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Pandemia lota crematórios na Índia e impulsiona investigação contra governo no Brasil

Redações da AFP no mundo
·5 minuto de leitura

Em uma Índia mergulhada em uma onda mortal de covid-19, crematórios estão transbordando e, em Nova Délhi, cadáveres são queimados em um estacionamento, enquanto no Brasil, antigo epicentro da pandemia, o Senado abriu nesta terça-feira (27) uma comissão para analisar o desempenho do governo em crise.

A situação nos dois países, entre os primeiros em número de mortes no mundo pelo vírus, contrasta com a dos Estados Unidos, que registrou mais mortes do que qualquer outro.

As autoridades de saúde anunciaram nesta terça-feira que os americanos vacinados não precisam mais usar máscara ao ar livre, exceto em multidões.

O presidente Joe Biden destacou "progresso impressionante" em face da pandemia, com casos e mortes em declínio.

Além disso, o governo flexibilizou as restrições de entrada de estudantes internacionais, inclusive brasileiros, para iniciar as aulas nas universidades.

Os Estados Unidos também prometeram enviar insumos para a Índia para a produção de vacinas, equipamentos de proteção, testes de diagnóstico rápido e respiradores.

A Índia, o segundo país mais populoso do planeta depois da China, é o atual epicentro da pandemia, com uma variante local ainda pouco identificada e registros globais sem precedentes de infecções.

Na segunda-feira, a Índia registrou um recorde mundial de 352.991 pessoas infectadas em um único dia e um recorde nacional de 2.812 mortos. Nesta terça, o país anunciou um número menor de óbitos em 24 horas, 2.771, mas ainda em níveis elevados.

Um reflexo disso é a queima de corpos em um estacionamento em Nova Délhi. "Começamos quando o sol nasce e as cremações continuam depois da meia-noite", relatou Sanjay, um sacerdote.

A situação na Índia é "mais do que desesperadora", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. A instituição enviou equipamentos essenciais ao país de 1,3 bilhão de habitantes.

Os profissionais da saúde e os familiares de pacientes buscam desesperadamente oxigênio, respiradores e leitos. Em Nova Délhi, a metrópole mais afetada do país, alguns percorrem os hospitais em riquixás com seus parentes doentes.

Além da ajuda prometida pelos Estados Unidos, Londres também prometeu suprimentos para sua ex-colônia, assim como Alemanha, França e Austrália, enquanto a União Europeia (UE) se comprometeu a dar "assistência".

O primeiro avião com ajuda médica para a Índia, com 100 respiradores e 95 concentradores de oxigênio britânicos, chegou nesta terça-feira a Délhi.

- Conexões aéreas suspensas -

O governo do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi é alvo de críticas por sua gestão da crise. A pedido do Executivo, o Twitter suprimiu dezenas de mensagens críticas.

A variante indiana da covid-19 ainda gera perguntas. A OMS destacou que ainda não sabe se a elevada mortalidade se deve a uma gravidade maior da variante, à pressão sobre o sistema de saúde pelo aumento de casos ou a uma combinação das duas.

A variante, já detectada na Bélgica, Suíça, Grécia e Itália, apareceu no momento em que vários países da Europa começaram a flexibilizar as restrições ou estudam adotar medidas nas próximas semanas.

Para evitar a propagação, a Austrália decidiu nesta terça-feira suspender até 15 de maio os voos procedentes da Índia, após decisões similares do Canadá, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia.

Já a Espanha irá impor a partir desta quarta-feira uma quarentena de dez dias para quem chega da Índia.

A Bélgica anunciou o fechamento de suas fronteiras a viajantes procedentes da Índia, Brasil e África do Sul, países que registraram outras variantes do vírus, que matou mais de 3,1 milhões de pessoas no mundo desde dezembro de 2019.

- CPI no Brasil -

O Senado do Brasil instaurou nesta terça-feira uma CPI para apurar possíveis omissões e ações do governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia, após despacho do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em particular, o foco da comissão será determinar se houve negligência ou atos de corrupção no manejo da crise, incluindo a falta de oxigênio que causou dezenas de mortes em janeiro em Manaus.

A investigação pode impactar a tentativa de reeleição de Bolsonaro em 2022, que manteve uma postura indiferente ao vírus em prol da economia.

Embora a pandemia não dê trégua ao Brasil - o segundo país com mais mortes no mundo (391.936) e que bateu seu próprio recorde mensal de óbitos em abril - a Anvisa rejeitou na segunda-feira um pedido de vários estados para importar a vacina russa Sputnik V, ao considerar que faltam dados que verifiquem a qualidade, segurança e eficácia do imunizante.

Os fabricantes da vacina russa não concordaram com a decisão da agência.

"Os atrasos da Anvisa na aprovação da Sputnik V são, infelizmente, de natureza política e não têm nada a ver com acesso à informação ou ciência", afirma a conta no Twitter da vacina russa.

Nem a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) nem a Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovaram ainda o imunizante russo.

Depois de superar no sábado a barreira de um bilhão de doses administradas no mundo, as campanhas de vacinação prosseguem no mundo, provocando disputas entre países e laboratórios sobre as entregas.

Nesta terça-feira, o Canadá relatou a primeira morte de uma pessoa vacinada com o medicamento AstraZeneca: uma mulher de 54 anos morreu em Quebec após receber a vacina, segundo autoridades.

O governo dos Estados Unidos vai fornecer a outros países 60 milhões de doses da AstraZeneca, anunciou na segunda-feira a Casa Branca, que vem sendo criticada por se recusar a exportar a vacina, que ainda não foi aprovada no país.

bur-ybl-blb/tjc/zm/fp/am/mvv