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1ª vacina de RNA brasileira começa a ser testada em humanos; saiba os detalhes

·2 min de leitura

A Fase 1 dos estudos clínicos para a primeira vacina de RNA brasileira contra a covid-19 começaram nesta quinta-feira (13). Oficialmente, o potencial imunizante recebe o nome de RNA MCTI CIMATEC HDT e será testado na Bahia, em 90 voluntários de 18 a 55 anos.

“É importante para o país ter soberania, autossuficiência e independência na produção de itens tão importantes para a vida dos brasileiros”, afirmou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, durante o evento em que as primeiras doses da vacina experimental foram aplicadas.

A pesquisa é conduzida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI CIMATEC) - Brasil. Além disso, conta com a parceria da biofarmacêutica norte-americana HDT Bio Corp, da RedeVírus MCTI e do MCTI.

Testes da vacina de RNA brasileira

Na Bahia, testes com a primeira vacina de RNA brasileira em humanos começaram (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)
Na Bahia, testes com a primeira vacina de RNA brasileira em humanos começaram (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)

Durante a Fase 1, os pesquisadores definirão a dosagem adequada e o regime de doses que deve estimular a melhor a resposta durável de anticorpos que neutralizam o SARS-CoV-2 no organismo.

“Vamos, agora, medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes”, explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina.

De acordo com o cientista, a primeira fase do estudo deve ser concluída em três meses. Na fase 2, a equipe espera testar a fórmula em cerca de 400 voluntários e buscará definir a eficácia e segurança do imunizante. Caso os testes avancem conforme o esperado, em cerca de um ano a potencial vacina de RNA poderá ser disponibilizada para os brasileiros na luta contra a covid-19.

Como funciona a fórmula brasileira?

A potencial vacina brasileira é composta por duas partes, misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA), e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion. Esta parte é responsável por a proteger a molécula do repRNA e fazer o transporte até as células alvo no organismo humano.

Nas células humanas, o repRNA deve ser reconhecido como RNA mensageiro (mRNA) pelos ribossomos — estruturas que produzem as proteínas —, ou seja, uma espécie de receita para a futura proteção contra a covid-19.

A partir do contato com o repRNA, os ribossomos aprendem a fabricar proteínas específicas do coronavírus. Estas são expostas ao sistema imunológico e, dessa forma, o organismo aprende a identificar fragmentos do vírus da covid-19 como agentes invasores, produzindo anticorpos contra a doença.

Fonte: Canaltech

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