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As 10 melhores histórias do Homem-Aranha de todos os tempos

Claudio Yuge
·10 minuto de leitura

Homem-Aranha 3 (ainda sem título) passou a ser um dos filmes de super-heróis mais aguardados de 2021, tudo graças à possibilidade de vermos um Aranhaverso live-action, com direito às participações de Tobey Maguire, Andrew Garfield, Alfred Molina, Kirsten Dunst, Emma Watson, Jamie Foxx, J.K. Simmons, enfim, todos os principais nomes das encarnações anteriores do Escalador de Paredes no cinema — mais o elenco atual, claro.

Com isso, o Amigão da Vizinhança está mais popular ainda, e, claro, todo mundo já começa a projetar possíveis adaptações de clássicos dos quadrinhos que ainda não deram as caras nas telonas. Abaixo está uma lista das melhores tramas publicadas nos títulos da Marvel Comics. Algumas você vai reconhecer, pois influenciaram os longas lançados; e outras, quem sabe, também farão parte da trajetória do aracnídeo nos cinemas.

Antes, aquele aviso de sempre de spoilers, pois, embora essas histórias já tenham sido publicados há algum tempo pode ser que você não tenha lido e as informações abaixo estragam várias surpresas da trama.

10. O Presente

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Os anos 1990 foram crueis com os quadrinhos de super-heróis e tanto a Marvel Comics como a DC Comics apelaram bastante para tramas confusas, cheias de decisões extremas e continuidade retroativa. E, apesar, de acontecer em meio à famigerada Saga dos Clones, a morte da Tia May na edição Amazing Spider-Man #400 (1995) é algo que corta o coração dos leitores até os dias atuais.

Diferente da maioria dos títulos da época, que se esbaldavam com splash-pages cheias de ação, esta edição, especial, é mais intimista, sem querer imitar um blockbuster. E, ainda que não seja um primor de história, a dolorosa morte de Tia May e o fato dela revelar que sabia da identidade secreta de seu sobrinho são coisas que os fãs sempre vão guardar entre os momentos mais tocantes da história de Peter Parker.

9. A Morte do Capitão Stacy

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esta talvez seja um dos arcos mais famosos do Homem-Aranha, pois suas ramificações são recorrentes nas revistas e já foi adaptado tanto em animações como em O Espetacular Homem-Aranha (2012), com Denis Leary no papel do Capitão Stacy e Emma Watson interpretando sua filha, Gwen Stacy.

Essa história é muito importante porque estabelece mais uma vez a bússola moral de Peter Parker, que, aqui tem a vida de mais um ente querido seu envolvido em tragédia — vale lembrar que o que ocorreu com Tio Ben está encrustrado em seu compromisso de “grandes poderes trazem grandes responsabilidades.

Com a morte do Capitão Stacy, Peter precisa lidar com culpa e se vê prestes a ceder ao seu lado mais sombrio e violento, mas é aí que o herói brilha: em vez de se corromper com tragédias pessoais, como acontece com a grande maioria de seus inimigos, ele nos mostra que seu senso de justiça e heroísmo o colocam em uma posição diferente entre os grandes personagens. É esse conceito de Homem-Aranha incorruptível, mesmo nos piores momentos de sua vida, que direciona a vida do Escalador de Parede e suas outras versões.

8. A Conversa

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A passagem de J. Michael Straczynski (criador de Babylon 5 e Sense8, entre outras séries) tem grande importância no currículo do herói, por trazer diálogos dramáticos e arcos sólidos; mas é um tanto controversa por ligar os poderes de Peter Parker a totens sobrenaturais — e como esquecer da saga Um Dia a Mais, que anulou o casamento com Mary Jane por conta de um acordo com Mefisto?

