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15 filmes dirigidos por mulheres que você precisa assistir

Laísa Trojaike
·12 minutos de leitura

A demanda por equidade dos grupos sub-representados em Hollywood e no mundo tem crescido e, com isso, a demanda do público para conhecer produções e personalidades LGBTQI+, latinas, negras, femininas e de religiões diversas. Embora as premiações e cinemas não tenham ainda uma representatividade significativa, salvo algumas exceções, isso não significa que as produções não existem e nossa lista está aqui para mostrar algumas das muitas mulheres que fizeram filmes incríveis e que marcaram gerações.

Os filmes escolhidos são os mais diversos, passando por filmes de guerra, clássicos de infância, dramas impactantes, documentários históricos, terrores muito autorais, entre outros que provam que as demandas refletem uma questão de falta de representatividade e não de qualidade. Claro que nenhuma lista de 15 títulos seria capaz de dar conta de todas as produções maravilhosas de todas as mulheres da história do cinema, então, se você sentiu falta do seu filme ou da sua diretora favorita, coloque a sua indicação nos comentários.

15. O Piano

Diretora: Jane Campion

O Piano aparece entre diversas listas de melhores filmes e chega a ocupar o primeiro lugar quando a lista é de mulheres diretoras. De 1993, O Piano é um grande drama romântico de época que conquistou elogios ao contar a história de uma mulher (Holly Hunter) que vai para a Nova Zelândia, onde conhece o colonizador que se tornou seu marido (Sam Neill) e desenvolve um romance com o homem (Harvey Keitel) que está com seu piano.

Um dos dramas mais marcantes dos anos 1990 e até hoje considerado um dos melhores já feitos, O Piano tem diversos prêmios nos principais festivais de cinema do mundo e Campion continua sendo a única mulher vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

14. Encontros e Desencontros

Diretora: Sofia Coppola

Um dos maiores nomes do cinema indie é uma mulher! Sim, isso porque o cinema indie permite que cineastas menos conhecidos tenham liberdade criativa sem ter que se submeter (tanto) aos interesses da indústria, o que torna muito mais fácil para que mulheres tenham seus projetos autorais enquanto a tão buscada equidade começa a surgir com mais intensidade. Sofia Coppola tem já uma carreira bastante sólida e suas produções são reconhecidas como autorais desde seu primeiro longa, o também excelente As Virgens Suicidas.

Mas foi com Encontros e Desencontros que ela ficou realmente no radar dos cinéfilos. Além disso, o filme ajudou a estabelecer uma característica indie que não é comum a todos filmes do “gênero”, mas que já soa quase que automaticamente como uma marca indie contemporânea: a presença de Bill Murray no elenco. Além dele, o filme conta ainda com a presença da maravilhosa Scarlett Johansson. Juntos, os personagens são absolutamente cativantes não só pela atuação, mas pelas possibilidades proporcionadas pelo roteiro inteligente, também de autoria de Sofia Coppola.

13. Guerra ao Terror

Diretora: Kathryn Bigelow

A Hora Mais Escura, o filme sobre a icônica e política caçada a Osama bin Laden, foi dirigido por uma mulher. Antes disso, ela ficou com uma moral enorme com outro filme de guerra ainda mais intenso: Guerra ao Terror, título que levou o Oscar de Melhor Filme em 2010, quando a maioria acreditava que a estatueta seria dada a Avatar.

Guerra ao Terror surpreendeu justamente pela direção, que faz questão de transformar cada momento em uma tensão extrema para que o expectador compartilhe um pouco das emoções dos soldados submetidos a situações extremamente estressantes de guerra e, ainda assim, precisam lidar com o delicado e mortal trabalho de desativar bombas. Historicamente, os maiores filmes de guerra são dirigidos por homens, mas nenhum filme sobre a Guerra do Iraque é tão popular quanto os dirigidos por Bigelow. A diretora contou ainda com a presença de um elenco incrível para dar aos personagens a possibilidade de se afastar um pouco das imagens heroicas do soldado estadunidense e dar um ar de dubiedade a todas as ações.

12. Quero Ser Grande

Diretora: Penny Marshall

Se você teve uma infância nos anos 1980 ou 1990, muito provavelmente parte do seu imaginário de criança foi povoado por esse filme, que ficou marcado pela icônica sequência em que os personagens tocam piano dançando sobre um enorme teclado no chão. Tom Hanks é essencial para o trabalho de Marshall como diretora de um filme sobre uma criança presa no corpo de um adulto.

As gerações mais recentes têm De repente 30 como referência desse tipo de trama, mas Quero Ser Grande consegue ser ainda mais cativante ao lidar com o lado mais inocente da infância, explorando sobretudo a brincadeira e não o romance (embora as relações adultas esbarrem no personagem também). Dessa forma, Quero Ser Grande é um filme dupla-face: para as crianças, explora a diversão da liberdade de ser um adulto independente, enquanto que para os adultos é um excelente copo de água na cara que diz para não deixarmos a nossa criança interior morrer.

