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Ômicron BQ.1 não tem relação com aumento de casos de covid no Amazonas

Nos últimos dias, o estado do Amazonas confirmou o primeiro caso da subvariante Ômicron BQ.1, cepa associada com o aumento de casos da covid-19 na Europa e nos Estados Unidos. Em paralelo, os amazonenses enfrentam alta no número de novos diagnósticos da infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2. Apesar da coincidência, os dois fatos não estão relacionados.

“Como estamos vendo, existe um aumento de casos no Amazonas, que não está associado até o momento com o avanço da BQ.1 e, sim, da sublinhagem BA.5.3.1”, explica o virologista Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em comunicado.

Vale observar que, no momento, a cepa BA.5.3.1 ainda não recebeu uma designação própria e, por isso, este termo longo ainda é usado. A BQ.1 também é uma sublinhagem da BA.5, mas o nome já foi encurtado para facilitar a comunicação.

Por que a Ômicron BQ.1 não é responsável pelo aumento de casos no Amazonas?

Ômicron BQ.1 não é responsável pelo aumento de casos da covid-19 no Amazonas, segundo especialista da Fiocruz (Imagem: IciakPhotos/Envato)
Ômicron BQ.1 não é responsável pelo aumento de casos da covid-19 no Amazonas, segundo especialista da Fiocruz (Imagem: IciakPhotos/Envato)

No momento, o pesquisador da Fiocruz Amazônia descarta a hipótese de que a nova alta de casos da covid-19 no Amazonas esteja relacionada com a sublinhagem Ômicron BQ.1. A questão fica explícita quando se observa os dados da vigilância genômica no estado.

Até o dia 21 de outubro, a sublinhagem BA.5.3.1correspondia a 94% dos casos sequenciados no Amazonas. Por outro lado, a BQ.1 foi confirmada em apenas uma análise, ou seja, ainda não se disseminou na região ao ponto de provocar um possível aumento de casos.

Casos da covid estão mais graves?

Apesar da BQ.1 e da BA.5.3.1 serem cepas diferentes, ambas descendem da Ômicron original. Como tal, algumas mutações e dados preliminares sobre ambas indicam que não devem provocar um aumento no número de casos graves da infecção.

“Essa é a informação mais importante no momento. Precisamos continuar monitorando para ver como vai se comportar a curva de casos nas próximas semanas, mas, felizmente, não temos aumento de casos graves. Isso mostra que a imunidade adquirida pela população, principalmente por meio da vacinação, continua nos protegendo", pontua Naveca.

Agora, "é fundamental que aqueles que ainda não tomaram a segunda dose de reforço procurem um posto de vacinação”, orienta o especialista. No caso da pessoa ser imunossuprimida, em algumas cidades, a quinta dose contra a covid-19 já está disponível.

Fonte: Canaltech

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