés com o qual me identifique, vá proporcionar as mudanças que defendo”, afirmou.

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