11. Psicopata Americano

Diretora: Mary Harron

Filme de terror, com muito sangue e uma pitada deliciosa de ironia, com Christian Bale e dirigido por uma mulher? Temos. Psicopata Americano é um dos filmes mais memoráveis quando se trata de terror psicológico e o filme é amado justamente pelo desenvolvimento primoroso que Mary Harron faz do personagem principal.

Psicopata Americano é intenso e assustador por acompanhar a psique de um rico executivo que trabalha com investimentos e vive em um ambiente em que as aparências são tudo. O que ele esconde em sua mente, no entanto, lembra muito o final do personagem Alex de Laranja Mecânica, relação bastante explorada pelos fãs de ambos os filmes ao longo dos anos.

10. Raw

Diretora: Julia Ducournau

Raw chamou a atenção como um filme de zumbi que é, na verdade, um grande e bizarro drama sobre canibalismo, com um desenvolvimento de personagem que é tão incrível quanto a parte gore, que pode não ser tranquila para quem o estômago mais fraco. O filme é ainda mais forte ao inserir o canibalismo a partir de uma personagem vegana em um curso de veterinária.

O filme tem diversas camadas e ainda insere reflexões sobre família e sobre os ambientes tóxicos que eventualmente se desenvolvem em algumas universidades. Como o filme é francês, ainda é a oportunidade de conhecer uma linguagem diferente, que lembra um pouco o indie estadunidense. Ducournau tem uma direção corajosa não só pelo tema, mas por não se importar em mostrar detalhes agoniantes para os espectadores (e a agonia não vem apenas do lado “zumbi” do filme).

9. Garota Sombria Caminha pela Noite

Diretora: Ana Lily Amirpour

De tempos em tempos surgem filmes deliciosamente estilizados, filmes que obviamente têm referências, mas que mesmo assim parecem algo completamente novo, original e vanguardista. Garota Sombria Caminha pela Noite é desses filmes e ainda é significativo e forte em muitos sentidos: Ana Lily Amirpour, embora seja britânica, tem origem iraniana e fez um filme ambientado no Irã, com uma vampira como protagonista.

Aqui cabe o aviso de que o filme é bem diferentão. O fato de ser em preto e branco e bastante lento, com muitas imagens contemplativas, pode ser uma experiência tediosa para quem está mais acostumado ou tem preferência por filmes mais rápidos, cheios de ação e/ou diálogos. Ainda assim, Garota Sombria Caminha pela Noite é uma experiência artística sem igual, com imagens belíssimas, resultado de um trabalho mais que competente de direção e de fotografia. Gostando ou não do filme, é inegável a forma de uma vampira iraniana andando de skate por rua desertas.

8. Tomboy

Diretora: Céline Sciamma

Ser mulher é uma construção, como aprendemos com Simone de Beauvoir e RuPaul’s Drag Race. As questões de gênero têm sido cada vez mais exploradas e é preciso discutir também como nossa relação com o feminino ou com o masculino se dá também na infância (e a repercussão do recente Lindinhas, também dirigido por uma mulher, envolve isso).

Tomboy é um filme lindíssimo e revela a maturidade da diretora e roteirista Céline Sciamma, que acompanha de perto a trajetória de uma criança chamada Laure e que aproveita a oportunidade de ter acabado de se mudar para se apresentar como Mikhael. É tudo muito inocente e, justamente por isso, forte. É daqueles filmes que você vê e lhe marcam para sempre, mesmo que não chegue perto de ser um dos seus favoritos. Ah, e vale lembrar que Sciamma voltou com tudo no seu último filme, Retrato de uma Jovem em Chamas, que tem tido uma ótima repercussão.

7. Precisamos Falar Sobre Kevin

Diretora: Lynne Ramsay

Há muitos séculos a figura da mulher é ligada a da maternidade e, no cinema, o estigma é reproduzido à exaustão. Precisamos Falar Sobre o Kevin é praticamente um filme de terror do tema. Estrelado por Tilda Swinton, Ezra Miller e John C. Reilly tudo que há de terrível no filme é potencializado pelas atuações impecáveis de cada um em seus personagens. Enquanto Reilly ocupa o papel de um pai amável (que já destoa das comédias que o ator costuma fazer), Swinton e Miller se revezam na tensa relação entre uma mãe e seu filho problemático.

Lynne Ramsay é espetacular ao utilizar as cores, os sons e a montagem para criar uma atmosfera do tipo O Bebê de Rosemary sem o elemento sobrenatural e fantástico. O terror de Precisamos Falar Sobre Kevin é real, de uma mãe que tem a maternidade e a vida arruinadas por um filho cuja psique está muito além dos limites da educação que ela pode dar (e não estamos falando de questões financeiras). Precisamos Falar Sobre Kevin também é daqueles filmes que, uma vez visto, é difícil de tirar da cabeça.

6. A 13ª Emenda

Diretora: Ava DuVernay

Ava DuVernay, que ficou mais conhecida pela direção de Selma: Uma Luta Pela Igualdade, fez um dos documentários mais importantes da contemporaneidade e que foi imensamente revisitado a partir das manifestações Black Lives Matter. O original Netflix A 13ª Emenda trouxe discussões importantíssimas a tona e mostrou como o sistema penitenciário dos EUA revela a profunda desigualdade racial do país.

