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Mais de 40 empresas mudaram sua sede para Holanda em 2018 pelo Brexit

Mais de 40 empresas mudaram sua sede para Holanda em 2018 pelo Brexit

Ao todo, 42 empresas que tinham sua sede no Reino Unido se mudaram para Holanda em 2018, por causa das incertezas relacionadas com o Brexit - revelam números divulgados neste sábado (9) pelas autoridades holandesas.

"Em 2018, a rede Invest in Holland [Investir na Holanda] trouxe 42 empresas para a Holanda por causa do Brexit", anunciou a NFIA, agência holandesa de investimentos estrangeiros subordinada ao Ministério dos Assuntos Econômicos.

Juntas, estas empresas representam 1.923 postos de trabalho e pelo menos 291 milhões de euros em investimentos para a Holanda, indicou a NFIA em seus resultados anuais.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também deixará Londres para se instalar em Amsterdã.

Citado em um comunicado, o ministro holandês dos Assuntos Econômicos, Eric Wiebes, comemorou a mudança e destacou "a importância do bom clima comercial" na Holanda, "graças à incerteza internacional crescente com o Brexit".

"O Brexit iminente e as tensões sobre o comércio internacional oferecem oportunidades às empresas holandesas", declarou a ministra do Comércio Exterior e da Cooperação para o Desenvolvimento, Sigrid Kaag.

Entre as companhias que anunciaram, no ano passado, sua transferência para a Holanda, estão financeiras internacionais como MarketAxess e Azimo, assim como a seguradora marítima UK P&I.

O banco de investimento japonês Norinchukin e o grupo de mídia britânico TVT Media também anunciou a ampliação de seus escritórios na Holanda, em parte por causa do Brexit, relatou a NFIA.

Em 2019, várias empresas, entre elas o grupo Discovery e a agência Bloomberg, já anunciaram sua intenção de investir na Holanda, após o divórcio entre Londres e a União Europeia, segundo a NFIA.

Em janeiro, a agência holandesa declarou estar em contato com mais de 250 empresas estrangeiras que querem instalar suas operações na Holanda, após o Brexit, ainda previsto para se concretizar em 29 de março.

Trata-se, principalmente, de empresas britânicas, mas também de organizações americanas e asiáticas, "que estão repensando sua estrutura europeia atual por causa das incertezas do Brexit", disse a NFIA neste sábado.

Essas empresas trabalham, principalmente, no setor das finanças, de mídia e da saúde, indicou a agência.