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3 em cada 10 brasileiros acham aceitável espionar o parceiro com uso de apps

Um terço dos brasileiros acredita que a prática de "espionar" o parceiro, usando aplicativos de monitoramento no celular, é aceitável. O resultado aparece em um estudo publicado pela empresa de segurança digital Kaspersky, que fala em infidelidade, questões de segurança e suspeitas de atividades criminosas da parte do cônjuge como os principais motivos para a adoção de práticas desse tipo.

O total se divide em 14% de brasileiros acreditando que a prática do stalking é perfeitamente normal, enquanto outros 16% pensam que isso é aceitável em certas circunstâncias. As traições são os temores mais citados, em 67% das ocasiões em que a instalação de aplicativos de rastreamento foi considerada normal.

Enquanto isso, 26% dos entrevistados pelo levantamento suspeitam que seus celulares estão sendo rastreados por aplicativos instalados pelos parceiros. Por outro lado, o estudo também mostrou um alto nível de consentimento, com 23% dos brasileiros afirmando que aceitariam a instalação de apps de monitoramento — 11% por motivos de segurança e outros 12% caso o parceiro também fizesse o mesmo.

Esse dado dialoga com outro, o de que 40% dos entrevistados acreditam que um relacionamento precisa ser transparente, o que acaba incluindo, também, a aceitação quanto ao uso de stalkerwares. O problema, conforme apontou o levantamento, é que tal prática também pode levar a casos de abuso e violência doméstica, mesmo nos casos em que há aceitação sobre a instalação do monitoramento.

<em>Pesquisa mostrou que 23% concordariam em ter um aplicativo de monitoramento instalado em seu celular, enquanto especialistas apontam que consentimento pode vir como disfarce para situações de abuso doméstico (Imagem: Tim Mossholder/Unsplash)</em>
Pesquisa mostrou que 23% concordariam em ter um aplicativo de monitoramento instalado em seu celular, enquanto especialistas apontam que consentimento pode vir como disfarce para situações de abuso doméstico (Imagem: Tim Mossholder/Unsplash)

Milena Lima, delegada de polícia especializada em crimes digitais e violência contra mulheres, aponta que tais apps podem, muitas vezes, serem usados para stalking ostensivo, mas sob o pretexto de que seriam soluções para segurança e acompanhamento. “É preocupante o número de pessoas que acabam se sujeitando ao controle por desconhecer seus direitos ou não se enxergarem como vítimas de abuso”, explica ela.

A delegada aponta, também, que o uso de apps de monitoramento é mais frequente entre os jovens. “[Há uma ideia de que] o parceiro não tem direito à privacidade e deve compartilhar tudo com o outro como forma de demonstrar seu amor e confiança. É importante dizer que isso é um mito e representa perigo real às pessoas”, completa Lima.

Como saber se meu celular está sendo espionado?

A presença de aplicativos suspeitos ou que o próprio usuário não tenha instalado é um grande indicativo de que o aparelho pode estar sendo rastreado. O uso demasiado de recursos, como bateria e rede, também são bons sinais de que há um stalkerware rodando no smartphone, com soluções desse tipo sendo capazes de registrar sites acessados, informações digitadas, imagens da câmera e áudio do microfone.

Observe sinais estranhos como maior lentidão do aparelho ou aquecimento acima do normal. Muitos destes aplicativos podem ser ocultados pelos responsáveis, mas ainda assim, não escapam do flagra por meio de telas de gerenciamento de recursos e monitoramento, disponíveis tanto no Android quanto no iOS.

Para se manter seguro, o ideal é não deixar o smartphone desatendido, com a tela destravada, nem compartilhar senhas e informações de segurança com o parceiro. Manter sistemas operacionais atualizados e softwares de proteção ativos, como antivírus, também ajuda a detectar e impedir o uso de soluções de vigilância ostensiva, caso tenham sido instaladas sem consentimento.

Fonte: Canaltech

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