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3 soft skills necessárias para o ambiente de trabalho híbrido

·5 minuto de leitura

Com mais trabalhadores encarando o desafio de voltar ao trabalho, o formato híbrido vêm mostrando ser mais que uma tendência passageira. Esta mudança ocorre porque a maioria dos efeitos de longo prazo da pandemia ainda é desconhecida e incorporar o trabalho remoto ao modelo de negócios é mais prudente, uma vez que permite aos empregadores uma mudança mais rápida caso voltemos ao lockdown no futuro.

Além disso, o formato coincide com o que os trabalhadores querem. Agora que eles tiveram a chance de ter essa escolha, flexibilidade aparece sempre como uma das coisas mais importantes para os colaboradores. E, finalmente, conforme as pessoas se tornam mais conscientes do impacto social e ambiental daquilo que fazem, as empresas tem a responsabilidade de cortar viagens desnecessárias.

Contudo, precisamos ser realistas e admitir que uma mudança para uma forma diferente de trabalhar significa que os colaboradores precisam desenvolver um novo conjunto de habilidades. Algumas coisas são mais difíceis quando não estamos cara-a-cara, como cuidar de relações de trabalho conturbadas, fazer brainstormings criativos ou “ler” o ambiente, um aspecto vital de gerenciar conflitos e impedir que eles cresçam. Essas coisas não são fáceis de fazer por vídeo-conferência, mas podem ser feitas se tratadas com cautela. Nós precisamos encontrar uma maneira de melhorar a nossa comunicação virtual.

Então, quais são as principais proficiências que os colaboradores precisam desenvolver para o ambiente de trabalho híbrido? No Future of Jobs Report do Fórum Econômico Mundial, os autores da pesquisa prescrevem mais de uma dúzia de competências chave que eles chamam de “competências principais” que os colaboradores devem possuir para obterem sucesso no ambiente de trabalho híbrido. Entre essas competências estão diversas “soft skills”, menos voltadas para o exterior e importantes para o sucesso no mundo híbrido.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Inteligência emocional (EQ) não necessariamente é algo com o qual você já nasce. É uma habilidade que pode ser desenvolvida com um esforço contínuo. Inteligência emocional é uma das competências que podem ser muito úteis quando não se está frente-a-frente com outras pessoas.

Quando falamos de forma virtual precisamos prestar mais atenção ao nosso tom, explicar os contextos e desenvolver um senso de como estamos nos expressando. Existe um motivo pelo qual textos e e-mails às vezes são mal interpretados: o contexto e a forma como expressamos alguma coisa é normalmente tão importante quanto aquilo que dizemos.

Desenvolver nossa inteligência emocional é importante para entender como nossas ações e comportamentos podem afetar os outros. Se nós aprendermos a entender melhor nossas emoções, diminuímos o risco de sequestro emocional (uma resposta psicológica na qual as emoções se sobrepõem à razão) e assim agir de maneira contraproducente. Também conseguimos balancear melhor o senso social com o gerenciamento de relações. Por exemplo, nós começamos a entender como a empatia deve entrar em conversas difíceis (uma vez que conseguimos nos colocar no lugar dos outros) e focar na clareza da comunicação e das explicações.

Para começar a impulsionar sua inteligência emocional, preste atenção no seu autoconhecimento. Aqueles que têm consciência de si mesmo entendem suas emoções e podem assim entender e gerenciar melhor o estado emocional das outras pessoas.

LIDERANÇA E INFLUÊNCIA SOCIAL

Quando você é um líder bem-sucedido, você transcende os cargos oficiais. O caminho para se tornar um grande líder é fortemente pessoal, durante o qual você desenvolve pontos fortes chave, gerencia as fraquezas e aprende a influenciar outras pessoas de uma maneira que é unicamente sua. Quando você pensa em grandes líderes ou naqueles que te inspiram, parte do motivo pelo qual você os admira é o fato deles realmente parecerem querer criar uma mudança positiva.

Você não aprende a liderar através de um livro didático, conquistando um certo cargo ou ganhando alguns anos de experiência. A liderança e a habilidade de influenciar os outros resultam do entendimento de pessoas. Se gastarmos algum tempo desenvolvendo isto, fica muito mais fácil influenciar outras pessoas, uma vez que você poderá falar sobre seus objetivos e motivações.

É hora das empresas criarem uma cultura de liderança em todos os níveis da organização – desde os colaboradores juniores ate os CEOs. Como líder, você não pode fazer tudo sozinho em um mundo de negócios que mudam tão rápido. Você precisa de uma equipe que assuma responsabilidades, que ajude uns aos outros a cruzar a linha de chegada juntos e que mantenha a energia coletiva alta. Se você possui este tipo de cultura onde as pessoas são recompensadas por este tipo de comportamento, todos terão a capacidade de influenciar mudanças para melhor e todos irão querer fazer isso.

TOMAR A INICIATIVA DE DENTRO

No futuro, quando o ritmo das novas tecnologias torna-se cada vez mais rápido as empresas correm o risco de se tornarem irrelevantes muito mais rápido do que elas corriam no passado. Nós precisamos entender que as formas antigas de trabalhar e focar na manutenção do status quo podem não funcionar mais. As empresas precisam de equipes de pessoas que possam pensar de forma criativa e tomar iniciativa dentro de suas funções.

O “intra-empreendedorismo” dentro das empresas irá se tornar uma competência requisitada. O intra-empreendedorismo é o sistema no qual os princípios do empreendedorismo são praticados dentro dos limites de uma empresa. A pessoa intra-empreendedora é aquela que assume a responsabilidade de inovar com novas ideias, produtos e processos, ou qualquer invenção dentro da organização.

Esta competência pode ser praticada dentro de qualquer função, uma vez que foca em constantemente questionar e testar processos, perguntar como as coisas podem ser feitas de uma forma melhor e pensar como podemos servir melhor as necessidades dos clientes. Para que os colaboradores estejam confortáveis com isso, os gestores precisam criar um ambiente onde qualquer pessoa dentro da organização possa contribuir com feedbacks e ideias sem consequências negativas, mesmo que não seja obrigado de forma explicita.

Se fizermos um esforço orquestrado para desenvolver estas competências, isto pode tornar-se um loop de feedback positivo. Nós nos tornamos melhores na resolução de problemas e no aprendizado proativo. Conseguimos deter nossos impulsos emocionais que prejudicam na hora de ouvir os outros e resolver problemas. Acima de tudo, nos tornamos melhores para trabalhar de forma construtiva como uma equipe: e uma equipe de alto desempenho sempre terá um desempenho melhor que um astro solitário.

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