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2 em 1: missão Orbilander terá sonda e lander, que estudarão a lua Encélado

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Os compostos orgânicos e oceanos de Encélado tornam esta lua de Saturno uma possível candidata para a possibilidade da ocorrência de vida. Para investigar a lua mais de perto, uma equipe de cientistas e engenheiros da Universidade Johns Hopkins está desenvolvendo a missão Orbilander, que recebeu este nome por funcionar tanto como sonda orbital quanto lander.

Muitos cientistas da missão Cassini, lançada em 1997 e encerrada em 2017, reforçam a importância de missões de acompanhamento em Encélado, enquanto conceitos anteriores foram direcionados aos programas Discovery e New Frontier. Assim, a missão Orbilander vem sendo desenvolvida para os próximos estudos de ciência planetária da década, que é um relatório produzido a cada dez anos para guiar as prioridades das missões da NASA. “A comunidade de Encélado foi neste programa de estudos do conceito das missões para garantir que essa seria para esta lua, principalmente se focarmos na principal questão científica dela: é habitada?”, diz Shannon MacKenzie, cientista planetária e autora principal do estudo conceitual da missão.

Como a Orbilander irá se transformar de sonda em lander (Imagem: Reprodução/ )
Como a Orbilander irá se transformar de sonda em lander (Imagem: Reprodução/ )

Ela ressalta que os cientistas sabem do potencial do oceano subterrâneo desta lua e têm bons motivos para suspeitar que seja habitável. “Temos a tecnologia para coletar amostras de lá, graças às plumas”, completa. A ideia é que a Orbilander orbite Encélado por cerca de 200 dias — uma tarefa difícil, se considerarmos a gravidade de Saturno tão próxima. Assim, a equipe pensa em aproveitar manobras desenvolvidas para outras missões, e escolheriam trajetórias orbitais que pudessem manter o equilíbrio entre a integridade da nave e o retorno científico.

As plumas de Encélado pareceram brilhantes nas imagens da missão Cassini, e como não são tão densas, a Orbilander iria voar através de algo semelhante a uma nuvem. Mesmo assim, as partículas das plumas vão se agrupar nos instrumentos científicos em alta velocidade, e a equipe terá que descobrir formas de diminuir a aceleração deles para não acabarem pulverizados. Outra questão é a busca do local certo para o pouso, já que não há dados topográficos o suficiente sobre o polo sul de Encélado. Depois de encontrar o local, a Orbilander iria se transformar em lander e desceria com um sistema de navegação similar àquele que a missão Dragonfly, que estudará Titã, vai usar para sobrevoar a superfície.

A missão seria mantida ativa por duas fontes de energia nuclear, e dependeria de um conjunto complexo de instrumentos para descobrir se a água de Encélado tem as substâncias necessárias para a vida como conhecemos. Estes instrumentos incluem espectrômetros de massa para pesar e analisar moléculas, sismômetro, microscópio e sequenciador de DNA. Para detecções remotas, a nave teria câmeras, radares sônicos e um altímetro a laser — todo este arsenal será usado para identificar bioassinaturas, se existirem, claro. Felizmente, os gêiseres da lua permitem coletar amostras de água sem precisar perfurar a superfície.

Entretanto, ainda falta algum tempo até vermos tudo isso em ação: devido a restrições de orçamento e à importância de o polo sul de Encélado estar iluminado pela luz solar, a Orbilander não será lançada antes de 2038, e deverá chegar ao seu destino por volta de 2050. Além disso, o design final da nave provavelmente vai sofrer mudanças a partir das possibilidades mostradas no estudo conceitual. Para MacKenzie, esta será uma das oportunidades para uma das maiores descobertas científicas de todos os tempos: "É uma oportunidade esperando por nós. Não consigo pensar em nenhum lugar melhor no Sistema Solar para procurarmos vida em um futuro próximo".

Fonte: Canaltech

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