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10 filmes fracassos de bilheteria que se tornaram clássicos

Laísa Trojaike
·12 minuto de leitura

O que é um filme clássico? O que é um filme cult? Essas perguntas são difíceis de serem respondidas objetivamente, já que há muitas respostas para cada delas. Para esta lista, no entanto, vamos adotar a ideia de filmes que hoje são amplamente cultuados, considerados clássicos ou simplesmente elogiados pela crítica, apesar de terem sido grandes fracassos de bilheteria.

Aqui, importa muito mais a ideia de serem títulos conhecidos, aclamados e/ou amados que não conseguiram sequer cobrir seus próprios gastos de produção. Ou seja, podemos discordar se algum título é ou não um clássico ou um cult, mas é inegável que todos são títulos que não foram esquecidos pelo público e que têm em comum o fato de terem causado prejuízos para as produtoras.

Ficou com vontade de rever algum filme? Podemos ajudar. Os títulos que estão disponíveis para serem assistidos online, em plataformas de streaming e/ou VOD, serão indicados e basta clicar no nome da plataforma que preferir para ser encaminhado diretamente para a página. Aí é só assistir e criar suas próprias teorias sobre porque flopou.

10. Dredd: O Juiz do Apocalipse

Imagem: Reprodução/Lionsgate
Imagem: Reprodução/Lionsgate
  • Quanto custou? US$ 50 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 41 milhões

Em 1995, O Juiz, estrelado por Sylvester Stallone, precisou da bilheteria mundial para cobrir o orçamento e, em 2012, a Lionsgate deve ter ficado sem entender muito bem porque a sua franquia flopou. A produtora pretendia dar início a uma série de filmes, com Karl Urban no papel-título, mas quando Dredd chegou aos cinemas, as pessoas simplesmente não se interessaram e o filme só começou a ganhar fãs quando virou catálogo, sobretudo online.

É um pouco nebuloso o caso de Dredd, mas acredita-se que tenha sido um problema de marketing. Quando o filme estreou nos cinemas, poucas pessoas sabiam o que era e, mesmo se soubessem, não havia sido criada toda aquela atmosfera que geralmente antecede o lançamento de filmes de ação ou baseados em quadrinhos. Lançado em 3D, cujos ingressos são ainda mais caros, o fracasso de bilheteria de Dredd ficou ainda mais evidente. Triste para quem deixou passar, já que a crítica deixou registrado que o público perdeu uma dos filmes de ação 3D mais deslumbrantes da década.

Agora, Dredd pode ser assistido pelos assinantes do Amazon Prime Video, do VID+ e da StarzPlay, além de estar disponível para aluguel ou compra na Play Store, na Microsoft Store e no iTunes.

9. A Ilha da Garganta Cortada

Imagem: Reprodução/MGM
Imagem: Reprodução/MGM
  • Quanto custou: US$ 98 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 10 milhões

Sucesso televisivo, A Ilha da Garganta Cortada chegou a ser um dos seis filmes mais reprisados da TV aberta no Brasil em 2005, mas, lá nos anos 1990, o fracasso de bilheteria foi tão grande que levou a produtora Carolco Pictures à falência. O filme chegou a entrar para o Guiness Book como o maior fracasso comercial do cinema estadunidense. Mas como um filme de pirata, estrelado por Geena Davis e Frank Langella, foi um fracasso tão grande? Quase o mesmo problema de Dredd.

A Carolco Pictures já estava nos seus limites financeiros quando produziu o filme e a distribuidora, MGM, estava enfrentando quase o mesmo problema quando decidiu encarar o trabalho de divulgação de A Ilha da Garganta Cortada. Sem muitos recursos, o filme também não foi suficientemente divulgado, o que causou um impacto direto no número de espectadores pagantes em salas de cinema. Algumas análises, como a oferecida por Scott Mendelson, da Forbes, apontam também o fato de ser um filme de ação e aventura com uma heroína, o que ainda não era tão comum como hoje, em tempos de super-heroínas DC e Marvel.

8. Filhos da Esperança

Imagem: Reprodução/Universal Pictures
Imagem: Reprodução/Universal Pictures
  • Quanto custou: US$76 milhões

  • Bilheteria mundial: US$70,5 milhões

Hoje, Alfonso Cuarón é um diretor oscarizado por seus trabalhos em Gravidade e Roma, mas quando Filhos da Esperança foi lançado, em 2006, ele era apenas o diretor de títulos não muito conhecidos ou aclamados, como o clássico televisivo dos anos 1990 A Princesinha e o mexicano E Sua Mãe Também, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

Para este caso, o próprio Cuarón ofereceu uma explicação em entrevista ao Indiewire em 2018: “Essas temáticas eram as coisas sobre as quais muitas pessoas importantes gritavam avisos. Agora todas essas coisas estão realmente acontecendo. Então acho que agora o filme está sendo considerado mais relevante”. Em 2020, quando o mundo se viu diante de uma pandemia, Filhos da Esperança se tornou um título facilmente encontrado em listas que procuravam filmes que nos ajudariam a refletir sobre o que estávamos vivendo.

