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30,3% das famílias estão endividadas; inadimplência atinge recordes

Inadimplência da s famílias brasileiras cresceu pelo quarto mês seguido
Inadimplência da s famílias brasileiras cresceu pelo quarto mês seguido
  • Taxa de crescimento das famílias endividadas é maior do que a de 2016;

  • Inadimplência é caracterizada pela existência de contas em atraso;

  • Altos juros são o principal obstáculo para desse ciclo, afirmou presidente da CNC.

A inadimplência das famílias brasileiras cresceu pelo quarto mês seguido em outubro, apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Divulgada nesta segunda-feira (07), os índices revelaram que 30,3% das famílias brasileiras estão com contas em atraso. O acumulado de 4,6 pontos percentuais deste ano já é o maior desde março de 2016, quando o Brasil se encontrava em um mau período econômico. Atualmente, no entanto, segundo o ministro da Economia Paulo Guedes, o Brasil vive uma trajetória de ascensão.

O número de famílias endividadas diminuiu 0,1% em outubro, após três meses de alta consecutiva. Ao todo, 79,2% das famílias brasileiras têm dívidas prestes a vencer, seja em créditos consignados, empréstimos pessoais, financiamentos, ou cartões de crédito.

A diferença entre o endividamento e a inadimplência é que no registro de endividados não há uma conta em atraso, ou seja, embora a família tenha débitos pendentes, ela ainda realiza os pagamentos corretamente. A inadimplência significa que o cidadão perdeu a capacidade de pagar suas dívidas no prazo, seja pela perda do emprego ou por ter tomado mais dívidas do que era possível cobrir.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a taxa de juros é o principal obstáculo para essas pessoas conseguirem pagar apropriadamente. Um levantamento do Banco Central apontou que os juros anuais em todas as linhas de crédito à pessoas físicas chegaram a 53,7% em média no mês de setembro, um crescimento de 12,5 pontos percentuais.

“O nível de endividamento alto e os juros elevados pioram as despesas financeiras associadas às dívidas em andamento, ficando mais difícil quitar todos os compromissos financeiros dentro do mês”, afirmou Tadros.