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Índice aponta avanço de serviços e indústria nos EUA, mas perspectiva fraca

Roberta Costa

Apesar da melhora, leitura preliminar do PMI é compatível com crescimento do PIB a taxa anual modesta, de 1,5% Os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA vieram melhores do que o esperado em novembro, segundo as prévias divulgadas nesta sexta-feira pela IHS Markit.

O PMI da indústria subiu para 52,2 neste mês, de 51,3 em outubro, acima do consenso de 51,3. No setor de serviços, o indicador subiu para 51,6, de 50,6, batendo o consenso de 51,0. O PMI composto, que reúne indústria e serviços, veio dentro do esperado, a 51,9, de 50,9. Leituras acima de 50,0 indicam expansão da atividade.

Segundo o economista-chefe de negócios da IHS Markit, Chris Williamson, “uma recuperação bem-vinda do PMI preliminar aumenta a evidência de que o pior da recente desaceleração da economia pode ter ficado para trás”.

A produção combinada dos setores de manufatura e serviços subiu em novembro à taxa mais rápida desde julho, impulsionada por melhores entradas de novos negócios, apontou Williamson.

“De forma encorajadora, as empresas contrataram funcionários novamente após dois meses de redução de pessoal, principalmente para ajudar a lidar com o aumento de pedidos em atraso.”

Na zona do euro, indústria patina e serviços desaceleram, mostram índices PMI

Em comunicado à imprensa, o economista acrescentou que “uma recuperação do crescimento da produção industrial para o maior patamar em dez meses é uma notícia especialmente positiva, ajudando a elevar o crescimento da atividade do setor de serviços em relação aos níveis mínimos recentes”.

Apesar da boa notícia, a IHS Markit diz que as expectativas futuras de negócios ainda estão bem abaixo dos níveis observados no início do ano, refletindo maior ansiedade em relação à guerra comercial e à incerteza geopolítica, além dos baixos números recentes de consultas aos clientes e da fraqueza dos volumes de novas vendas.

Assim, os números do PMI são compatíveis com um crescimento do PIB a uma taxa anual modesta de apenas 1,5% e com a criação média de aproximadamente 100 mil vagas por mês no mercado de trabalho, diz a empresa de pesquisa econômica.