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13% das mulheres terão câncer de mama. E elas merecem sutiãs melhores

·5 min de leitura

Uma em cada oito mulheres norte-americanas desenvolverá câncer de mama em algum momento da vida. E quando isso acontecer, a maioria delas terá todo ou parte do tecido mamário removido cirurgicamente. Se isso já torna difícil a missão de encontrar sutiãs confortáveis, que dirá bonitos.

Essa é uma memória que Jasmine Jones carrega de sua infância, de quando sua avó teve câncer de mama. Depois de lidar com o trauma do diagnóstico e de, em seguida, fazer uma mastectomia dupla, ela teve que passar pelo constrangimento de comprar novos sutiãs.

“Ela sempre foi tão chique e tão bem-vestida”, lembra Jones. “Mas precisou passar a comprar sutiãs e próteses em uma loja de material médico, ao lado das fraldas geriátricas. Foi terrível.” As coisas não mudaram muito ao longo das últimas décadas, segundo constatou Jones. Por isso ela decidiu fazer algo a respeito.

Jones lançou a Myya, uma startup direct to consumer que cria sutiãs e próteses confortáveis ​​e atraentes para mulheres que tiveram câncer de mama. Acessando o site da marca ou visitando uma loja localizada perto de Washington, D.C., as mulheres podem comprar sutiãs sob medida, feitos por especialistas treinados em uma experiência inspirada nas melhores butiques de lingerie de Paris. E o melhor: todos os produtos são cobertos pelos planos de saúde norte-americanos.

A marca foi projetada para proporcionar às mulheres conforto e dignidade enquanto elas lidam com o estresse e a ansiedade de um diagnóstico difícil. Mas atender às necessidades de milhões de pacientes de câncer de mama também se mostrou uma boa oportunidade de negócios.

Antes de lançar a Myya, Jones analisou o mercado para ver que opções existiam para pacientes com câncer de mama que buscavam sutiãs e próteses. As mulheres costumavam comprar esses produtos em lojas de suprimentos médicos ou em hospitais, e Jones não encontrou uma única alternativa que imitasse a experiência de uma loja de lingerie. Pensando em seu público-alvo, Jones desenvolveu o conceito de uma loja de varejo sofisticada, a Cherry Blossom Intimates.

A loja tem mesas de vidro onde sutiãs e calcinhas rendadas são artisticamente expostos e prateleiras douradas onde se pode conferir robes e pijamas de seda. Há sofás vermelhos de veludo para as clientes se sentarem enquanto conversam com um especialista, além de vestiários espaçosos e bem iluminados nos fundos, onde se pode experimentar as peças à vontade.

Os sutiãs são projetados especificamente para as necessidades de pacientes com câncer de mama, com bolsos onde podem ser encaixadas próteses avulsas. Uma impressora 3D pode fazer próteses mamárias personalizadas de silicone que se pareçam com a parte da mama que a cliente perdeu. E o mais importante: cada membro da equipe é bem versado nas burocracias dos planos de saúde, e pode lidar com o faturamento médico em nome do cliente.

Aos 20 anos, Jones trabalhou na Nordstrom e na Tiffany & Co., onde aprendeu tudo sobre experiências luxuosas para os clientes. Após a faculdade, ela frequentou o Fashion Institute of Technology e começou a sonhar com o conceito da Myya. Quando se sentiu pronta para lançar seu próprio negócio, visitou butiques de lingerie em Paris e prestou atenção em como elas faziam os clientes se sentirem especiais.

“O mais importante é ter um especialista medindo a cliente para criar um sutiã que seja confortável e que também faça ela se sentir bonita”, diz Jones. “Você também precisa de funcionários que se lembrem da cliente, que a cumprimentem pelo nome quando você entra na loja e que liguem quando chega um novo produto que ela poderia gostar.”

Jones sempre planejou criar uma experiência online que imitasse a experiência da loja. Em 2020, quando a pandemia chegou e sua loja teve que fechar, ela sentiu que aquela era a hora. Quando uma mulher chega ao site da Myya, ela é encaminhada a um dos seis profissionais de mastectomia certificados que trabalham em tempo integral para a marca. Eles agendam uma visita virtual, em que a cliente discute suas necessidades específicas, mas sem precisar se despir. Então, a Myya manda um conjunto de sutiãs e várias próteses que podem ser experimentadas em casa. Tudo o que a cliente não gostar pode ser devolvido gratuitamente.

“Nossos especialistas são treinados para garantir que as mulheres com mastectomia usem sutiãs que as façam se sentir equilibradas, para que não sintam dores nas costas, nos ombros ou no peito”, diz Jones.

Como mulher afro-americana, Jones está particularmente focada em tornar os produtos tão inclusivos quanto possível. Ela cria próteses de silicone em várias cores para combinar com muitos tons de pele. E os sutiãs vêm em mais de 200 tamanhos diferentes. Jones passou os últimos anos criando também uma linha interna de sutiãs usando materiais suaves em uma ampla gama de cores, incluindo tons de “nude” para mulheres de todas as cores. A coleção está disponível na Myya e ela está construindo um departamento de design para continuar desenvolvendo esta linha.

Nenhum dos produtos tem etiqueta de preço, porque Jones vende apenas sutiãs e próteses cobertas pelos planos de saúde. Em 1998, foi aprovada uma lei nos EUA que prevê que os planos devem fornecer sutiãs e próteses às pacientes com câncer de mama (hoje, a maioria dos planos paga por até 12 sutiãs e por dois conjuntos de próteses.) Mas Jones diz que muitos pacientes não sabem que têm esse direito.

“Minha família pagou por esses itens do próprio bolso, e eles podem ser bem caros”, ela relembra. “Saber sobre a lei de saúde de 1998 teria tornado nossas vidas muito mais fáceis. Acredito que cabe a mim advogar pelas sobreviventes do câncer de mama e informá-las sobre seus direitos a esses benefícios.”

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