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Índice da Construção Civil registra alta de 0,99% em agosto

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21-04-2021 - Prédio de alto padrão sendo construído na rua Astorga, na Vila Guilhermina, zona leste de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapres) ORG XMIT: AGEN2104211623048362
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21-04-2021 - Prédio de alto padrão sendo construído na rua Astorga, na Vila Guilhermina, zona leste de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapres) ORG XMIT: AGEN2104211623048362

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,99% em agosto. O resultado ficou 0,90 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de julho, quando registrou 1,89% e é a menor variação desde agosto de 2020. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa atingiu 22,74%, pouco acima dos 22,60% anotados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado de janeiro a agosto ficou em 14,61%. Em agosto de 2020, o índice foi 0,88%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações são da Agência Brasil.

Para o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, os indicadores acumulados continuam apresentando maiores valores e crescendo sucessivamente porque está ocorrendo a substituição de meses com menores índices de 2020. Oliveira acrescentou, no entanto, que o principal destaque em agosto é que esta é a menor taxa dos últimos 12 meses, chegando muito próxima a agosto de 2020. “A taxa de agosto foi muito impactada pela desaceleração nas altas da parcela dos materiais, sem destaque de nenhum produto”, explicou.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou para R$ 1.463,11, em agosto. Nesse valor, R$ 866,89 correspondem aos materiais e R$ 596,22 à mão de obra. Em julho havia ficado em R$ 1.448,78.

A parcela dos materiais apresentou variação de 1,62%, o que significa um recuo de 1,26 ponto percentual na comparação com o mês anterior, que teve alta de 2,88%. Em relação a agosto de 2020, de 1,60%, a taxa se manteve no mesmo patamar.

A parcela da mão de obra ficou com taxa de 0,08%, também apontando queda de 0,44 p.p. se comparado ao índice de julho (0,52%) e se manteve quase no mesmo patamar de agosto de 2020 (0,09%).

De acordo com Augusto Oliveira, alguns dissídios pesaram no resultado. “No caso da mão de obra, houve dissídios em Santa Catarina e no Ceará, estados que apresentaram as maiores taxas, 3,65% e 2,5% respectivamente. Os demais estados apresentaram variações próximas a 1%”, disse.

Os materiais alcançaram 22,03% no acumulado do ano e na mão de obra atingiu 5,33%.. Em 12 meses, os acumulados chegaram a 37,69% nos materiais e 6,03% na mão de obra.

A maior variação regional em agosto, de 1,71%, foi a da Região Sul, por causa do impacto da alta observada na parcela dos materiais em todos os estados e o acordo coletivo em Santa Catarina. Nas outras regiões, no Norte subiu 0,90%, no Nordeste 1,03%, no Sudeste 0,68% e no Centro-Oeste, 1,23%.

Já nos custos regionais, por metro quadrado, o Norte registrou R$ 1.413,47; o Nordeste R$ 1.378,49; o Sudeste R$ 1.526,39; o Sul R$ 1.547,75 e o Centro-Oeste R$ 1.424,02.

A maior variação mensal entre os estados foi em Santa Catarina, com alta de 3,65%, seguido pelo Ceará com 2,05%. O resultado sofreu pressão do reajuste na mão de obra previsto em convenção coletiva.

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