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Índice europeu de ações cai 2,3% e vai à mínima em quase 2 anos com aumento de temor sobre recessão

Pedestre caminha em frente à Bolsa de Valores de Milão

Por Susan Mathew e Shreyashi Sanyal e Johann M Cherian

(Reuters) - As ações de energia e materiais básicos na Europa despencaram quase 6% nesta sexta-feira e empurraram um índice acionário geral da região para uma mínima em quase dois anos, após dados sombrios da zona do euro apontarem desaceleração econômica e aumentarem preocupações acerca dos movimentos agressivos contra a inflação por parte de bancos centrais.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 2,34%, a 390,40 pontos, o que levou suas perdas semanais para 4,4% --pior semana desde meados de junho.

Uma pesquisa mostrou que a desaceleração da atividade empresarial na zona do euro se intensificou neste mês, com a economia provavelmente entrando em recessão à medida que os consumidores controlam gastos em meio a uma crise de custo de vida.

O STOXX 600 cai 20% no ano e também está cerca de 20% abaixo dos recordes atingidos em janeiro.

As taxas de juros aumentaram acentuadamente ao longo da semana, com o Federal Reserve entregando sua terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual na quarta-feira e a Suíça na quinta-feira saindo da era dos juros negativos. O Banco da Inglaterra (BoE) elevou os juros em 0,50 ponto percentual.

Como os preços do petróleo chegaram ao começo da tarde em quedas em torno de 5% por temores sobre a demanda, BP, TotalEnergies e Shell foram as que mais pesaram no STOXX 600, com recuos entre 4,9% e 7%. O índice de ações de empresas do setor de mineração registrou sua pior sessão em cinco meses, com a queda dos preços dos metais. [MET/L] [GOL/][O/R]

Todos os principais setores encerraram em território negativo. Os papéis de bancos perderam 3,6%, com o Credit Suisse num mergulho de 12,4%, para uma mínima recorde.

O banco suíço procurou investidores em busca de dinheiro novo, segundo fontes, na quarta abordagem do tipo em cerca de sete anos, conforme a instituição tenta uma reformulação radical de seu banco de investimento.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,97%, a 7.018,60 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,97%, a 12.284,19 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 2,28%, a 5.783,41 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 3,36%, a 21.066,55 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 2,46%, a 7.583,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 3,37%, a 5.487,44 pontos.