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4 conceitos da física presentes no filme “Lightyear”

O tão aguardado novo filme da Pixar apresenta a história de um dos personagens mais icônicos da saga Toy Story, o Buzz Lightyear. Foto: Reuters
O tão aguardado novo filme da Pixar apresenta a história de um dos personagens mais icônicos da saga Toy Story, o Buzz Lightyear. Foto: Reuters
  • No último dia 16, a animação Lightyear estreou nos cinemas brasileiros;

  • O filme estava no topo da bilheteria nacional com mais de 560 mil espectadores e faturamento de R$ 12 milhões;

  • Ao longo do filme, conceitos da física são explorados nas aventuras do personagem.

No último dia 16, a animação Lightyear estreou nos cinemas brasileiros. Até domingo (20/06), o filme estava no topo da bilheteria nacional com mais de 560 mil espectadores e faturamento de R$ 12 milhões.

O tão aguardado novo filme da Pixar apresenta a história de um dos personagens mais icônicos da saga Toy Story, o Buzz Lightyear. A narrativa começa com um erro cometido por Buzz em uma missão espacial. A partir desse acontecimento, o herói fica preso junto a tripulação no hostil planeta T’Kani Prime. A jornada de Buzz para consertar seu equívoco e assim levar todos de volta para a casa será cheia de desafios.

Ao longo do filme, conceitos da física como relatividade do tempo aparecem nas aventuras vividas pelo personagem conhecido pela frase “ao infinito…e além!”. A revista Galileu apresentou outros conceitos deste tipo, veja a seguir:

  1. Dilatação temporal

  2. Viagem no tempo

  3. Gravidade zero

  4. Um lar além da terra

Dilatação temporal

Como ilustrado no longa, toda vez que o astronauta atinge velocidade próxima à da luz, ocorre a dilatação do tempo. Isso significa que, para objetos que viajam nessa velocidade, o tempo passa de modo diferente — o que também ocorre para objetos próximos a campos gravitacionais muito fortes, como nas áreas ao redor de buracos negros.

A discussão, iniciada por Albert Einstein com a Teoria da Relatividade, mostra que o tempo é relativo e mantém uma ligação de interdependência com o espaço. Na física, o espaço-tempo é como um plano de fundo onde todos os fenômenos acontecem.

Na prática, a dilatação temporal faz com que os ponteiros do relógio “girem mais lentamente”, como se a duração convencional do segundo ou do minuto, por exemplo, sofresse um pequeno acréscimo. Além disso, a dilatação temporal produzida por uma alta velocidade é recíproca para os dois referenciais, ou seja, quando um olhar para o outro, ambos perceberão uma passagem mais lenta do tempo.

“Os postulados da relatividade de Einstein, de que a velocidade da luz é constante em qualquer situação e de que as leis da física devem ser válidas em qualquer que seja o referencial, são o ponto de partida que estabelece a relação indissociável entre tempo e espaço”, explica o físico Marcelo Lapola, doutorando em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Viagem no tempo

Apesar de esse conceito ser explorado com maestria pela indústria cinematográfica, a realidade é bem diferente. Segundo Lapola, na dimensão do tempo, a regra da natureza é ir sem volta. Ou seja: é impossível voltar no tempo, pois é ele que permite a evolução de um fenômeno no Universo, tudo regido pela causalidade.

O tempo é um fluxo de eventos que corre em uma direção preferencial. Desse modo, os acontecimentos do passado refletem no presente, e o que estamos vivendo hoje implicará em outros resultados no futuro.

“A lei de causa e efeito é imutável. Não se pode voltar ao passado para mudar algo e assim modificar o futuro", destaca o físico do ITA. “As linhas do tempo que conectam causas e efeitos não podem ser alteradas, do contrário o Universo seria inconsistente em sua evolução. A seta do tempo sempre aponta para o futuro, como estabelece a segunda lei da termodinâmica”.

Gravidade Zero

Em Lightyear, a personagem Izzy Hawthorne é uma aventureira intergaláctica que tem medo do espaço. Seu receio se dá pois, na ausência da gravidade, ela não consegue se direcionar para onde quiser. Mas por que isso acontece?

Segundo Lapola, no vácuo, é preciso que haja uma força para que o corpo mude de direção. "E, no caso da personagem, como fazer essa força se não há nada em que se apoiar ou empurrar?"

A Relatividade Geral mostra que o espaço (e o tempo) se curva de acordo com a massa da matéria. "E esse fenômeno se torna mais relevante quando os campos gravitacionais são intensos, como estrelas de grande massa (caso do Sol), galáxias, buracos negros e estrelas de nêutrons", exemplifica. "Sem matéria, o espaço-tempo é plano, e podemos dizer que não há gravidade."

Um lar além da terra

Outro tema que ganha destaque logo no início da trama é a tripulação conseguir se estabelecer em uma planeta distante da Terra. Os avanços das tecnologias de exploração espacial têm sido cada vez mais velozes em identificar possíveis mundos habitáveis fora do Sistema Solar.

Entretanto, mesmo que alguns exoplanetas com esse potencial já tenham sido detectados, para que sejam habitáveis é preciso que preencham requisitos muito específicos, como estar a uma distância certa da estrela para que a água em sua superfície exista em estado líquido, condição primordial para a vida.

Além disso, esses planetas estão muito distantes. Para ter ideia, um dos mais próximos é Teegarden b, uma "super terra" a cerca de 12 anos-luz do nosso planeta, segundo a Nasa. Ou seja, apesar de muito animadora, a possibilidade de termos um lar diferente do nosso só existe na ficção — ao menos por enquanto.

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