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Índice de Preços ao Produtor sobe e tem maior alta desde janeiro de 2014, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas
·3 minutos de leitura

O IPP passou a acumular agora alta de 10,80% no ano Christopher Burns/unsplash O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede preços da indústria extrativa e de transformação, foi de 3,28% em agosto, um pouco acima da taxa de julho, quando registrou uma alta de 3,22%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. A taxa de agosto é a maior alta desde janeiro de 2014, início da série histórica. Trata-se do décimo terceiro mês de alta do indicador, que mede a variação de preços de produtos na “porta das fábricas”, sem impostos e frete. Foi ainda a primeira vez que todas as 24 atividades pesquisadas apresentaram alta nos preços. O IPP passou a acumular agora alta de 10,80% no ano e aumento de 13,74% em 12 meses. O indicador mede a variação dos preços dos produtos na “porta das fábricas”, sem impostos e frete, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Considerando apenas a indústria extrativa, houve alta de 8,43% em agosto, depois da alta de 14,46% em julho. Já a indústria de transformação registrou aumento de 3% no IPP de agosto, frente a uma alta de 2,67% em julho. Os preços que mais contribuíram para a inflação de agosto foram dos alimentos, com alta de 4,07% no mês, contribuindo com 1 ponto percentual para o resultado do índice de agosto, que mostrou alta de 3,28%. Outras atividades com impacto relevante para o IPP foram refino de petróleo e produtos de álcool (alta de 6,24%, contribuindo com 0,52 ponto). É o terceiro mês consecutivo de alta, refletindo reajustes de preços praticados pela Petrobras, que busca refletir cotações internacionais. Também houve impacto relevante nas indústrias extrativas (aumento de 8,43% no mês, contribuindo com 0,44 ponto). Das grandes categorias econômicas acompanhadas, os preços subiram 1,62% em bens de capital; 4,03% em bens intermediários; 0,60% em bens de consumo duráveis; e 2,94% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. O dólar e commodities pressionaram os preços O dólar e a valorização de commodities pressionaram os preços de bens industrializados no país e foram os principais responsáveis pela aceleração IPP. Essa pressão de preços no atacado vem, pouco a pouco, sendo repassado para o varejo e gerado revisões para a expectativa de índices ao consumidor de 2020, como o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial brasileira. A atividade de alimentação exerceu o principal impacto do mês. Segundo Manuel Campos Souza Neto, gerente do IPP, quatro produtos pesaram: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite esterilizado UHT longa vida. “O arroz e os produtos de soja são também influenciados pelos preços do mercado externo, pois também são exportados. A variação do dólar frente ao real no mês foi de 3,4% e de 32,9% no ano”, acrescentou o pesquisador.