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Órgão técnico do governo contraria Bolsonaro e diz que crise energética requer atenção

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento sobre o patrocínio da Caixa ao esporte brasileiro, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento sobre o patrocínio da Caixa ao esporte brasileiro, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O grupo emergencial criado pelo governo para monitorar a crise hídrica afirmou, em nota, nesta sexta-feira (15) que “apesar do aumento das chuvas, a situação ainda requer atenção”.

A avaliação da Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética) contraria a declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, nesta quinta (14), traçou um cenário otimista para o setor após as recentes chuvas no país.

Bolsonaro disse ainda que irá determinar ao ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) a volta ao normal da atual bandeira tarifária —que tem gerado aumento na conta de luz.

Para o grupo de monitoramento, houve aumento de chuvas, principalmente na região Sul, e há perspectiva positiva no Centro-Oeste e no Sudeste. Mesmo assim, o órgão técnico apontou dificuldades para a solução da crise hídrica.

Um exemplo citado pela Creg, que é liderada pelo Ministério de Minas e Energia, é a atual condição do solo “bastante seco, e, portanto, maiores dificuldades de transformação das chuvas em vazões, ou seja, em volumes significativos de água que chegam nos reservatórios do país”.

Em meio à declaração de Bolsonaro, o Ministério de Minas e Energia irá se reunir na próxima quinta (21) com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) para discutirem os cenários para a bandeira tarifária no país. O encontro já estava previsto antes das declarações de Bolsonaro.

A Creg, em reunião nesta sexta, decidiu prorrogar medidas extraordinárias de combate à crise hídrica, como a flexibilização de regras para as usinas hidrelétricas Jupiá e Porto Primavera até fevereiro de 2022.

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