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10 dicas para não ser enganado em vagas de emprego falsas

·7 minuto de leitura

Quase 15 milhões de brasileiros estão desempregados. Outros 6 milhões integram o grupo de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego. Essa é a maior taxa já divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que começou a registrar os dados em 2012. O número de profissionais subutilizados também cresceu para 33,2 milhões, uma nova máxima.

E tudo isso em meio à maior crise sanitária global em mais de um século. Encontrar um emprego nesse cenário tem sido uma tarefa difícil. Para complicar ainda mais, a quantidade de golpes que se aproveita da busca por oportunidades profissionais tem crescido progressivamente.

As ciladas são as mais diversas. Há, por exemplo, as que oferecem contratação imediata, desde que o interessado pague para passar por supostos exames ou para frequentar cursos — que seriam necessários para participar da seleção. Depois do pagamento, além de não serem contratados, os candidatos aos supostos cargos não conseguem reaver o dinheiro.

Imagem: Reprodução/Elements/bialasiewicz
Imagem: Reprodução/Elements/bialasiewicz

Os golpes que anunciam vagas falsas não são exatamente uma novidade, mas cada vez mais os criminosos se aproveitam das novas tecnologias. Por isso, é preciso ficar sempre atento. Embora de fato haja boas vagas, em ótimas empresas, a maioria das ofertas incríveis são, na verdade, apenas golpes.

Para ajudá-lo a não ser mais uma vítima desse tipo de fraude, fizemos uma lista com as características mais comuns dos golpes de vagas de emprego. Confira a seguir!

1 – Vagas com bons salários para pessoas sem experiência

Vagas bem remuneradas realmente existem, mas é comum que procurem profissionais muito especializados, não trabalhadores inexperientes. Normalmente, anúncios falsos desse tipo chegam por WhatsApp ou por outras redes sociais.

E ainda pode piorar: em alguns casos, o golpista afirma que o trabalho é fácil e, por isso, não requer experiência. Desconfie imediatamente: se fosse simples assim, recrutadores não teriam de procurar candidatos adequados para os cargos disponíveis.

Um link para a suposta oportunidade costuma ser o destaque desse golpe: o interessado clica e acaba em um site malicioso. Lá, um malware pode ser instalado no dispositivo para roubar informações.

É comum que essas ofertas sejam associadas ao nome de empresas conhecidas, para dar mais credibilidade. Algumas vezes, esse tipo de anúncio traz um e-mail para contato ou o telefone de alguém: quando o candidato o procura, no entanto, pode ser atendido pelo golpista que vai convencê-lo a pagar tarifas inexistentes.

2 – Cobrança de taxa para participação de processo seletivo

Imagem: Reprodução/Envato/stevanovicigor
Imagem: Reprodução/Envato/stevanovicigor

Outra prática comum é a cobrança de tarifas variadas. E quando a vaga é, supostamente, para indivíduos sem experiência, pode até parecer natural que eles tenham de pagar. Só que isso não existe.

Se o suposto recrutador disser que, ao investir no treinamento, a contratação é garantida, já desconfie. Empresas sérias arcam com os custos de capacitação e com as ferramentas necessárias para a realização do trabalho.

Érica Silva, chefe de Recursos Humanos da empresa de tecnologia para recrutamento Sólides, reforça que os candidatos não devem pagar para participar de processos seletivos. “É a empresa quem tem interesse no profissional”, aponta. “Nunca aceite esse tipo de solicitação”, ensina.

3 – Pedido de documentos por e-mail

Quando um suposto recrutador pede informações pessoais já no primeiro contato, é bom ficar alerta. Se pedir cópias de documentos para confirmação da identidade, esqueça: esses dados não são pedidos antes de uma entrevista.

Uma variação pode ser o pedido dos dados bancários do interessado. “Se o recrutador pedir essa informação, desconfie”, alerta Érica. “Assim como os documentos pessoais, esse dado só é solicitado no processo de admissão.”

Se receber contatos como esse, uma boa opção é verificar o endereço de e-mail do remetente. As empresas têm domínios próprios para correio eletrônico. Então, se a mensagem vier de um e-mail do tipo @gmail.com, @hotmail.com, @bol.com.br e outros, já pode ter certeza do golpe.