Bem, deslizes à parte, Straczynski, no geral, fez um bom trabalho à frente da principal revista do Escalador de Paredes, principalmente em Amazing Spider-Man Vol.2 #38 (2002). Na história temos a revelação de que Tia May, agora “vivinha da Silva”, sabe que seu sobrinho se arrisca para salvar vidas com o Homem-Aranha; e que isso, na verdade, não é tão relevante para o que torna um herói. É um momento de boa reflexão, que torna a relação entre os dois personagens ainda mais sólida.

7. A Manopla

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

De tempos em tempos, as histórias do Homem-Aranha vão ganhando novos elementos e Peter Parker, claro, também acaba “envelhecendo”, assim como seus oponentes. Assim, no arco que começa em Amazing Spider-Man #612, comandado por Mark Waid e um grupo de escritores, vemos um “soft reboot” da linha, com a reintrodução do Sexteto Sinistro.

Essa narrativa ganha importância porque os autores puderam revisar as motivações de vilões clássicos, como Rino, que deixou de ser uma ameaça tão “boba”, assim como outros. Para quem acha que o grupo de inimigos deva chegar com Homem-Aranha 3, aqui está uma boa maneira de conhecer uma versão muito próxima do que poderemos ver nas telonas.

6. Homem-Aranha nunca mais 

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A capa de Amazing Spider-Man #50 (1967) é uma das mais famosas e esta edição, em especial, teve influência direta em Homem-Aranha 2 (2004), de Sam Raimi. Assim como apareceu nas telonas, Peter Parker um dia decide que a vida de herói não é mais para ele, abandonando o uniforme do Escalador de Paredes em uma lata de lixo em um beco escuro de Nova York.

Steve Ditko foi o responsável por criar a identidade visual do Homem-Aranha, mas foi John Romita Sr. que eleveu sua narrativa dramática para outro nível, com uma consistência invejável. Mais uma vez, a trama nos ensina que o altruísmo de Peter Parker é inabalável: é o que o faz, novamente, vestir o traje do Amigo da Vizinhança, não importa quais consequências isso possa trazer para sua vida pessoal.

5. A saga do Duende Macabro original

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Todo mundo se lembra mais do Duende Verde, mas o Duende Macabro original também deu muito trabalho para o Homem-Aranha. Como já estava ficando chato explorar somente Norman Osborn, o escritor Roger Stern decidiu criar uma versão diferente em Amazing Spider-Man #249 (1984): em vez do caos do Duende Verde, o Duende Macabro era frio e calculista.

O texto de Stern criou um grande mistério sobre a verdadeira identidade do vilão e a grande diversão dos leitores, na época, era tentar adivinhar quem seria o Duende Macabro. Pelo menos três pessoas eram muito suspeitas e a revelação até mesmo foi alterada, para aumentar o suspense. No final, ficamos sabendo que Roderick Kingsley é que vinha apavorando a população. É a reinvenção de um clássico que tem como bônus a ascensão de John Romita Jr., que, aos poucos, saia da sombra de seu pai e apresenta traços e narrativa cada vez mais característicos.

4. Homem-Aranha: Azul

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

No começo dos anos 2000, a dupla Jeph Loeb e Tim Sale resolveu revisitar as origens de alguns dos ícones da Marvel em narrativas simples, com uma identidade visual própria, em traços estilizados no redesign dos personagens. Assim nasceram Demolidor: Amarelo, Homem-Aranha: Azul, Hulk: Cinza e Capitão América: Branco.

Assim como nas outras edições do projeto, Homem-Aranha: Azul constroi melhor os personagens coadjuvantes de Peter Parker. Tanto os movimentos como o comportamento nos mostram uma versão mais tridimensional de Mary Jane, por exemplo. E, assim, Loeb e Sale comprovam, uma vez mais, que quando somos generosos, os núcleos secundários podem fazer o protagonista brilhar mais ainda.

Ah, sim, a cor normalmente está associada ao uniforme, à pele e, especialmente, às sensações dos heróis: neste caso, o azul representa a tristeza e a resiliência de Peter Parker.

