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Ômicron torna aumento dos juros pelo BOE ainda mais incerto

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- A variante ômicron do coronavírus pode adicionar incerteza suficiente ao cenário econômico do Reino Unido ao ponto de adiar o aumento dos juros amplamente esperado neste mês.

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A decisão do Banco da Inglaterra em 16 de dezembro já era considerada difícil, e a nova cepa superou o mercado de trabalho como a variável mais importante que deve ditar o ritmo da recuperação.

O governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reforçou restrições para viagens e voltou a exigir o uso de máscaras em público. Por isso, aumenta a preocupação de que o temor da nova variante possa minar a confiança e representar mais um obstáculo para a economia. Esse novo fator desvia a atenção da inflação, que está bem acima da meta de 2% do BOE e parecia colocá-lo a caminho de ser o primeiro grande banco central a elevar os juros desde o início da pandemia.

“A economia atual diz que estamos prontos para o aumento” dos juros, disse Karen Ward, estrategista-chefe de mercado para a Europa na JP Morgan Asset Management. “A questão é: esperam para avaliar os riscos? Eu diria que sim. Provavelmente é certo esperar.”

No entanto, o maior número de casos não deve atrasar automaticamente o aumento da taxa de juros. E a decisão do BOE vai depender de um debate global sobre como os bancos centrais devem responder à inflação - e quanto dos ganhos nos preços ao consumidor são transitórios.

“Se virmos nas próximas duas semanas que (a ômicron está) esteve presente e fez parte do aumento das infecções, mas que os vacinados não estão ficando doentes, devem prosseguir com o aumento da taxa”, disse Ward.

Steffan Ball, economista do Goldman Sachs, diz que a ômicron dificultou a decisão, embora ainda aposte em mudança neste mês. Se o governo introduzir mais restrições ou se houver evidências de que as vacinas são ineficazes contra a nova variante, “é possível que o BOE adie o aumento para fevereiro”.

Autoridades do BOE, sob o comando de Andrew Bailey, já se mostraram dispostas a esperar até que o cenário fique mais claro antes de elevar as taxas. Em novembro, o banco central britânico disse que queria ver como o mercado de trabalho havia absorvido o fim do plano de licença do governo antes de agir. Isso mesmo com dados não oficiais indicando que o programa havia sido concluído sem causar aumento do desemprego, o que sugere certo grau de aversão ao risco entre as autoridades.

A nova cepa do coronavírus apresenta questões que levarão mais tempo para serem respondidas, como a gravidade do vírus e se as vacinas existentes são eficazes para combatê-lo. Se os imunizantes não evitarem a infecção, mas de fato protegerem contra quadros graves de Covid, o Reino Unido pode conviver com um número maior de casos. Esses problemas podem levar semanas para serem resolvidos, o que obscurece as perspectivas do próximo ano.

Até agora, há poucos casos registrados da variante, sem informações suficientes para avaliação. Autoridades do governo britânico dizem que os dados da África do Sul, onde o surto é maior, podem não ser confiáveis porque a população no país africano é mais jovem e mais imunidade foi adquirida naturalmente. No Reino Unido, a maior parte da imunidade é proveniente das vacinas.

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