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Minas Gerais tem 23 barragens em estado de alerta, diz Defesa Civil

Bombeiros procuram desaparecidos após o rompimento da barragem em Brumadinho (Foto: Douglas MAGNO / AFP via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • De acordo com a Defesa Civil, quatro estão em risco iminente de rompimento

  • Desde Brumadinho, parâmetro de segurança se tornou mais rígido

Desde a tragédia causada pelo rompimento de uma barragem de dejetos em Brumadinho, o número de barragens em estado de alerta em Minas Gerais passou de zero para 23. Mas não significa que elas tenham se tornado mais perigosas: o que mudou foi o parâmetro de segurança.

A partir do rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, a declaração de estabilidade feita pelas próprias mineradoras passou a seguir o parâmetro de segurança internacional, que é mais rígido.

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Das 23 estruturas em estado de alerta, 19 são da Vale. A empresa também controla as quatro barragens que estão em nível 3, ou seja, risco iminente de rompimento: Sul Superior, da Mina Gongo Soco, B3/B4, da Mina Mar Azul e Forquilha I e Forquilha III, do Complexo Fábrica. Por conta desta última, 204 famílias foram retiradas de suas casas em fevereiro e desde então vivem de aluguel, em hotéis ou com parentes.

O mesmo aconteceu com cerca de 200 habitantes de Itaitaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles foram retirados de suas casas após a barragem de rejeitos da ArcelorMittal entrar no nível 2.

Em nota ao G1, a Vale alegou que "a barragem está desativada desde 2012 e sua estrutura será reforçada para posterior descomissionamento. Atualmente, a totalidade do rejeito gerado pela mina é disposto pela técnica de empilhamento a seco".

Não há previsão de prazo para que essas pessoas possam retornar às suas casas.

A declaração de estabilidade deve ser feita pelas mineradoras e enviada à Agência Nacional de Mineração duas vezes por ano, em março e setembro. Na primeira, a própria empresa realiza os testes, mas na segunda é necessário contratar um serviço externo para fazer a checagem.

Em outubro, 54 barragens foram interditadas por não enviarem ou atestarem a estabilidade de suas estruturas até o dia 30 de setembro. 33 delas estão em Minas Gerais.