3. A noite em que Gwen Stacy morreu

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Aqui está outra trama também bastante conhecida, tanto por ter sido explorada muitas vezes nos quadrinhos, quanto por já ter sido adaptada para animações e as telonas. No Homem-Aranha (2002) de Sam Raimi e em O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014) vemos situações inspiradas nessa história, mas apenas com o segundo com a presença de Gwen Stacy.

Este é um dos contos mais dolorosos da trajetória do Homem-Aranha e, na época em que foi publicado, em Amazing Spider-Man #121-122 (1973), as mortes de personagens tão importantes não era assim comum quanto nos dias atuais — o que tornou as edições ainda mais chocantes para os leitores. Aqui foi uma das primeiras vezes que Peter Parker foi levado ao limite. E sua bússola moral incorruptível foi o que salvou sua alma.

2. Última Caçada de Kraven

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Em 1987, o público estava em polvorosa com histórias que, pela primeira vez, tinha colocado heróis como Batman e Superman em ambientes mais cru, realistas e sombrios. Era o período do Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller; do Monstro do Pântano e Watchmen de Alan Moore; da chegada de Sandman de Neil Gaiman.

A Marvel Comics, embora não tivesse em seu DNA origens tão misteriosas ou intrigantes quanto os dos ícones da DC Comics, decidiu apostar em um arco sombrio justamente com seu personagem mais alegre e divertido. Na trama, Kraven, o Caçador, leva o Homem-Aranha ao limite e chega a enterrá-lo.

A história foi muito interessante, pela narrativa de suspense de J.M. DeMatteis, com desenhos de Mike Zeck, que usou bastante sequências silenciosas e cinematográficas, em traços mais realistas ; e pelo fato de mostrar, pela primeira vez, que o Homem-Aranha talvez consiga vencer a própria morte. A perspectiva da trama sob o olhar de Kraven também foi um bônus e o formato de publicação, que pode ser considerado premium para revistas de linha, espalhou-se por dois meses nos três títulos mensais do Aracnídeo na época (The Amazing Spider-Man, The Spetacular Spider-Man e Web of Spider-Man).

O resultado foi primoroso e, até hoje, é uma das mais aclamadas histórias do Escalador de Paredes de todos os tempos.

1. A Saga do Planejador Mestre

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Muita gente talvez não saiba, mas Steve Ditko, desenhista cocriador do Homem-Aranha, não se dava exatamente bem com Stan Lee — e até 2018, quando morreu, o recluso Ditko ainda guardava mágoas por não ter recebido os devidos créditos sobre a gestação do personagem. Mas quando Ditko estava “de bem” com Lee, o material “voava”.

E o ápice dessa colaboração pode ser visto nesta história, publicada originalmente nas edições Amazing Spider-Man #31-33 (1965). Aqui, os autores revitalizam Peter Parker na universidade, com um cenário tão interessante quanto o colegial. É justamente nesse ambiente que futuramente seriam introduzidos Gwen Stacy e Harry Osborn.

Este é um conto clássico, que estabelece o mito do Homem-Aranha, que, não importa o quanto apanhe da vida, sempre vai arrancar forças improváveis em seu caráter, suas responsabilidades e sua fé inabalável na justiça e altruísmo. As cenas dessa revista são tão icônicas que foram reproduzidas algumas vezes nas telonas e nas telinhas: em Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), por exemplo, há uma sequência que reproduz as páginas dos quadrinhos.

Peter está derrotado, sob escombros, e parece não ter forças mais para se levantar. Eis que ele diz: "Qualquer um pode vencer uma luta quando as chances estão favoráveis! É quando as coisas estão difíceis, quando parece não haver chance, é o que importa!", antes de se colocar de pé, uma vez mais. Este é o Homem-Aranha que o povo gosta.

*Com informações de Games Radar.

Fonte: Canaltech

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