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4 pontos de atenção para empresas no pós-pandemia

Finanças Internacional
·4 minuto de leitura
Restaurante em Miami (EUA) se prepara para reabri. Foto: Joe Raedle/Getty Images
Restaurante em Miami (EUA) se prepara para reabri. Foto: Joe Raedle/Getty Images

Passamos semanas sem ver nossos amigos e familiares, sem ir à escola ou mesmo sem poder ir ao trabalho. O isolamento é essencial para conter a propagação do coronavírus, mas causou muitos transtornos, como falências, demissões e perda da fonte de renda.

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O futuro é incerto e não sabemos bem como será a rotina quando voltarmos às atividades. No entanto, uma coisa é certa: é pouco provável que os negócios voltem a ser como eram imediatamente. Conforme alguns países começam a retomar as atividades e começamos a ver uma possível redução das restrições, quais devem ser as preocupações dos empregadores?

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“Pode parecer distante, mas em algum momento a pandemia de coronavírus vai terminar, e quando isso acontecer os empregadores vão precisar ter planos para ajudar suas equipes a voltar ao normal”, diz Kate Palmer, diretora associada da Peninsula, empresa de consultoria de RH e direito trabalhista.

Não suspenda de imediato a flexibilização do trabalho

Para muitas empresas, permitir formas de trabalho remoto foi algo totalmente novo, que elas nunca cogitaram antes. “Talvez a reação inicial ao fim da pandemia seja voltar aos modos de trabalho que eram usados antes, mas algumas empresas e seus funcionários podem estar satisfeitos com o trabalho remoto e decidir torná-lo permanente”, diz Palmer.

“O trabalho remoto pode ser uma forma de ajudar a equipe a administrar os compromissos externos, como o cuidado com os filhos, que foi intensificado pelo surto de coronavírus. Por exemplo, se o isolamento for flexibilizado, mas as escolas continuarem fechadas, os funcionários terão dificuldades”, ela acrescenta.

“Permitir o trabalho remoto de forma mais permanente é uma maneira de incentivar a fidelização e a permanência dos funcionários. Se essa opção não for possível, é recomendável explorar outras formas de flexibilizar o trabalho, como uma jornada mista, presencial e remota, ou uma mudança nos horários”.

Pense em como será feito o distanciamento social

Não está claro como será o relaxamento do isolamento obrigatório, mas o distanciamento social vai continuar. Antes de trazer a equipe de volta, é provável que os empregadores precisem fazer mudanças no local de trabalho para manter uma certa distância entre os colaboradores.

“Permitir que alguns membros da equipe continuem trabalhando em casa pode ser uma solução, pois haverá uma diminuição no número de pessoas no escritório. Na ausência de trabalho remoto, os empregadores podem precisar adotar outras formas de flexibilização para manter a equipe em número reduzido”, diz Palmer.

Não se esqueça daqueles que saíram de licença

Alguns funcionários que vão voltar ao trabalho estavam de licença, ou seja, possivelmente ficaram afastados das atividades por um período prolongado. Em vez de enchê-los de trabalho assim que voltarem, é importante avaliar se eles precisam de treinamento ou atualizações.

“Deve ser mantido um canal de diálogo com os trabalhadores para mantê-los atualizados sobre a situação da empresa e incentivá-los a compartilhar as preocupações que possam ter”, recomenda Palmer.

Não espere que as pessoas se adaptem rápido

É importante ter paciência. Dificilmente as pessoas vão se jogar de cabeça nas rotinas de trabalho depois de uma pandemia global. Elas perderam familiares, amigos e salários, e passaram por um período de estresse e ansiedade sem precedentes. Por isso, alguns funcionários podem precisar de auxílio para voltar ao trabalho.

“A luta contra o coronavírus foi difícil para todos e pode ter sido ainda pior para alguns membros da equipe”, diz Palmer.

“Portanto, os empregadores devem indicar claramente os serviços de aconselhamento oferecidos, como um Programa de assistência ao funcionário, que pode ampliar o auxílio aos trabalhadores. Os gerentes também devem manter uma política para incentivar os funcionários que enfrentam dificuldades relacionadas à saúde mental a pedir ajuda”.

Lydia Smith

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