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Ômicron: reforço da vacina da Moderna turbina anticorpos em 83x

·2 min de leitura

Um novo estudo aponta que a dose de reforço da vacina da Moderna aumenta em 83 vezes a concentração de anticorpos neutralizante no sangue, o que pode impedir ou tornar mais leve infecções da variante Ômicron (B.1.1.529) do coronavírus SARS-CoV-2. A descoberta reforça a importância da terceira dose contra a covid-19.

Durante a pesquisa — ainda não revisada por pares e nem publicada numa revista científica —, os pesquisadores da empresa de biotecnologia norte-americana observaram que meia dose da vacina oficial (50 microgramas) aumentou o nível de anticorpos em 37 vezes contra a Ômicron.

Agora, a dose completa (100 microgramas) é responsável por fornecer o máximo de proteção contra as variantes do coronavírus. Isso porque a dose extra aumenta os níveis de anticorpos em 83 vezes. Ambas as concentrações de reforço produziram reações adversas semelhantes ao que já foi observado durante as duas primeiras doses.

Reforço da vacina da Moderna aumenta em 83 vezes a concentração de anticorpos contra a Ômicron (Imagem: Reprodução/E_mikh/Envato)
Reforço da vacina da Moderna aumenta em 83 vezes a concentração de anticorpos contra a Ômicron (Imagem: Reprodução/E_mikh/Envato)

Vale lembrar que os resultados foram medidos em laboratório e, dessa forma, não captam toda a complexidade da resposta do sistema imunológico — como as células T de memória —, apenas a concentração dos anticorpos. Este é considerada uma das primeiras defesas do corpo.

No momento, ainda se espera que o esquema com duas doses possa prevenir doenças graves na maioria das pessoas, mas a ideia do reforço é turbinar essas proteções. Por exemplo, a farmacêutica Pfizer anunciou que a terceira dose melhora as proteção contra a Ômicron.

Testes da Moderna contra a Ômicron continuam

Além da vacina original, a Moderna testa reforços “multivalentes”. Estas são vacinas com o mRNA (RNA mensageiro) adaptado contra variantes já conhecidas, como a Beta (B.1.351) e a Delta (B.1.671.2) — inclusive, algumas das mutações dessas cepas são compartilhadas pela Ômicron. Segundo a empresa, o reforço também aumentou consideravelmente a concentração de anticorpos neutralizantes entre os voluntários.

No entanto, a empresa deve concentrar os esforços, de curto prazo, em doses extras da vacina original, já que são mais simples de serem produzidas e distribuídas. Em paralelo, um reforço específico contra a Ômicron é esperado para o início do próximo ano e este eventualmente poderá ser incluído em uma dose multivalente.

“Para responder a esta variante altamente transmissível, a Moderna continuará a avançar rapidamente [na busca por] um candidato a reforço específico contra a Ômicron para testes clínicos, caso seja necessário no futuro”, afirmou Stéphane Bancel, CEO da Moderna.

Fonte: Canaltech

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