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Índia vai tentar pousar nave na Lua mais uma vez em 2020

Felipe Junqueira

A Índia não desistiu de pousar uma nave na Lua após perder o contato com o módulo Vikram, da missão Chandrayaan-2, pouco antes da alunissagem. Além de uma parceria com o Japão para uma missão lunar em 2023, a ISRO (agência espacial indiana) anunciou uma segunda tentativa de pouso na Lua por conta própria para daqui 12 meses, em novembro de 2020.

A missão Chandrayaan-3 vai ter um projeto quase 100% novo de equipamentos e, como a sonda orbital da Chandrayaan-2 segue funcional, a ISRO pretende, com a Chandrayaan-3, enviar apenas um novo módulo de pouso com um rover em seu interior — o que era a proposta da missão anterior. Os engenheiros pensam em construir um “módulo destacável” para motores e combustível, que pode ser chamado de “módulo de propulsão”. Ele levará a sonda da parte externa da atmosfera terrestre até uma região próxima da Lua. A nova missão também terá menos manobras orbitais do que as seis realizadas pela Chandrayaan-2.

Não está claro ainda se a parceria com o Japão prevista para 2023 segue em pé, mas podemos imaginar que sim, já que ambas parecem ter objetivos diferentes. A Chandrayaan-3 inclusive, pode servir como mais um teste antes de tentar algo ainda mais ousado.

Lua vista pela sonda orbital da Chandrayaan-2

Muito se fala na parte fracassada da missão (a falha do módulo de pouso na alunissagem), mas a missão Chandrayaan-2 segue firme e forte com sua sonda na órbita da Lua. A ISRO demorou a liberar as primeiras imagens feitas pelo equipamento, mas já soltou algumas boas capturas da superfície lunar. Nesta quarta-feira (13), a agência divulgou a primeira imagem 3D de uma cratera do satélite natural da Terra.

Cratera de impacto da Lua em 3D (Imagem: ISRO)

A imagem foi capturada pela TMC-2 (Terrain Mapping Camera, ou “câmera de mapeamento do terreno”, em tradução livre). O instrumento é capaz de fazer capturas a 100 km de distância enquanto orbita a Lua. São capturadas três imagens em ângulos diferentes, que depois se combinam para formar um modelo de elevação em três dimensões. A intenção da ISRO é mapear toda a superfície lunar com esta técnica.

Fonte: Canaltech

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