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1 em cada 3 pessoas em SP diz ter familiar vítima de fraude bancária, aponta Datafolha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um em cada três moradores do estado de São Paulo tem um familiar próximo que já sofreu fraude bancária ou teve dinheiro desviado da conta.

De acordo com pesquisa Datafolha feita no fim de junho, 33% dos entrevistados dizem conhecer alguém nessa situação. Contudo, a maioria (65%) nunca teve alguém da família vítima desse tipo de golpe.

O Datafolha ouviu 1.806 pessoas em 61 municípios de São Paulo, entre os dias 28 e 30 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os mais jovens foram os que mais disseram ter familiares nessa situação. Dos entrevistados entre 16 e 24 anos, 43% conhecem alguém que sofreu fraude bancária. O mesmo percentual foi visto entre as pessoas com ensino médio completo.

A incidência do problema também parece ser mais frequente na capital do que no interior do estado. Dos moradores da cidade de São Paulo, 40% dizem conhecer alguém da família que teve dinheiro desviado ou sofreu fraude bancária.

Na região metropolitana (que engloba a capital e os demais municípios), esse número cai para 38%. Já no interior do estado, apenas 28% dos entrevistados dizem ter um familiar que passou por essa situação.

Durante a pandemia, uma maior parcela da população precisou usar os meios digitais para realizar procedimentos bancários, como transferências e pagamentos de contas.

O processo de bancarização com o auxílio emergencial também ajudou a criar um cenário mais propício para fraudes.

Nesse contexto, as tentativas de golpes explodiram. Só em maio de 2022, 331 mil pessoas foram vítimas de tentativas de fraude no Brasil, de acordo com o Indicador Serasa Experian que mapeia essas ações. O número representa uma tentativa a cada 8 segundos.

De acordo com o levantamento, o principal alvo dos fraudadores foi o segmento de bancos e cartões, com 53% do total de investidas.

Além da frequência, a diversidade de fraudes também cresceu. Criminosos usam desde anúncios de vagas de empregos até golpes envolvendo o Pix para desviar dinheiro da conta das vítimas.

Outro crime que ficou mais recorrente nos últimos meses é o "golpe do limpa tudo", que mistura os ambientes digital e físico.

Nesses casos, após roubar ou furtar o celular da vítima, os criminosos conseguem descobrir as senhas de aplicativos de bancos e demais instituições financeiras para fazer transações e levar todo o dinheiro.

Minoria diz ter sofrido golpe Apesar do crescimento nas ocorrências de crimes cibernéticos, a maioria dos entrevistados pelo Datafolha (84%) dizem que nunca sofreram fraude bancária ou tiveram dinheiro desviado de uma conta.

Entre os 16% que já passaram por tal situação, mais da metade conseguiu receber a quantia de volta. E apenas 3% dizem que o crime aconteceu após ter o celular roubado.

Segundo a pesquisa, a maior parcela das vítimas (22%) tinha entre 35 e 44 anos. A segunda faixa etária com maior recorrência desses crimes foi a com pessoas com mais de 60 anos. Nesse grupo, 18% disseram ter sofrido alguma fraude.

Observando o recorte de renda, a incidência cai de acordo com o salário. Entre os entrevistados que recebem mais de dez salários mínimos (acima de R$ 12.120), 26% já foram vítimas. É o grupo com mais casos, seguido das pessoas que ganham entre cinco e dez salários mínimos (21%), o que corresponde a uma faixa entre R$ 6.060 e R$ 12.120. Na sequência, com 17%, estão os com renda entre dois e cinco pisos (entre R$ 2.424 e R$ 6.060) e os que ganham menos de dois salários mínimos representam 14%.

Como evitar golpes e fraudes bancárias Em algumas situações, a vítima de crime financeiro consegue ter o dinheiro de volta. Nos casos envolvendo o Pix, por exemplo, o cliente pode pedir via mecanismo especial de devolução.

Para isso, é preciso registrar um boletim de ocorrência e avisar imediatamente a instituição pelo canal de atendimento oficial, como SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) ou Ouvidoria.

No entanto, a melhor estratégia é se prevenir. Algumas dicas para reforçar a segurança são: proteger senha do aplicativo do banco e não anotar em papel; diminuir o valor que pode ser transferido via Pix; conferir os dados de quem vai receber a transferência; não clicar em links suspeitos para cadastrar ou fazer pagamentos; suspeitar de benefícios, descontos e e pedidos de transferência de valores pelo Pix.

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