Quando se fala de diretoras mulheres hoje, Ava DuVernay é um dos primeiros nomes que vem à mente e não é à toa. Não só A 13ª Emenda é um filme essencial e poderoso, como também é uma obra responsável por ecos cujos efeitos são as revoluções sociais que estamos vendo hoje. É história viva diante dos nossos olhos.

5. Paris is Burning

Diretora: Jennie Livingston

Vou falar de Rupaul’s Drag Race de novo sim! “Because reading is what?! Fundamental” (Porque ler é o quê? Fundamental!).

Paris Is Burning é um dos materiais cinematográficos mais importantes da comunidade drag e isso se deve ao registro histórico inigualável feito por Jennie Livingston, que fez um documentário sobre o cenário voguing da Nova York dos anos 1980. Rupaul’s Drag Race popularizou bastante o filme ao transformá-lo em referência de um dos mais aguardados minidesafios do reality show.

Quer mais? Muitas vezes premiado em categorias de Melhor Documentário em diversos festivais, incluindo o importantíssimo Festival de Berlim, Paris is Burning está em muitas listas de melhores documentários de todos os tempos e isso se deve não somente ao tema, mas ao trabalho de Jennie Livingston ao contar essa história de uma cultura que hoje está popularizada, mas que, na época, era uma cultura underground e erroneamente considerada como subversiva.

4. Matrix

Diretoras: Lana Wachowski e Lilly Wachowski

Sim! Um dos melhores e mais rentáveis filmes de ficção científica da história foi dirigido não por uma, mas por duas mulheres. Lana Wachowski e Lilly Wachowski conquistaram uma legião de fãs com a trilogia Matrix, que continua sendo objeto de pesquisas e análises, inclusive academicamente, até hoje. Na época do lançamento, Matrix bateu diversos recordes de público e só foi superado em números por produções mais recentes.

Matrix dispensa apresentações por estar no imaginário cultural até de quem provavelmente nunca assistiu ao filme. Matrix atinge os espectadores por diversos meios: é um blockbuster, tem Keanu Reeves como protagonista, é grandioso, repleto de efeitos digitais revolucionários e ainda traz uma reflexão filosófica complexa de uma forma bastante acessível. A revelação recente de que Matrix realmente é uma metáfora sobre transexualidade fez diversos fãs revisitarem o filme e esse ainda é um bom momento para maratonar, já que um quarto filme está a caminho.

3. Bicho de Sete Cabeças

Diretora: Laís Bodanzky

O cinema brasileiro está repleto de excelentes diretoras e Laís Bodanzky é um desses grandes nomes, enquanto seu longa de estreia, Bicho de sete cabeças, é um dos melhores filmes do nosso cinema até hoje. Estrelado por Rodrigo Santoro, o filme integra duas discussões delicadas ao falar sobre drogas e desenvolver um drama impactante sobre as consequências sérias da internação psiquiátrica.

Bicho de Sete Cabeças foi imensamente premiado por aqui e até hoje é um dos melhores trabalhos da carreira de Santoro. A direção de Laís Bodanzky é essencial para esse sucesso: embora o roteiro traga todas essas discussões sobre saúde mental, é a direção que torna o filme visceral e impactante.

2. Persépolis

Diretores: Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi

Embora seja codirigido por um Vincent Paronnaud, Persépolis não poderia estar de fora dessa lista, já que o trabalho de Marjane Satrapi com ele vai muito além do cinema. Persépolis é uma animação adaptada do quadrinho homônimo de Satrapi e Paronnaud, e que usa a autobiografia para refletir sobre o lugar da mulher iraniana no contexto da revolução islâmica.

Não se deixe enganar pelo formato e pelo desenho bonitinho, porque Persépolis é um filme adulto e com muitas reflexões geradas pela própria personagem, que se questiona sobre a trajetória que foi obrigada a seguir como consequência da situação política do seu país, o que envolve choques culturais e perda de identidade, tudo isso no corpo de uma mulher iraniana.

1. Os Catadores e Eu

Diretora: Agnès Varda

Agnès Varda não só é uma das maiores mulheres diretoras de todos os tempos como também entrou para o hall dos melhores documentaristas de todos os tempos, o que se deve sobretudo ao seu modo de contar histórias, inserindo-se no filme de uma forma artística nunca vista.

Todos os filmes de Varda poderiam estar nessa lista, mas optamos por um dos seus mais famosos títulos. Os Catadores e Eu é daqueles documentários que nos fazem notar que, nesse gênero, a direção é tão ou mais importante que o tema. O que parece ser um assunto trivial e minimamente político, o de pessoas que vivem da coleta, se torna um profundo trabalho de reflexão sobre nosso modo de viver e evoluir com o que nos cerca. Com um assunto que poderia apenas nos dar algumas informações, Varda cria um filme que nos faz refletir sobre a vida, o universo e tudo mais.

Fonte: Canaltech

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