Filhos da Esperança pode ser alugado no Claro Video e comprado no Looke, além de estar disponível para aluguel ou compra na Play Store e no iTunes.

7. O Gigante de Ferro

Imagem: Reprodução/Warner Bros.
Imagem: Reprodução/Warner Bros.
  • Quanto custou: US$ 70 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 23 milhões

Título frequente em listas de melhores animações de todos os tempos, Gigante de Ferro foi um tremendo fracasso de bilheteria. Mas se o filme é tão bom, por que flopou? Marketing. De novo. Fontes apontam que a má promoção do filme foi o único motivo para que ele não conseguisse cobrir seus gastos de produção, o que é considerado até um dos piores casos de marketing da história do cinema industrial. O motivo? Queriam economizar nas despesas.

O erro foi da gigante Warner Bros, mas o filme acabou não sendo esquecido em grande parte pelo poder da crítica especializada, sobretudo na figura do crítico Roger Ebert, um dos mais respeitados da história do cinema. Ele chegou a comparar Gigante de Ferro aos filmes do mestre Hayao Miyazaki, o nome mais conhecido do Studio Ghibli, o que não é exagero algum. Gigante de Ferro conseguiu transformar uma história de amizade em uma obra profunda sobre escolhas, paranoia social, morte e guerra, algo que os filmes Ghibli conseguem fazer com maestria.

O Gigante de Ferro está disponível para aluguel ou compra na Play Store e no iTunes, além de poder ser alugado no Looke.

6. Scott Pilgrim Contra o Mundo

Imagem: Reprodução/ Universal Pictures
Imagem: Reprodução/ Universal Pictures
  • Quanto custou? US$ 60 milhões

  • Bilheteria mundial: US$47,6 milhões

Hoje um clássico indie, referência para filmes que querem incorporar elementos narrativos diferentes e fazer referências à cultura pop, Scott Pilgrim Contra o Mundo parece um sucesso nerd, mas isso não foi o suficiente para garantir uma bilheteria capaz de cobrir os gastos de produção. Novamente, o marketing é considerado culpado, mas não por ser ausente.

Especialistas detalham que o marketing de Scott Pilgrim falhou em atingir seu público-alvo: pessoas acima de 30 anos não se identificaram com a estética, pessoas abaixo de 30 anos não sacaram as referências retrô e mesmo o público que conhecia os quadrinhos parece que não foram muito com a cara da adaptação. Somado a isso, há um enorme público que simplesmente odeia o Michael Cera.

Scott Pilgrim Contra o Mundo está nos catálogos do Amazon Prime Video e da Netflix, além de poder ser comprado ou alugado na Play Store e no Looke. O título também está disponível para aluguel no Claro Video.

5. As Aventuras do Barão Munchausen

Imagem: Reprodução/Prominent Features
Imagem: Reprodução/Prominent Features
  • Quanto custou? US$ 46,6 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 8 milhões

Alguns filmes de Terry Gilliam, um dos membros do Monty Python e cartunista da MAD, sofreram bastante com a bilheteria, apesar de o nome do cineasta ser motivo para muitas pessoas acompanharem a sua filmografia. Neste caso, a treta foi um pouco mais pessoal e não teve a ver necessariamente com o público.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Gilliam comentou que vários fatores se somaram, o que inclui um “cara” que estava o ridicularizando na imprensa hollywoodiana. Além disso, Gilliam teria “humilhado” a Universal Pictures, que teria se vingado do diretor provocando o desastre de As Aventuras do Barão Munchausen, hoje bastante cultuado como um dos melhores filmes do diretor.

As Aventuras do Barão Munchausen está disponível na Play Store para aluguel ou compra e no Looke apenas para compra.

4. Grindhouse

Imagem: Reprodução/Dimension Films
Imagem: Reprodução/Dimension Films
  • Quanto custou? US$ 67 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 25,4 milhões

Com Grindhouse, o fracasso de bilheteria soou duplo, talvez múltiplo. Grindhouse não é um filme, mas uma experiência que homenageia os filmes de terror de baixo orçamento dos anos 1970 em forma de pastiche. Além de Robert Rodriguez na direção de Planeta Terror e Quentin Tarantino na direção de À Prova de Morte, o projeto conta ainda com falsos trailers dirigidos por Eli Roth (O Albergue), Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo e Baby Driver) e Rob Zombie (Rejeitados pelo Diabo).

A sessão dupla chegou ao cinema exatamente dessa forma e o fracasso do lançamento nos EUA fez com que a Dimension Films desistisse de investir no lançamento internacional da obra. Ainda que muitas pessoas apontem que o feriado de Páscoa não era o momento ideal para o lançamento, outros culpam a duração de 3h11min. Outras interpretações assumem que o filme simplesmente não foi compreendido no seu tempo.

Grindhouse não está disponível nas plataformas de streaming e VOD do Brasil, mas À Prova de Morte pode ser comprado ou alugado no Looke.