4 – Envio de código de confirmação da candidatura

Essa é uma técnica de engenharia social. Quando o interessado na vaga procura o golpista, ele tenta sequestrar o perfil de WhatsApp do candidato. Para isso, requisita um código, que vai para o celular do trabalhador — o criminoso diz que se trata de um número de confirmação da candidatura.

Imagem: Reprodução/Unsplash/Christian Wiediger
Imagem: Reprodução/Unsplash/Christian Wiediger

O objetivo é invadir a conta de WhatsApp do usuário e aplicar golpes em seus contatos. Então, nunca informe códigos recebidos por mensagem no celular. Isso ajuda a evitar a clonagem do perfil no mensageiro.

5 – Vagas falsas em redes sociais

Fique atento quando um recrutador procurá-lo pelas redes sociais: existem páginas falsas de empresas no Facebook, no LinkedIn e no Twitter. Nesse golpe, o interessado recebe um link para um formulário de cadastro. Antes de clicar nesse tipo de endereço, confirme se a conta é legítima.

Contatos a partir de redes sociais não são incomuns, mas recrutadores verdadeiros fazem apenas a abordagem inicial pela plataforma. O pedido de preenchimento de formulários e a solicitação de dados pessoais não costumam fazer parte do modo de operação desses profissionais.

6 – Golpes em sites de recrutamento pagos

Mesmo em serviços pagos, é possível estar sujeito a golpes. Apesar dos filtros que tentam evitar essas ocorrências, é impossível ter controle sobre todas as oportunidades publicadas. Além disso, os golpistas podem pagar para conseguir contatos ou usar cartões roubados ou sem fundos para publicar vagas.

Então, não confie automaticamente em anúncios mesmo em empresas de recrutamento confiáveis. Sempre confira as informações da vaga e do empregador antes de se candidatar. “Além disso, sempre pesquise sobre o site de emprego. Precaução nunca é demais”, pondera Érica.

Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio
Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio

7 – Oportunidades falsas em páginas gratuitas

Sites de recrutamento em que as vagas são publicadas gratuitamente permitem que qualquer um anuncie vagas — que podem ser falsas e até associadas a empresas conhecidas. Nesse caso, é essencial ler as informações com cuidado e verificar os links disponíveis na oferta.

Érica destaca que vale a pena pesquisar sobre quem está anunciando as vagas, especialmente para companhias menos conhecidas. “Isso ajuda a saber, pelo menos, se a instituição que oferece a suposta vaga existe realmente.”

8 – Anúncios totalmente falsos

Alguns criminosos criam páginas com o mesmo design de sites conhecidos para parecerem legítimas. Por isso, é fundamental conferir o endereço e as informações para confirmar se está tudo correto.

Lembre-se de que, embora os serviços de recrutamento peçam algumas informações de cadastro ao candidato, dados bancários não estão entre elas. Se essa for uma das exigências, fuja!

9 – Necessidade de urgência na resposta

Exigir urgência sem explicação não é comum. Mesmo que a oportunidade pareça muito boa, aja com calma antes de responder. Assim, é menor a chance de fornecer informações pessoais a golpistas.

Outro sinal de alerta é a oferta de benefícios muito vantajosos. “Não existe empresa perfeita, nem vaga perfeita”, ressalta Érica.

10 – Contratação sem entrevista

Apenas empresas falsas não entrevistam os candidatos. Então, se não houver nenhuma conversa antes da contratação, há grandes chances de se tratar de golpe. O mesmo vale para quando o entrevistador faz poucas perguntas e/ou questionamentos rasos. “Boas entrevistas têm perguntas focadas no perfil comportamental e nas habilidades técnicas do profissional”, ensina Érica.

Além disso, o entrevistador deve perguntar, ao final da conversa, se você tem dúvidas. Aproveite esse momento para demonstrar seu interesse na oportunidade.

Imagem: Reprodução/Envato/seventyfourimages
Imagem: Reprodução/Envato/seventyfourimages

Como se defender

Ninguém quer ficar vulnerável a golpes na internet enquanto perde tempo com anúncios falsos. Antes de enviar um currículo, preencher um formulário ou responder a um e-mail, vale a pena fazer uma pesquisa para conferir endereços de sites e e-mails.

Outra boa opção é procurar a empresa no LinkedIn e, por lá, perguntar se o contato e a vaga são verdadeiros. Assim, você tem mais chances de manter suas informações seguras.

Fonte: Canaltech

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