Mercado abrirá em 5 h 50 min
  • BOVESPA

    119.297,13
    +485,13 (+0,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.503,71
    +151,51 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,09
    +0,91 (+1,51%)
     
  • OURO

    1.747,50
    -0,10 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    64.492,27
    +3.681,21 (+6,05%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.392,72
    +98,73 (+7,63%)
     
  • S&P500

    4.141,59
    +13,60 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    33.677,27
    -68,13 (-0,20%)
     
  • FTSE

    6.890,49
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    28.856,30
    +359,05 (+1,26%)
     
  • NIKKEI

    29.620,99
    -130,61 (-0,44%)
     
  • NASDAQ

    13.970,00
    -5,75 (-0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8422
    +0,0110 (+0,16%)
     

Índia vê disparada persistente de Covid-19, faltam vacinas

Neha Arora e Rajendra Jadhav
·2 minuto de leitura
Cartaz que informa sobre falta de vacinas contra Covid-19 em centro de vacinação em Mumbai, na Índia

Por Neha Arora e Rajendra Jadhav

NOVA DÉLHI (Reuters) - A Índia relatou um número recorde de 126.789 casos novos de Covid-19 nesta quinta-feira, e vários Estados mostram dificuldade para conter uma segunda disparada de infecções, queixam-se de falta de vacinas e exigem que as inoculações incluam pessoas mais novas.

As infecções diárias ultrapassaram a marca de 100 mil pela primeira vez na segunda-feira, e já superaram esta cifra três vezes desde então, as maiores elevações diárias do mundo.

O pico, atingido muito mais rápido do que a primeira onda do ano passado, pegou as autoridades de surpresa. O governo atribui o ressurgimento principalmente às aglomerações e à relutância de se usar máscaras desde que lojas e escritórios reabriram.

A Nova Zelândia suspendeu a entrada de todos os viajantes da Índia nesta quinta-feira, incluindo seus próprios cidadãos, durante cerca de duas semanas.

Com 12,9 milhões de casos, a Índia é o país mais atingido do mundo, só atrás de Estados Unidos e Brasil. As mortes aumentaram em 685 --o maior número em cinco dias-- e chegaram a 166.862, de acordo com dados do Ministério da Saúde do país.

Centros de vacinação de vários Estados, incluindo Maharashtra, o mais atingido, estão fechando cedo e rejeitando pessoas devido ao esgotamento dos suprimentos. O Estado de Odisha disse que fechou metade de seus postos de vacinação.

O ministro da Saúde de Maharashtra, Rajesh Tope, acusou o governo federal de alocar uma quantidade relativamente menor de doses ao Estado do que àqueles governados pelo partido do primeiro-ministro, Narendra Modi. Ele ainda disse que seu Estado estudará a precificação do remédio antiviral Remdesivir, citando uma escassez.

Um porta-voz do Ministério da Saúde federal não respondeu de imediato a um e-mail da Reuters pedindo comentário.

O governo federal negou qualquer escassez para o grupo prioritário de pessoas acima de 45 anos e de profissionais da linha de frente, acusando Estados de disseminarem o pânico.

Profissionais de saúde diante de um hospital governamental da cidade de Mumbai, a capital financeira da Índia, foram vistos rejeitando pessoas e instruindo-as a ligar para um telefone de assistência criado pelas autoridades municipais.

"Não sabemos quando voltaremos a ter estoque de vacina. Ela pode estar disponível hoje mais tarde, ou talvez amanhã", disse um deles.

(Por Neha Arora, Nallur Sethuraman, Rajendra Jadhav, Francis Mascarenhas e Devjyot Ghoshal)