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30 milhões de diabéticos não têm acesso a insulina suficiente, afirma a OMS

·2 min de leitura
Frasco vazio de insulina lispro da multinacional francesa Sanofi, fotografado em Londres, em 21 de fevereiro de 2019 (AFP/DANIEL SORABJI)

Dezenas de milhões de diabéticos não conseguem obter a insulina de que precisam, alertou a OMS nesta sexta-feira (12), pedindo preços mais baixos e melhor acesso.

Atualmente, mais de 420 milhões de pessoas sofrem de diabetes em todo o mundo, número que quase quadruplicou nos últimos 40 anos, lembra a Organização Mundial de Saúde.

Apesar da oferta abundante "há problemas de acesso aos cuidados de saúde no mundo e principalmente nos países de baixa renda", disse Kiu Siang Tay, que trabalha no assunto na OMS, durante uma coletiva de imprensa.

Os preços altos impedem que muitos diabéticos tenham acesso ao valioso hormônio para controlar sua doença, especialmente em países de baixa e média renda, mas também onde os preços são mal regulamentados, como nos Estados Unidos.

A insulina é um hormônio que regula os níveis de glicose (açúcar) no corpo e é o principal tratamento para o diabetes tipo 1 (devido a uma deficiência na produção de hormônios no pâncreas) ou tipo 2, geralmente em pessoas com sobrepeso.

A insulina, descoberta há um século por pesquisadores canadenses, permite que 9 milhões de portadores do tipo 1 controlem uma doença que já foi fatal e 60 milhões de pessoas com tipo 2 reduzam os riscos de cegueira e amputação.

Os descobridores da insulina, Frederick Banting e John Macleod, venderam seus direitos por um dólar canadense para facilitar o acesso.

"Infelizmente, este gesto de solidariedade foi substituído por uma indústria de bilhões de dólares e que criou os obstáculos de acesso", sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Embora os 9 milhões de pacientes do tipo 1, cuja sobrevivência depende da insulina, tenham acesso ao hormônio, apenas metade dos 63 milhões de pacientes do tipo 2 têm acesso ao medicamento.

A OMS identificou vários obstáculos, como a mudança para a insulina sintética, que é pelo menos 1,5 vezes mais cara do que a insulina humana. Além disso, 90% do mercado é controlado por apenas três grupos farmacêuticos (Eli Lilly, Novo Nordisk e Sanofi).

Os preços são mal regulados e não são transparentes. As redes de abastecimento são frágeis e as infraestruturas de saúde são frequentemente mal adaptadas.

As pesquisas também estão mais focadas em mercados ricos, quando 80% dos diabéticos estão em países de baixa ou média renda.

A OMS recomenda que a produção de insulina de origem humana seja aumentada, assim como o número de produtores de equivalentes sintéticos. Desta forma, seria possível reduzir os preços.

As Nações Unidas também recomendam a regulamentação dos preços, a fabricação local em regiões de menor atendimento e facilitação do acesso a ferramentas de diagnóstico e medição da glicose no sangue.

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