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Ômicron pode pressionar inflação e agravar falhas na cadeia de suprimentos global, diz OCDE

·3 min de leitura

RIO — O surgimento da nova variante sul-africana Ômicron pode agravar falhas no suprimento de peças, pressionar a inflação e pôr o freio na retomada econômica global. O alerta consta em relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolimento Econômico (OCDE), que reúne alguns dos países mais ricos do mundo, divulgado nesta quarta.

A nova variante traz incerteza devido ao receio de que medidas restritivas, que comprometem o aquecimento das economias locais, voltem com força.

Segundo o órgão, a política prioritária deve ser uma ação coordenada para garantir acesso a vacinas contra a Covid-19 em escala global que, além de evitar o surgimento de novas cepas, facilitaria a retomada das atividades econômicas.

O comprometimento com um programa de vacinação global poderia, de acordo com a OCDE, ajudar a enfrentar alguns gargalos, como o desabastecimento de peças para a indústria, por dar novo vigor a empresas e impedir novos fechamentos de fronteiras.

"Manter a recuperação forte e nos trilhos implica lidar com um número de desequilíbrios mas, acima de tudo, significa gerenciar a crise sanitária por meio de uma melhor coordenação internacional, melhorando sistemas de saúde e significativamente intensificar programas de vacinação pelo mundo", afirma Cormann.

No Brasil, energia pressiona inflação

O cenário instável levou a OCDE a aumentar previsões de inflação para países do G-20, bloco que reúne as 20 maiores economias do planeta, de 3,9%, no relatório divulgado em setembro, para 4,4%. O movimento de correção das expectativas para a inflação vem levando bancos centrais de várias nações a elevarem os juros.

No Brasil, os principais fatores que pressionam a inflação, elencados no documento, são o aumento no preço das commodities e o crescimento de custos logísticos e de transporte, que já levam empresas a pensarem em alternativas aos contêineres. O texto não cita previsões de inflação para o Brasil.

No cenário interno, o relatório menciona como pressões as altas tarifas energéticas, decorrente da crise hídrica, e o consumo reprimido, que leva a uma inflação de demanda, principalmente no setor de serviços.

Para conter a inflação, o órgão aponta o aperto da política monetária, a aprovação de reformas fiscais, que aumentariam a confiança do mercado no governo para manter as finanças sustentáveis.

Revisão para baixo do PIB brasileiro

A OCDE também revisou as previsões de crescimento da economia brasileira. No caso do Brasil, as estimaticas para o PIB caíram de 2,3% em 2022, no relatório divulgado em setembro, para 1,4%, no documento divulgado nesta quarta. Para 2021, também houve revisão para baixo, de 5,2% para 5%.

O avanço da vacinação e a valorização das commodities, apontados no relatório como principais fatores que movimentam a recuperação brasileira, no entanto, se contrapõem ao impacto dos gargalos macroeconômicos, menor poder de compra da população, alta taxa de juros e cenário político incerto.

Por outro lado, os principais freios do crescimento econômico levantados no relatório são a crise de desabastecimento, que afeta principalmente a produção industrial, e a inflação galopante, que retrai os setores de varejo e serviços, que ensaiam recuperação com a flexibilização das restrições tomadas para conter a Covid-19.

Para a economia global, a OCDE revisou a expansão do PIB levemente ppara baixo, de 5,7% para 5,6% em 2021. Para 2022, o índice permaneceu inalterado em 4,5%.

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