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Em 2021, juros do cartão de crédito chegaram a 350% ao ano

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Aumento na taxa de juros do cartão de crédito é reflexo do desemprego e do aumento da inflação. (Getty Imagens)
Aumento na taxa de juros do cartão de crédito é reflexo do desemprego e do aumento da inflação. (Getty Imagens)
  • Juros total, parcelado e rotativo do cartão de crédito subiram em 2021;

  • Outras modalidades de crédito como cheque especial e empréstimo pessoal também subiram;

  • Em paralelo o endividamento das famílias também aumentou.

O Banco Central do Brasil anunciou nesta sexta-feira (28/01) a média dos juros anuais de cartão de crédito rotativo praticado pelos bancos brasileiros. Em 2021 a taxa chegou a 349,6%, um aumento de 21,8% sobre índice de 327,8% cobrado em 2020.

Já os juros do cartão de crédito parcelado passou de 148,9%, em 2020, para 168,5% em 2021. Já a taxa total do cartão de crédito, que leva em consideração as operações do parcelado e do rotativo, passou de 57,4%, em 2020, para 63,9%, em 2021.

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Além do cartão de crédito outras linhas para conseguir dinheiro ficaram mais caras no mercado. A taxa do cheque especial passou de 115,6%, em 2020, para 127,6%, em 2021. Os juros para pessoa física passou de 30,3%, em 2020, para 37,6%, em 2021.

No anúncio feito pelo Banco Central a linha apresenta o aumento nos juros para o financiamento de automóveis. Para comprar um carro, por exemplo, a taxa anual passou de 19,2%, em 2020, para 26,8%.

Endividamento familiar

Neste mês de janeiro a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) apresentou a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), de 2021. Os dados apresentam indica o recorde no endividamento das famílias paulistanas.

No ano passado 74,5% das famílias da cidade de São Paulo estavam endividadas. Veja as os pagamentos que mais comprometem os orçamentos das famílias paulistanas em dezembro de 2021:

  • Cartão de crédito: 71,3%;

  • Carnês: 21%

  • Financiamento de carro: 14,3%

  • Financiamento de imóvel: 11,2%

  • Crédito pessoal: 11,1%

Para a FecomercioSP o aumento do desemprego ao longo do ano passado e a inflação sobre itens básicos da cesta de produtos e serviços fez as famílias buscarem opções de crédito para manter o consumo próprio e de seus familiares.

Com informações do Estadão e CNN Brasil.

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