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Último dia das legislativas na Rússia, com repressão das estratégias da oposição

·2 minuto de leitura
Mulher vota para as eleições legislativas em Moscou (AFP/Yuri KADOBNOV)

Os russos votam, neste domingo (19), no último dos três dias das eleições legislativas, nas quais a maioria dos opositores ao Kremlin não pôde participar e o partido do presidente Vladimir Putin prevê conservar sua maioria no Parlamento.

A votação, na qual o partido no poder, Rússia Unida, deve vencer, ocorre depois de uma intensa onda repressiva contra a oposição, incluindo a prisão do crítico de Putin mais conhecido, Alexei Navalny, de 45 anos, cuja organização foi classificada como "extremista".

Antes da votação do fim de semana, os principais aliados de Navalny foram detidos ou fugiram do país e todos que estavam associados ao seu grupo não foram autorizados a disputarem a eleição parlamentar.

Cerca de 108 milhões de russos podem votar até este domingo às 15h00 (horário de Brasília), para renovar os 450 mandatos de deputados da Duma, câmara baixa do Parlamento, atualmente dominada pelo Rússia Unida. Às 08h30, a participação superava 40%, segundo a Comissão Eleitoral.

Além de apagar a oposição, essas eleições também foram repletas de denúncias de censura e fraude.

Neste domingo, o observador eleitoral independente Golos recebeu mais de 3.850 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais. As autoridades classificaram Golos como um "agente estrangeiro".

Por outro lado, no início da votação na sexta-feira, as empresas Apple e Google eliminaram o aplicativo "voto inteligente" de Navalny, que informava seus apoiadores sobre quais candidatos votar para derrotar os aspirantes alinhados com o Kremlin.

Fontes próximas à decisão da Google e Apple disseram à AFP que fizeram isso sob pressão das autoridades russas, que ameaçaram prender os funcionários locais dos gigantes tecnológicos.

O aplicativo de mensagens Telegram também eliminou o aplicativo de Navalny na sexta-feira.

Pessoas próximas de Navalny acusaram Google e Apple de "cederem à chantagem do Kremlin".

Neste domingo de manhã, a Google também bloqueou o acesso a outros conteúdos com essas instruções eleitorais: dois vídeos publicados no Youtube - propriedade da Google - e duas listas publicadas no Google Docs.

A equipe de Navalny reagiu publicando um vídeo semelhante no Youtube e cópias de listas no Google Docs. No Twitter, deu instruções para baixar uma rede privada virtual (VPN) que permita evitar os bloqueios.

Neste domingo, o opositor pediu novamente aos seus compatriotas que votem seguindo suas instruções.

"Hoje seu voto tem realmente importância", publicou nas redes sociais. "Votem e convençam os outros a votarem. Não sejam preguiçosos, por favor".

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