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1º foguete da Coreia do Sul é lançado com sucesso mas falha ao alcançar a órbita

·3 min de leitura

A Coreia do Sul realizou, nesta quinta-feira (21), o teste de lançamento do foguete Nuri, seu primeiro veículo totalmente produzido em território nacional, a partir do Centro Espacial de Naro. No entanto, uma falha no terceiro estágio do lançador o impediu de alcançar a órbita programada. O voo também serviria para testar um sistema de entrega de carga útil como parte das ambições sul-coreanas de desenvolver seu próprio programa de lançamento de satélites.

Com 46 metros de altura, o foguete Nuri possui três estágios e, no teste, ele teria como objetivo entregar uma carga útil fictícia — um bloco de aço inoxidável e alumínio com 1,5 toneladas — a uma órbita de 598 a 799 km de altitude. O lançamento foi adiado por uma hora, pois, segundo a equipe de engenheiros, foi necessário mais tempo para verificar se as válvulas do foguete estavam nos conformes.

Além disso, havia a preocupação de que ventos fortes e outras condições meteorológicas locais prejudicassem o sucesso do lançamento. De acordo com o Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia (KARI, na sigla em inglês), que é a agência espacial da Coreia do Sul, levariam 30 minutos para confirmar se o Nuri entregou corretamente a carga útil na órbita estabelecida. A KARI informou que o voo ocorreu normalmente até que, oito minutos após o lançamento, uma falha no terceiro estágio o desligou antes do tempo, deixando o foguete sem força suficiente para atingir uma velocidade orbital.

O primeiro estágio do foguete estava programado para amerrissar (nome dado ao pouso que ocorre no oceano) ao sudeste do Japão. Já o segundo estágio deveria cair numa área próximo ao leste das Filipinas — aproximadamente 2.800 km de distância de seu local de partida. O terceiro estágio seria o responsável por transportar a carga útil e entregá-la à órbita. Tanto o foguete quanto a carga útil alcançaram uma altitude de 700 km, mas sem atingir a órbita. Apesar da frustração, os dados obtidos no teste serão cruciais para aperfeiçoamentos posteriores no sistema.

(Imagem: Reprodução/KARI)
(Imagem: Reprodução/KARI)

Desde a década de 1990, os sul-coreanos dependem da tecnologia de outros países para lançar seus satélites. Para o país, desenvolver seu próprio sistema de lançamento e entrega de cargas úteis será fundamental para cumprir as metas nacionais de enviar novos satélites de comunicação e de inteligência militar. Se tudo ocorrer conforme o planejado, a Coreia do Sul será a décima nação a conquistar tal autonomia. Além disso, a agência espacial KARI pretende enviar uma sonda à Lua até 2030.

O Nuri é o primeiro lançador espacial totalmente construído pela tecnologia sul-coreana e possui cinco motores de foguete da classe de 75 toneladas, instalados em seu primeiro e segundo estágio. Os engenheiros da KARI planejam outros testes com o Nuri e o próximo está previsto para maio de 2022, ainda com uma carga útil fictícia. A Coreia do Sul já havia testado outro lançador, chamado Naro, mas uma série de falhas o tirou de cena.

A KARI informou que será criado um comitê para analisar a real causa da falha no terceiro estágio do foguete Nuri. Após o lançamento, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que acompanhou o evento, parabenizou a equipe pela fabricação do lançador nacional. "Acredito que seja muito significativo termos enviado nosso Nuri e o satélite fictício a 700 quilômetros acima da Terra”, acrescentou Jae-in.

Por enquanto, o foguete Nuri é um sistema movido por propelentes líquidos e, portanto, ele precisa ser reabastecido pouco antes de seu lançamento. No entanto, a Coreia do Sul planeja desenvolver outro lançador baseado em combustível sólido até 2024, garantindo um voo mais rápido e econômico ao país.

Fonte: Canaltech

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