283 municípios geraram 70% da renda do Brasil em 2010

Os 283 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes geraram cerca de 70% de toda a renda do País em 2010, enquanto os 3.915 municípios com até 20 mil habitantes foram responsáveis por menos de 10% do PIB, de acordo com a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2010, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O município com maior PIB per capita foi São Francisco do Conde, na Bahia, com R$ 296.885 por habitante, que abrigava a segunda maior refinaria em capacidade instalada do País. Em segundo lugar ficou Porto Real, no Rio de Janeiro, com R$ 290.834, sede de uma indústria automobilística. Em seguida, figuravam no ranking Louveira, em São Paulo, com R$ 239.951, que concentrava centros de distribuição de grandes empresas; Confins, em Minas Gerais, com R$ 239.774, beneficiado pela transferência de voos internacionais para o aeroporto do município; e Triunfo, no Rio Grande do Sul, com R$ 223.848, sede de um polo petroquímico. Em comum, todos esses municípios tinham baixa densidade demográfica, segundo o IBGE. No mesmo período, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 19.766,33.

Na direção oposta, o menor PIB per capita no Brasil foi o de Curralinho, no Pará, com R$ 2.269,82. O município, localizado no arquipélago de Marajó, tinha 61% de seu valor adicionado bruto provenientes da administração pública e habitantes voltados para o extrativismo e agricultura de subsistência.

O município de São Paulo manteve a liderança no ranking de geração de riqueza no País em 2010 e foi responsável por uma fatia de 11,8% do PIB brasileiro em 2010. Mas houve perda de participação em relação a 2009, de 0,3 ponto porcentual, devido ao desempenho inferior dos segmentos indústria de transformação e comércio, além de serviços de reparação e manutenção.

Os seis primeiros municípios na lista de maiores geradores de renda concentraram aproximadamente 25% do PIB em 2010. Além de São Paulo, Rio de Janeiro gerou 5,0% do PIB; Brasília, 4,0%; Curitiba, 1,4%, Belo Horizonte, 1,4%, e Manaus, 1,3%. Segundo o IBGE, os municípios têm em comum o fato de serem capitais e concentrarem a atividade de serviços - intermediação financeira; comércio e administração pública - com exceção de Manaus, em que há um equilíbrio maior na economia entre a atividade industrial e a de serviços.

A ordem manteve-se a mesma registrada em anos anteriores. Mas, no geral, houve perda de participação de municípios produtores de commodities agrícolas, devido à queda de preços no mercado internacional, enquanto os produtores de commodities minerais ganharam peso.

Outros 11 municípios geraram, juntos, mais 8,6% da renda do País em 2010. São eles: Guarulhos (1%), Campinas (1%), Osasco (1%), São Bernardo do Campo (0,9%), Betim (0,8%), Barueri (0,7%), Santos (0,7%), Duque de Caxias (0,7%), Campos dos Goytacazes (0,7%), São José dos Campos (0,6%) e Jundiaí (0,5%).

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