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1º caso da subvariante da ômicron XBB.1.5 é identificado no Brasil

A Dasa, rede de saúde integrada brasileira, divulgou na última quinta-feira (5) ter identificado o primeiro caso da subvariante XBB.1.5 no Brasil. A nova cepa da ômicron foi traçada a um paciente de Indaiatuba, no interior de São Paulo, e teria sido coletada ainda em novembro de 2022.

O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo já foi avisado do caso pela Dasa, segundo a própria rede, que guarda a amostra no Gisaid, repositório mundial que abriga os sequenciamentos das variantes da covid-19. A XBB.1.5 já foi identificada em 29 países, possivelmente em circulação em outros lugares ainda sem detecção. Nos EUA, ela já é dominante, representando 40% dos casos de infecção.

A identificação da subvariante XBB.1.5 foi realizada pela rede de saúde brasileira Dasa, com amostras de paciente coletadas em novembro de 2022 (Imagem: Sabrina Belle/Pixabay)
A identificação da subvariante XBB.1.5 foi realizada pela rede de saúde brasileira Dasa, com amostras de paciente coletadas em novembro de 2022 (Imagem: Sabrina Belle/Pixabay)

Chegada da XBB e XBB.1.5 no Brasil

A paciente infectada em questão tem 54 anos e, por enquanto, representa o único caso da XBB.1.5 identificado no país. Ela veio, como o nome indica, da subvariante XBB, da ômicron, que surgiu no Reino Unido em setembro de 2022 e sendo identificada em Pernambuco em novembro. Também foram detectadas a XBB.1 e a CK.2.1.1 no Brasil, no mesmo período.

A prefeitura do município de origem comentou que a Secretaria Municipal de Saúde local ainda não recebeu uma notificação oficial acerca do caso, talvez pela distância entre a coleta e a identificação da subvariante. Mesmo assim, a instituição buscará informações sobre a pesquisa, cujo resultado também foi confirmado por um laboratório particular.

Apesar da XBB.1.5 escapar melhor do sistema imunológico, as vacinas ainda protegem contra casos mais graves da doença (Imagem: YuriArcursPeopleimages/Envato)
Apesar da XBB.1.5 escapar melhor do sistema imunológico, as vacinas ainda protegem contra casos mais graves da doença (Imagem: YuriArcursPeopleimages/Envato)

Embora a subvariante seja a mais transmissível até agora, novos sintomas não foram detectados, e ela segue sendo semelhante a um resfriado. A principal vantagem em relação a outras cepas é sua capacidade de evadir o sistema imune, ou seja, uma vez no corpo, ela infectará células com facilidade. Por isso, o uso de máscaras ainda é eficiente em frear infecções, mas também não se dispensa o uso de vacinas, que evitam casos mais graves de covid-19.

Fonte: Canaltech

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