Mercado fechará em 6 h 42 min

10 cineastas negros que todo amante do cinema precisa conhecer

Jordan Peele recebe o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2018 (Photo credit should read FREDERIC J. BROWN/AFP via Getty Images)

Para ser antirracista, é preciso ouvir, ler e prestigiar diferentes tipos de representações artísticas pensadas e produzidas por negros. E o cinema, obviamente, precisa ser incluído dentro dessa lógica. Neste momento de reflexão sobre injustiça social, vale se perguntar: quantos diretores pretos você admira e conhece profundamente o trabalho?

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

Não precisa responder em voz alta. Neste momento de isolamento social, temos todos um pouco mais de tempo livre para conhecer novas vozes do cinema. Consequentemente, podemos usar a experiência para refletir sobre o que está acontecendo no mundo e sobre a nossa própria postura diante de um mundo marcado pelo privilégio branco.

Leia também

Para começar o processo, recomendamos o trabalho destes diretores:

Adélia Sampaio

A primeira diretora de ficção negra do Brasil. Em 1984, marcou época ao lançar Amor Maldito, filme que abordava muitos tabus da sociedade na época - e, por isso, até hoje é lembrado como um marco do cinema nacional. A trama mostra um caso de amor lésbico que acaba sendo discutido na Justiça após um suicídio.

Ava DuVernay

Escritora, diretora, produtora e distribuidoras de filmes. Fez bastante sucesso com duas produções originais da Netflix, o documentário A 13ª Emenda e a série Olhos Que Condenam. Com o seu longa Selma, tornou-se a primeira diretora negra a ter uma produção indicada ao Oscar de Melhor Filme em 2015.

Gabriel Martins

Cineasta, roteirista e diretor de fotografia. Ele é um dos grandes nomes do cinema mineiro da atualidade e coleciona indicações para festivais internacionais com o seu trabalho como diretor. Em 2019, foi bastante elogiado pelo longa No Coração do Mundo, uma trama marcada pela rica caracterização da periferia de Minas Gerais e a construção de personagens que sobrevivem cometendo pequenos crimes.

Jordan Peele

Um dos maiores nomes de Hollywood na atualidade, o diretor já tem uma estatueta do Oscar na prateleira - a de Melhor Roteiro Original por Corra!, um jovem clássico do cinema. Em 2019, lançou o elogiado Nós, estrelado por Lupita Nyong'o, e escreveu e produziu episódios do remake da série The Twilight Zone.

Ryan Coogler

Com Fruitvale Station e Creed, ambos estrelados por Michael B. Jordan, o diretor se consolidou como um dos nomes mais promissores do cinema estadunidense. O seu talento chamou a atenção da Marvel, que o convidou para dirigir Pantera Negra - para muitos, o melhor filme de super-heróis da década.

Sabrina Fidalgo

Foi eleita em março de 2018 pela publicação norte-americana Bustle como a oitava cineasta mais promissora do mundo. Participou de mais de 300 festivais ao redor do mundo. O seu trabalho mais elogiado é o curta Rainha, filme que conta a história de Rita, uma rainha de bateria que se vê diante de forças ocultas na avenida.

Safi Faye

A primeira mulher da África Subsaariana a dirigir um longa-metragem comercialmente distribuído, Carta Camponesa, lançado em 1975. O filme, clássico absoluto, conta a história de um casal que tenta se casar, mas esbarra em fortes dificuldades financeiras impostas pela herança da colonização francesa em Senegal.

Souleymane Cissé

Outro ícone do cinema africano. Nascido na cidade de Bamako, capital do Mali, em 1940, ele estudou cinema na União Soviética nos anos 1960 e com filmes, como Baara – O Trabalho, Finyé – O Vento, Yeelen – A Luz, conseguiu quebrar esteriótipos africanos ao unir elementos mágicos em filmes que questionam tradições do continente.

Spike Lee

Um dos cineastas mais importantes da história do cinema, Spike Lee tem vários clássicos em sua trajetória, como Malcolm X, A Hora do Show e o mais recente das suas obras, Infiltrado na Klan. Neste momento, recomendamos principalmente o seu melhor filme, Faça a Coisa Certa. Lançado em 1989, o longa mostra os conflitos raciais no bairro do Brooklyn, em Nova York. Nos créditos, o cineasta homenageia seis pessoas que haviam sido mortas por racismo - cinco delas haviam sido vítimas de violência policial.

Viviane Ferreira

Foi elogiada pelos curtas Dê sua ideia, debata; Festa da Mãe Negra; Marcha Noturna e Peregrinação. Mas marcou o seu nome na história ao se tornar a segunda diretora negra a dirigir um longa metragem no Brasil com Um Dia Com Jerusa, um filme (derivado de um curta de Ferreira com o mesmo título) sobre o encontro de duas gerações de mulheres negras, ambas lutando contra a solidão em ambientes urbanos.

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.