3. A Fantástica Fábrica de Chocolate

Imagem: Reprodução/Paramount Pictures
Imagem: Reprodução/Paramount Pictures
  • Quanto custou? US$ 3 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 530 mil

O custo de A Fantástica Fábrica de Chocolate soa baixo hoje, mas vale avisar que os valores expostos aqui não estão corrigidos. Ainda assim, é possível ver como esse clássico foi muito mal-recebido nos cinemas na sua época. A Fantástica Fábrica de Chocolate recebeu duras avaliações da crítica e acabou não chamando a atenção por ser sombrio demais para um filme família.

O baque da bilheteria foi tão grande que a Paramount simplesmente rejeitou os direitos do filme, que acabaram nas mãos da Warner Bros. E foi essa troca a responsável por popularizar o filme: a Warner Bros distribuiu A Fantástica Fábrica de Chocolate amplamente na televisão e, aos poucos, o público foi entendendo e desenvolvendo um tremendo carinho pelo filme, considerado até hoje por muitos uma adaptação melhor do que aquela feita por Tim Burton com Johnny Depp.

A Fantástica Fábrica de Chocolate pode ser alugado no Looke, além de estar disponível para aluguel ou compra no iTunes e na Play Store.

2. The Room

Imagem: Reprodução/Wiseau-Films
Imagem: Reprodução/Wiseau-Films
  • Quanto custou? US$ 6 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 4,9 milhões

Esse é único caso desta lista que podemos dizer que o filme talvez não merecesse nem os US$ 4 milhões arrecadados. Ou, melhor explicando, o pouco que o filme ganhou foi justamente por ser muito, muito… muito ruim. Considerado um dos piores filmes já feitos, The Room se tornou um absoluto clássico cult, tendo sessões especiais até hoje.

O problema todo começou na raiz, na ideia, e se estendeu pelo desenvolvimento do filme, o que foi hilariamente retratado no recente Artista do Desastre, dirigido e estrelado por James Franco. Sem grandes estúdios na produção, The Room foi um tremendo prejuízo sem justificativa alguma, sobretudo porque o filme custou muito mais do que deveria.

1. O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

Imagem: Reprodução/Warner Bros.
Imagem: Reprodução/Warner Bros.
  • Quanto custou? US$ 30 milhões

  • Bilheteria mundial: US$ 15 milhões

O excelente O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford tem muitos elementos para o sucesso: a direção primorosa de Andrew Dominik, cinefotografia do reconhecidíssmo Roger Deakins e um elenco com Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Rockwell e Sam Shepard. E nem as duas indicações ao Oscar salvaram o filme.

O problema, aqui, provavelmente foi a metragem, o que nos ajuda a entender porque hoje não vemos mais tantos filmes enormes como antigamente. Com 2h40min, O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford chegou ter quatro horas no seu primeiro corte. O sucesso como cult se deve principalmente à beleza do filme e à performance de Brad Pitt, o que provavelmente teria transformado esse título em um grande sucesso se, hoje, tivesse chegado a algum streaming como uma minissérie. Mas isso não era nem uma possibilidade em 2007.

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford está nos catálogos do HBO Go e do Globoplay, além de poder ser comprado ou alugado no iTunes, na Play Store e na Microsoft Store.

Bônus — Duna e Blade Runner

Ficção científica e fantasia são gêneros que, salvo exceções de um tremendo trabalho criativo, dependem bastante de um dos setores mais caros, o de design de produção, mais comumente conhecido como direção de arte. Nesse sentido, ser vanguarda às vezes significa arriscar um grande prejuízo financeiro.

Blade Runner: O Caçador de Androides, de Ridley Scott, custou US$ 28 milhões e arrecadou US$ 41,6 milhões mundialmente, mas foi considerado um fracasso por não ter conseguido cobrir os custos de produção com o lançamento doméstico, tendo obtido apenas US$ 32 milhões nos EUA.

Duna foi uma produção tão complexa que traumatizou o diretor David Lynch ao ponto de ele nem querer saber do novo filme. Duna custou US$ 40 milhões e conseguiu recuperar apenas US$ 30,9 milhões mundialmente.

Os dois títulos caíram nas mãos de um dos cineastas mais aclamados da atualidade: Denis Villeneuve. Blade Runner 2049 (2017) nasceu clássico por ser uma sequência digna, considerada por muitos como melhor que o original. Domesticamente, no entanto, ele conseguiu apenas US$ 92 milhões, o que não foi o suficiente para cobrir o enorme gasto de US$ 150 milhões. Mundialmente, no entanto, a bilheteria rendeu US$ 259,3 milhões.

Agora, Villeneuve está prestes a lançar Duna, que era aguardado para 2020. O filme custou US$ 165 milhões, mas, apesar de muito aguardado, este também pode ser um fracasso de bilheteria e estamos atentos aos motivos. Além de ter a estreia afetada pela pandemia, Duna é um dos títulos Warner Bros que foi incluído na polêmica estratégia de lançamento híbrido da empresa — ou seja: quando lançado, Duna chegará simultaneamente aos cinemas e ao HBO Max, o que deve afetar profundamente os números de bilheteria.

Fonte: Canaltech

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