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40 anos de A Lagoa Azul: fatos que você não sabia sobre o filme

A Lagoa Azul: 40 anos de um romance controverso (reprodução)

Em 12 de setembro, a estreia de A Lagoa Azul nos cinemas brasileiros irá completar 40 anos. Sucesso de público e odiado pela crítica, o filme foi adquirido sete anos depois pela TV Globo e se tornou um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde.

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Comemorando o aniversário de um dos longas mais marcantes da infância e adolescência tanto dos boomers quanto dos millennials, reunimos algumas curiosidades que talvez você não saiba sobre o romance dirigido por Randal Kleiser.

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Confira abaixo:

Não é o filme mais reprisado da Sessão da Tarde

De tanto ser exibido nas tardes da TV Globo, muita gente acredita que A Lagoa Azul foi o filme mais reprisado da Sessão da Tarde. Em 2018, a própria emissora tratou de desmentir o mito: o longa mais visto nesta faixa horária é Ghost - Do Outro Lado da Vida. A Lagoa Azul passou na Sessão da Tarde exatas vinte vezes - a última registrada em 2017.

Brooke Shields tinha só 14 anos

A escolha da atriz para viver Emmanuelle não pegaria bem nos dias de hoje. Para que a então adolescente não aparecesse nua em cena, os produtores do filme trataram de colar o cabelo da menina nos seios. As cenas de nudez e de sexo com a personagem foram feitas por dublês de corpo.

Uma ilha realmente deserta

O filme foi filmado em Fiji, mais especificamente na ilha Turtle. Hoje, o local virou ponto badalado de turismo, mas não era bem assim na época. Em entrevista ao programa de Oprah Winfrey, Christopher Atkins, o ator que viveu Richard no filme, contou que "não tinha água e não tinha lugar onde viver" na ilha. Durante os cinco meses de filmagem, elenco e produção dormiram em tendas. Também não havia estradas ou fontes de eletricidade na região.

Romance fora do set

Para que o casal Richard e Emmanuelle tivesse química em cena, o diretor Randal Kleiser apelou e colou uma foto de Brooke Shields em cima da cama de Christopher Atkins para que ele se apaixonasse. Estranhamente, a ideia deu certo e os dois viveram uma breve romance. “Tivemos um breve romance e foi muito doce. Nós éramos jovens, então não era nada realmente sério. Mas na época, foi um dos momentos mais mágicos da minha vida", falou Atkins à People.

Uma nova espécie

Iguana-de-crista-de-fiji (Photo by: Education Images/Universal Images Group via Getty Images)

Quando assistiu ao filme, o herpetólogo John Gibbons, da Universidade do Pacífico Sul, ficou intrigado com as iguanas que aparecem no longa. O especialista em répteis então viajou até a ilha e descobriu que elas nunca haviam sido documentadas antes. Após o registro histórico, ele as nomeou de Iguana-de-crista-de-fiji. A espécie, também conhecida como Brachylophus vitiensis, está em extinção.

A Lagoa Azul é um remake

Antes da versão da Sessão da Tarde, outros dois filmes baseados na história foram lançados: um mudo, lançado em 1923, e outro feito pelo cinema britânico, visto nos cinemas em 1949. Confira este último na íntegra abaixo:


Ninguém queria ser Richard

Antes de Christopher Atkins, muitos atores recusaram o papel ou não se encaixaram no que o Randal Kleiser queria para o personagem. Matt Dilon desistiu de fazer Richard, assim como John Travolta e Christopher Reeve, que deram para trás da ideia em cima da hora. Richard Gere, por sua vez, recusou a proposta logo de cara. Sean Penn, por fim, fez os testes, mas acabou perdendo o trabalho para Atkins - que, aliás, nunca mais teve outro papel de destaque no cinema.

Sucesso de público, odiado pela crítica

O filme foi um grande sucesso de bilheteria, com US$ 58 milhões arrecadados nos EUA e Canadá. Mas acabou sendo bastante criticado e praticamente ignorado pelas premiações: apesar de Christopher Atkins ter sido indicado ao Globo de Ouro e o filme ter concorrido ao Oscar de Melhor Fotografia, o único prêmio obtido foi o Framboesa de Ouro de Pior Atriz para Brooke Shields.

Um filme para todas as idades?

Mesmo sendo exibido na Sessão da Tarde, para todos os públicos, menores de 17 anos precisam ir ao cinema acompanhado dos pais para ver o filme nos EUA.

Eles realmente morreram

A última cena do filme dá esperança para os fãs: talvez Richard e Emanuelle estivessem só dormindo e os frutos comidos por eles não fossem venenosos. Porém, a trilogia dos livros que inspirou o filme, escrita por Henry De Vere Stacpoole, conta que, sim, eles estão mortos e apenas Richard, o filho do casal, sobreviveu ao passeio de barco. Aliás, a sequência do filme "De volta à Lagoa Azul", em 1991, confirma essa versão, mostrando que o garoto foi adotado por uma mulher que o encontrou durante uma viagem de navio.

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