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18% contrataram consignado do Auxílio Brasil e mais 19% querem pegar crédito, aponta Datafolha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Praticamente uma em cada cinco pessoas beneficiadas pelo Auxílio Brasil afirma ter contratado o empréstimo consignado direcionado a esse público, segundo pesquisa Datafolha.

São 18% os que declaram já ter feito o empréstimo nessa modalidade. Outros 19% não fizeram, mas pretendem contratar a linha de crédito. São 58% os que não fizeram e não pretendem fazer, e 5% não opinaram.

Na pesquisa realizada em 30 de agosto e 1º de setembro, 67% afirmaram que não pretendiam contratar o consignado e 27% queriam pegar o empréstimo.

A contratação de empréstimo é maior entre mulheres que recebem o auxílio (20%) do que entre os homens (15%) beneficiados. Está em torno de 14% no Sudeste e de 20% nas demais regiões. Chega a 26% entre negros e 13% entre brancos inscritos no programa. O percentual é praticamente o mesmo entre eleitores de Lula (18%) e de Jair Bolsonaro (17%).

Entre as pessoas entrevistadas, 26% recebem ou moram com alguém que conta com o benefício assistencial.

O levantamento mostra ainda que, das pessoas que não recebem o Auxílio Brasil, 15% estão no CadÚnico do governo federal, ante 18% da pesquisa feita no início de setembro.

O instituto ouviu 4.580 pessoas em 252 municípios entre terça (25) e esta quinta-feira (27). A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada sob o código BR-04208/2022 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A margem de erro é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.

JUROS ALTOS E RECLAMAÇÕES

A Caixa começou a oferecer o empréstimo consignado do Auxílio Brasil no dia 11 de outubro, há poucos dias do segundo turno das eleições. Em três dias, o banco liberou R$ 1,8 bilhão em crédito para 700 mil beneficiários do auxílio e do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Após uma sobrecarga gerada pela explosão de acessos pelo Caixa Tem, o banco suspendeu o consignado e voltou a receber os pedidos de empréstimo na segunda-feira (24). Mas já no dia seguinte informou que o prazo para liberar o dinheiro passou de dois dias úteis para cinco dias úteis, inviabilizando o pagamento de novos créditos até o dia da votação. A mudança no prazo foi anunciada após sugestão do TCU (Tribunal de Contas da União) para que a concessão de novos recursos fosse suspensa.

Segundo o banco, a estimativa é que cerca de 200 mil pessoas que estavam com o contrato em análise ou pendente até a última sexta-feira (21) tenham que fazer nova solicitação.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) registrou denúncias de assédio de instituições financeiras e prática de venda casada.

O valor pago em juros do empréstimo consignado do Auxílio Brasil pode custar até 87% mais do que outras modalidades de crédito com desconto na renda de assalariados dos setores público e privado ou de aposentados e pensionistas do INSS.