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4 fatores que acentuam a desigualdade de gênero no mercado de trabalho

·4 min de leitura
2,4 bilhões de mulheres têm menos oportunidades e direitos econômicos que homens no mundo. Foto: Getty Images
2,4 bilhões de mulheres têm menos oportunidades e direitos econômicos que homens no mundo. Foto: Getty Images

O relatório Mulheres, Empresas e o Direito 2022 do Banco Mundial traz para o debate da desigualdade de gênero dados que escancaram o abismo entre homens e mulheres quanto a oportunidades e direitos econômicos. De acordo com o estudo, ao longo da vida é esperado que o rendimento das mulheres seja US$ 172 trilhões (R$ 874,3 trilhões) menor que o dos homens. Esse valor é o equivalente a duas vezes o PIB global.

Outros indicadores do relatório mostram que cerca de 2,4 bilhões de mulheres têm menos oportunidades e direitos econômicos que homens no mundo, 178 países (93,6%) mantém barreiras legais que impedem a participação plena das mulheres na economia, 95 países (50%) não garantem equidade salarial para trabalhos de igual valor, 86 países (45%) têm restrição para acessar o mercado de trabalho e apenas 12 países (6,3%) oferecem condições iguais para homens e mulheres em todas as áreas de atuação.

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019. Outro ponto relevante do estudo é acerca do nível de instrução das mulheres, que chega a 19,4% com nível superior, enquanto o índice de homens com essa mesma escolaridade é de 15,1% .

Apesar da alta presença das mulheres no mercado de trabalho e do grau de instrução ser maior para elas, a desigualdade de gênero ainda afeta as mulheres nos ambientes corporativos.

Veja a seguir 4 fatores que contribuem para as disparidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho:

  1. Inferioridade salarial

  2. Cargos de liderança

  3. Afazeres domésticos

  4. Maternidade

Inferioridade salarial

O levantamento Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil do IBGE realizado em 2019 revelou que as mulheres brasileiras recebem 77,7% do salário dos homens. A diferença é ainda maior quando os cargos são de liderança e gerência. Nessa categoria, as mulheres ganharam apenas o equivalente a 61,9% do rendimento dos homens.

A nível mundial, esse número fica um pouco menor. Segundo a ONU, as trabalhadoras recebem cerca de 84% do que ganham os homens.

Cargos de liderança

Um relatório da empresa de consultoria norte-americana McKinsey realizado em parceria com a Fundação Lean In calculou que para cada 100 homens promovidos ou contratados para gerente pela primeira vez, apenas 72 mulheres conseguiam o mesmo feito. O resultado mostra que 62% dos cargos de gerência são ocupados por homens.

No Brasil o cenário não é muito diferente. De acordo com dados do Ministério da Economia, as mulheres ocupam 42,4% dos cargos de gerência, 13,9% de diretoria e 27,3% de superintendência.

Mesmo com o contexto muito desigual, uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento especializado Robert Half mostra que 62% das organizações ainda não possuem políticas para incentivar o aumento da participação das mulheres em cargos de liderança.

Afazeres domésticos

O levantamento realizado pelo IBGE já citado anteriormente também apurou sobre o impacto dos afazeres domésticos na vida profissional das mulheres e sua contribuição na dificuldade para a inserção no mercado de trabalho

"No Brasil, em 2019, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,4 horas semanais contra 11,0 horas). Embora na Região Sudeste as mulheres dedicassem mais horas a essas atividades (22,1 horas), a maior desigualdade se encontrava na Região Nordeste", mostrou o estudo.

Os afazeres domésticos trazem limitações mesmo para as mulheres que conseguem se inserir no mercado. A pesquisa mostra que a conciliação da dupla jornada fez com que, em 2019, cerca de um terço delas trabalhasse em tempo parcial, isto é, até 30 horas semanais. Esse tipo de situação se verificou em apenas 15,6% entre os homens empregados.

Maternidade

A porcentagem de mulheres que têm filhos de até 3 anos de idade e estão empregadas é de 54,6%, abaixo dos 67,2% daquelas que não têm.

Em relação aos homens, o cenário é completamente oposto. Aqueles que vivem com crianças até 3 anos registraram nível de ocupação de 89,2%, superior aos 83,4% dos que não têm filhos nessa idade. Uma dificuldade adicional para inserção no mercado pode ser observada a partir do recorte racial. As mulheres pretas ou pardas com crianças de até 3 anos apresentaram os menores níveis de ocupação, inferiores a 50%, enquanto as brancas registraram um percentual de 62,6%. Os dados são do IBGE.

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