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Ômicron eleva pelo menos duas vezes risco de contágio em voos

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Passageiros aéreos têm duas ou até três vezes mais probabilidade de pegar Covid-19 durante um voo desde a identificação da variante ômicron, segundo o principal consultor médico para companhias aéreas globais.

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A nova cepa é altamente contagiosa e se tornou dominante em questão de semanas, sendo que agora responde por mais de 70% de todos os novos casos apenas nos Estados Unidos. Embora filtros de ar com qualidade hospitalar em aviões modernos reduzam muito o risco de infecção em aviões do que em ambientes com aglomerações em terra firme, como shoppings, a ômicron se espalha em alta velocidade justo quando mais pessoas embarcam para as festas de fim de ano.

A classe executiva pode ser mais segura do que a econômica, geralmente mais cheia, disse David Powell, consultor médico da Associação Internacional de Transporte Aéreo, que representa quase 300 operadoras ao redor do mundo. Como antes, passageiros devem manter o distanciamento e evitar superfícies que são tocadas com frequência. Além disso, pessoas sentadas perto umas das outras devem tentar não retirar a máscara ao mesmo tempo durante as refeições, disse.

Powell, ex-diretor médico da Air New Zealand, conversou com a Bloomberg News na terça-feira sobre viagens aéreas durante a pandemia. Confira trechos editados da entrevista:

Quais são os riscos de infecção durante um voo?

Qualquer que fosse o risco com a delta, teríamos que assumir que o risco seria duas a três vezes maior com a ômicron, assim como vimos em outros ambientes. Qualquer que seja esse baixo risco - não sabemos qual -, no avião deve ser elevado em proporção semelhante.

O que passageiros devem fazer para minimizar os riscos?

Evitar superfícies de contato comum, higienizar as mãos sempre que possível, máscara, distanciamento, procedimentos de embarque controlado, tentar evitar contato cara a cara com outros clientes, tentar evitar ficar sem máscara durante o voo para serviços de refeições e bebidas, exceto quando realmente necessário. O conselho é o mesmo, só que o risco relativo provavelmente aumentou, assim como o risco relativo de ir ao supermercado ou pegar ônibus aumentou com a ômicron.

E a questão das máscaras na hora das refeições?

Para um voo de duas horas, é muito fácil dizer: ‘Use a máscara o tempo todo.’ Mas, se for um voo de 10 horas, torna-se pouco razoável pedir às pessoas que não comam e bebam. O que a maioria das companhias aéreas tem feito é encorajar, mas não insistir, que os clientes tentem diminuir um pouco os períodos de retirada da máscara.

Simplificando, duas pessoas com máscara têm transmissão mínima de uma para a outra. Se uma delas tirar a máscara, essa pessoa corre risco maior de transmitir e um risco ligeiramente maior de receber. Mas, se as duas retirarem, obviamente não haverá nenhuma barreira e será possível transmitir livremente de uma para outra.

Seria mais seguro não viajar de avião?

A maior proteção é se vacinar e receber reforço. A proteção de uma máscara extra ou de um tipo diferente de máscara, ou de não voar, francamente, é provavelmente menor do que o benefício que você obteria apenas por estar totalmente vacinado e com reforço. Começa a aparecer uma espécie de regra prática, segundo a qual, essencialmente, com a ômicron você perde uma dose de vacina de benefício. Portanto, duas doses contra a ômicron significam proteção semelhante a uma dose contra a delta. Isso não está estabelecido na ciência exata, mas parece correlacionar-se aproximadamente com o que está surgindo nos estudos.

Quais conselhos para famílias com crianças?

O risco de casos graves entre crianças pequenas ao viajar é baixo, simplesmente porque o risco de Covid grave é muito baixo para crianças. É uma das perguntas não respondidas com a ômicron. O risco não é tão alto para elas. O risco é que elas possam estar levemente infectadas, sem saber, e potencialmente contagiar outros durante a viagem. E isso é um risco. É difícil fazer com que mantenham a máscara. Quanto menores, mais será difícil.

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