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3 experimentos que os astronautas da missão Crew-2 farão na ISS

Wyllian Torres
·4 minuto de leitura

Os quatro tripulantes da missão Crew-2 serão enviados para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da espaçonave Crew Dragon, da SpaceX, no início da manhã da próxima sexta-feira (23). Entre os membros, dois são astronautas da NASA, Shane Kimbrough e Megan McArthur; um da Agência Espacial Europeia (ESA), Thomas Pesquet; e o último é Akihiko Hoshide, da Agência Espacial Japonesa (JAXA).

Quando a Crew-2 chegar à ISS na manhã do dia seguinte, a tripulação se juntará aos membros da Expedição 65, Mark Vande Hei, da NASA, e Oleg Novitskiy e Pyotr Dubrov, da Roscosmos. Assim, darão início a uma missão com seis meses de duração onde desempenharão, além das tarefas de manutenção da estação, importantes trabalhos científicos.

A seguir, você confere três dos principais experimentos científicos que serão desenvolvidos pelos membros da Crew-2:

Órgãos em chip

Feitos de plástico maleável, os chips têm aberturas para o fornecimento de nutrientes e oxigênio para as células dentro deles (Imagem: Reprodução/NASA)
Feitos de plástico maleável, os chips têm aberturas para o fornecimento de nutrientes e oxigênio para as células dentro deles (Imagem: Reprodução/NASA)

O projeto intitulado Tissue Chips in Space foi iniciado na missão anterior, com a Crew-1. Objetivo é elaborar pequenos dispositivos que contenham células humanas em um suporte 3D. O dispositivo do tamanho de um pendrive é chamado de “chips de tecido" e é conhecido também como órgãos em chips. A pesquisa é realizada através da colaboração entre o National Institutes for Health (NIH) e o Centro para o Avanço da Ciência no Espaço (CASIS) com a NASA. Os pesquisadores procuram entender quais são os efeitos da microgravidade experimentada por astronautas durante a estadia na ISS — tanto na saúde quanto na doença deles.

A cientista associada do CASIS, Liz Warren, explica que o voo espacial causa muitas mudanças. E acrescenta: “esperamos que os chips de tecido no espaço se comportem como o corpo de um astronauta, experimentando o mesmo tipo de mudança rápida”. A maioria das mudanças que o corpo dos astronautas sofre, quando submetidos a condições de microgravidade, são parecidas com as experimentadas aqui na Terra, como a perda de massa muscular e óssea. A diferença é que, no espaço, essa perda acontece de maneira muito mais veloz. Com o sistema de chips com células humanas, a equipe espera poder obter dados para, então, modelar mudanças que levariam meses ou anos para ocorrerem.

Uma das aplicações potenciais dos chips de tecido é a criação de novos medicamentos para os astronautas do futuro. Atualmente, cerca de 30% dos remédios mais promissores em desenvolvimento são considerados como tóxicos em testes clínicos. Warren aponta que a tecnologia pode permitir que os astronautas levem chips personalizados em viagens espaciais, capazes de monitorar as mudanças que ocorrerem em seus corpos — com isso, surgem possíveis novos tratamentos. Uma tecnologia como esta seria capaz de prolongar a saúde de tripulações espaciais futuras, permitindo a exploração de lugares a distâncias maiores, e por mais tempo.

Sistema de energia solar

O seis painéis solares iROSA planejadas para a ISS (Imagem: Reprodução/Boeing)
O seis painéis solares iROSA planejadas para a ISS (Imagem: Reprodução/Boeing)

Outro trabalho importante que a Crew-2 desempenhará durante sua estadia na ISS é a atualização do sistema de energia solar da estação. Para isso, instalarão o ISS Roll-out Solar Array (iROSA) — sistema de painéis compactos que se abrem como enormes tapetes de ioga. A tecnologia começou a ser desenvolvida em 2009 e, em 2017, o projeto inicial passou por testes na ISS para avaliar sua resistência e durabilidade. O objetivo da tripulação é iniciar os preparativos para o complemento dos painéis rígidos que já existem na estação, e instalarão o primeiro par de um total de seis novos.

Atualmente, a ISS conta com quatro pares de painéis solares responsáveis por transformar a luz do Sol em energia elétrica, usada na realização de inúmeros trabalhos e pesquisas científicas todos os dias. A estação também é usada para testar tecnologias que poderão ser úteis em missões futuras, como o retorno à Lua, com o programa Artemis. A obtenção de energia em futuras bases lunares é uma das demandas mais importantes.

A nova remessa de painéis solares é uma versão melhorada da tecnologia anterior, a Roll-Out Solar Array (ROSA), a qual se revelou um grande sucesso em sua capacidade mecânica de implantação durante teste na estação espacial em junho de 2017.

Alterações imunológicas causadas pela microgravidade

Astronautas a bordo da ISS submetidos a condição da microgravidade (Imagem: Reprodução/NASA)
Astronautas a bordo da ISS submetidos a condição da microgravidade (Imagem: Reprodução/NASA)

A terceira pesquisa a ser desenvolvida na ISS pela Crew-2 estudará as possíveis causas da supressão das respostas imunológicas dos organismos dos astronautas. Chamada de Imunodeficiência Humana em Ambientes de Microgravidade (CHIME, sigla em inglês), trata-se de um efeito diretamente relacionado com as condições de microgravidade experimentadas no espaço. Com isso, alterações do sistema imunológico humano são provocadas — e a saúde da tripulação é de extrema importância para o sucesso de qualquer missão.

A pesquisa CHIME pretende investigar as possíveis causas dessa disfunção da imunidade humana e, com isso, elaborar maneiras de preveni-la ou até mesmo neutralizá-la. Os resultados podem beneficiar não apenas astronautas em futuras missões, mas também pessoas aqui na Terra com doenças que comprometem seu sistema imunológico.

Fonte: Canaltech

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