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Índia adia missões espaciais Chandrayaan-3 e Gaganyaan; veja as novas datas

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

A Índia anunciou que sua missão espacial Chandrayaan-3 terá que ser adiada. Embora seja um lançamento crucial para a Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO, na sigla em inglês), as restrições impostas para evitar a disseminação da COVID-19 resultaram em atrasos no cronograma. Agora, a terceira missão da Índia à Lua deve acontecer em 2022, de acordo com o chefe da ISRO, Kailasavadivoo Sivan.

Foi em janeiro de 2020 que a ISRO anunciou que a Chandrayaan-3 havia sido aprovada pelo governo indiano. Na época, ainda não havia uma data confirmada para o lançamento da missão, mas estimava-se que poderia ocorrer no final de 2020. Agora, é certo que não deve acontecer até o ano que vem.

Lançamento da missáo Chandrayaan-2, que enviou com sucesso uma sonda orbital à Lua (Imagem: Reprodução/ISRO)
Lançamento da missáo Chandrayaan-2, que enviou com sucesso uma sonda orbital à Lua (Imagem: Reprodução/ISRO)

O programa Gaganyaan, que levará astronautas indianos na primeira missão tripulada do país, também foi afetado pelas paralisações e deve sofrer atrasos. De acordo com Sivan, o lançamento da primeira missão não tripulada do projeto Gaganyaan — anteriormente programado para dezembro de 2020 — deverá ocorrer em dezembro deste ano, no foguete Launch Vehicle Mark 3. Outro lançamento não tripulado também deverá ser realizado para demonstração das tecnologias, ou seja, garantir que tudo está funcionando nos mínimos detalhes para a segurança dos astronautas. Só no terceiro lançamento do Gaganyaan, que agora está previsto para 2022, haverá uma tripulação a bordo.

Os quatro astronautas selecionados para a missão estão atualmente passando por treinamentos na Rússia. Mesmo com os atrasos, o cronograma está dentro dos limites estabelecidos no início do planejamento da ISRO. O programa Gaganyaan foi anunciado formalmente pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi em agosto de 2018, com o objetivo de enviar astronautas indianos à órbita terrestre até agosto de 2022, no 75º aniversário da independência da Índia do Reino Unido. Contudo, é possível que a missão seja lançada no final de 2022, ou, na pior das hipóteses, em 2023.

Quanto à Chandrayaan-3, a Índia deve mesmo adiar o lançamento do novo módulo de pouso lunar para 2022. Essa missão deve ser um pouco mais econômica do que sua antecessora, a Chandrayaan-2, pois não será necessário enviar mais um orbitador para a Lua. A sonda orbital da Chandrayaan-2 está funcionando muito bem. A tarefa da ISRO agora é pousar corretamente na Lua para que o rover possa explorá-la, já que o Vikram, da Chandrayaan-2, caiu durante sua tentativa de alunissagem em 2019.

Conceito artístico do módulo de pouso Vikran, que falhou na alunissagem em 2019. A Índia tentará novamente em 2022 (Imagem: Reprodução/ISRO)
Conceito artístico do módulo de pouso Vikran, que falhou na alunissagem em 2019. A Índia tentará novamente em 2022 (Imagem: Reprodução/ISRO)

A missão Chandrayaan-3 visa pousar no mesmo local onde o Vikran fracassou, ou seja, cerca de 70,9 graus ao sul do equador lunar. O orbitador da Chandrayaan-2 servirá como um ponto de comunicação entre o módulo de pouso do Chandrayaan-3 e o controle da missão, na Terra. Se tudo correr conforme o planejado, a Índia será o quarto país a pousar com segurança na lua.

Há outros projetos em andamento, tais como as futuras missões interplanetárias já mencionadas pela ISRO. A Índia também deve enviar uma sonda orbital a Vênus, provavelmente em 2024.

Fonte: Canaltech

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